Conab projeta em 44,28 milhões de sacas a safra 2015/2016

Queda chega a 2,3% em relação a safra 2014/2015 de acordo com a segunda estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento.

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Foto ilustrativa: Felipe Gombossy/ Café Editora
Foto ilustrativa: Felipe Gombossy/ Café Editora 


Da redação

Em sua segunda estimativa, divulgada hoje (9/6), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta queda de 2,3% na safra 2015/2016 relação ao ano passado. A produção de café no Brasil foi prevista em 44,28 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiado. O resultado, que considera a produção de arábica e conilon. Na safra passada, a Conab contabilizou um total de 45,34 milhões de sacas.

Conilon
O recuo se observa no café conilon, com uma queda de 13% devido a questões climáticas. A forte estiagem no período de formação e enchimento dos grãos, aliada às altas temperaturas na região produtora do estado do Espírito Santo, interferiram de maneira negativa na produtividade. Para o conilon, cuja produção contabiliza 11,35 milhões de sacas, representa 25,7% do total nacional e o Espírito Santo é o maior destaque, com uma produção de 7,76 milhões de sacas.

Arábica
Já o café arábica deverá apresentar um acréscimo de 1,9%, graças principalmente à evolução da cultura na Zona da Mata mineira e também na produção do Paraná que se recupera da forte geada de 2013. A produção de café arábica que corresponde a 74,3% do volume produzido no país, está estimada em 32,91 milhões de sacas. O maior produtor é o estado de Minas Gerais, com o volume estimado de 23,30 milhões de sacas.

Área

A área em produção é de 1,942 milhão de hectares, com uma queda de 0,2% ou 4,81 mil ha em relação à safra passada, quando chegou a 1,947 milhão. Minas Gerais concentra a maior área plantada de 975,27 mil de hectares, predominando a espécie arábica, com 98,64% do total no estado. Isso representa 50,2% da área cultivada no país. O estado do Espírito Santo ocupa a segunda colocação, com 433,27 mil hectares. O conilon capixaba cobre uma área de 283,05 mil ha.
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Cláudio Barbosa
CLÁUDIO BARBOSA

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 10/06/2015

Depois de quase 30 anos tentado entender por que nenhuma entidade - brasileira ou não - consegue conferir, depois da colheita, qual foi a paridade de sua previsão de safra com a realidade da colheita, talvez esteja autorizado a dizer que tais previsões são exatamente o que parecem ser: um espetacular chute em qualquer direção, digno de um autêntico zagueiro-zagueiro.

O chato (desculpe-se pela cretina simplificação) disto tudo é que na arquibancada estamos nós, os produtores, que no máximo conseguimos assistir ao triste espetáculo protagonizado.

Cláudio Barbosa.