Broca: pesquisador da Epamig ensina a monitorar a praga

Júlio Cesar de Souza explica a importância de detectar os talhões infectados e acompanhar a porcentagem máxima aceitável antes de iniciar o combate.

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Por Thais Fernandes, de Guaxupé (MG)

Entre as etapas mais importantes para evitar prejuízos com a broca-do-café, uma das principais pragas da cultura cafeeira, é o monitoramento. “Para quem não pode depender do controle químico, como os produtores de orgânicos, as saídas são a colheita bem feita e a aplicação de Safra Zero”, avalia Júlio Cesar de Souza, pesquisador da Epamig Sul de Minas e Doutor em Entomologia.

Técnicos tiram dúvidas dos produtores no estande da Epamig, na Femagri 2016 // Foto: Divulgação/ Femagri
Técnicos tiram dúvidas dos produtores no estande da Epamig, na Femagri 2016 // Foto: Divulgação/ Femagri

Contudo, mesmo para os cafeicultores que podem utilizar defensivos, Júlio Cesar explica que um dos pontos mais relevantes vem antes da aplicação dos químicos. “Detectar a broca é crucial para conseguir monitora-la e tratar apenas quando e onde é preciso”, alerta. Para saber em quais talhões a broca está instalada, o pesquisador aponta o passo a passo:

- Anotar a data da primeira florada;
- Após 90 dias da 1ª florada, observar os grãos que apresentam os furos feitos pela broca;
- O terço superior dos cafeeiros deve ser verificado com mais objetividade;
- Verificar qual a porcentagem de frutos com estes furos em cada talhão;
- Caso o número seja igual ou superior a 3%, o produtor tem 60 dias para acompanhar o problema e começar a aplicar o defensivo.

O pesquisador pondera que à época destes 90 dias pós-florada o inseto apenas fura o fruto, mas não chega a colocar os ovos em seu interior, ou seja, não conclui seu ciclo. Essa, então, é a fase ideal de monitoramento sem riscos de perda na colheita. “O fruto nesta fase está aquoso e a broca não coloca seus ovos. Por isso, o produtor pode observar com calma a porcentagem de incidência da praga e, assim, decidir qual o volume e locais onde o produto deve ser aplicado”, analisa o pesquisador, em entrevista exclusiva durante a Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas - Femagri 2016. Ele lembra que “se antes o produtor aplicava em grande parte da lavoura, agora ele precisa observar com mais atenção as áreas que realmente tem essa necessidade”.
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