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Manejo do Mato: Mudança de paradigma na cafeicultura

POR PEDRO PAULO DE FARIA RONCA

TÉCNICAS DE PRODUÇÃO

EM 23/02/2007

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O Manejo do Mato - técnica inovadora que transformou as ervas daninhas em aliadas do cafezal, ganha espaço e se torna sinônimo de conservação do solo, incremento de fertilidade e alta produtividade. O termo Controle do Mato está entrando em desuso já que agora o mato virou aliado do cafezal e o objetivo é manejá-lo para se obter todos os benefícios possíveis.

O mato foi durante muitos anos visto pelos cafeicultores, exclusivamente, como competidor que deveria ser erradicado do cafezal. As plantas daninhas são plantas que desenvolveram capacidade de rápido crescimento, grande assimilação de nutrientes e água e multiplicação acelerada. Há muitos anos a pesquisa provou, por meio de experimentos incontestáveis, a interferência negativa do mato para o cafeeiro.

As perdas de produtividade em lavouras sem controle de mato podem ser elevadíssimas resultando até mesmo, em casos extremos, na morte de plantas de café. Entretanto, as informações que comprovavam a existência da competição foram mal interpretadas no passado e difundiu-se a idéia de que o café deveria ser mantido no limpo, tanto na linha como na entrelinha. Com isso, era usual o uso de grade, enxada rotativa ou cultivadores na entrelinha mantendo-se todo o solo exposto. O objetivo do cafeicultor na época era ver o a terra "nua", sem nenhum mato.


Foto 1 - Lavouras manejadas com solo exposto tornam-se cada vez mais raras, porém ainda existem.

Atualmente, o Controle do Mato vem sendo substituído pela técnica Manejo do Mato que se concentra em dois pilares: manter a linha do café sem plantas daninhas vivas, mas coberta por palhada, e a entrelinha sempre com mato (quanto mais mato se produzir melhor).

A idéia é produzir mato na entrelinha para colocá-lo na linha do café formando um "colchão" de material vegetal morto. Com isso a linha do café permanece sempre coberta por palhada e a entrelinha por plantas daninhas crescendo e sendo continuamente roçadas, com isso os nutrientes anteriormente perdidos por erosão superficial no solo exposto agora são aproveitados pelo mato e devolvidos ao café em forma de matéria orgânica.


Foto 2 - Palhada na linha de café: diversos benefícios

As raízes do café se concentram na área embaixo e em volta da projeção da sua copa. Sendo assim deve-se manter essa área sem plantas daninhas a fim de não causar competição por nutrientes, água e luz.

As vantagens da técnica são inúmeras:

- Inibe-se a germinação e crescimento de plantas daninhas na linha do café.

- Aumenta-se o teor de matéria orgânica no solo. A matéria orgânica melhora as características físicas (drenagem, estruturação do solo, porosidade, etc.), químicas (fertilidade, disponibilidade e retenção de nutrientes), biológicas (interações benéficas entre a "micro vida") do solo e servirá como um adubo de liberação lenta.

- Diminui-se a temperatura do solo. Solo exposto, em dia quente, atinge 75ºC, sendo que a partir de 65ºC ocorre morte de radicelas (pequenas raízes responsáveis pela absorção de nutrientes). O solo coberto por palhada fica com temperatura por volta de 45ºC, em dias quentes.

- Reduzem-se as perdas de solo causadas por erosão.

- Armazena-se mais água no solo, pois se diminui a evaporação.

- Promove-se a reciclagem de nutrientes no solo.


Foto 3: Cafezal e mato na entrelinha, desde que bem manejados, convivem bem.

Operacionalizando a técnica

O mato na linha

Para se manter a linha limpa pode-se utilizar capinas manuais ou químicas.

As capinas manuais são realizadas com o uso de enxada, tendo baixo rendimento e custo elevado (400 a 600 pés/pessoa/dia). A capina deve ser feita em dia de sol deixando-se o mato cortado no local para manter a cobertura do solo na linha.


Foto 4 - Área capinada com enxada deixando-se o mato capinado na linha do café.

As capinas químicas são feitas com o uso de herbicidas, a aplicação pode ser feita com o uso de pulverizadores costais, ou pulverizadores tratorizados com jato dirigido para a linha do café.

Os de pré-emergência (principalmente Triazinas, Diuron, Metribuzim, Oxifluorfem e Azafenidin) atuam impedindo a germinação das plantas daninhas e possuem longa duração no solo (de 60 a 120 dias*). Uma aplicação de herbicida pré-emergente tem custo médio entre R$ 180,00/ha a R$ 220,00/ha*. Os pré-emergentes, em geral, podem causar interferência na planta de café causando amarelecimento ou retardamento de crescimento. Para minimizar esses efeitos, recomenda-se uma aplicação com rigoroso cuidado, sendo o melhor momento para aplicar logo após o plantio, quando as raízes das mudas novas ainda não estão na terra do sulco.

Os herbicidas de pós-emergência atuam matando as plantas existentes no momento da aplicação e oferecem duração que varia de 30 a 60 dias, dependendo das condições de chuva e da quantidade de sementes de plantas daninhas existentes no solo. Os mais usados são a base de Gliphosate ou Sulphosate, podendo ainda ser usados 2,4-D, Paraquat e MSMA. Uma aplicação de pós-emergente Glifosato tem custo por volta de R$20,00/ha a R$25,00/ha. A aplicação de pós-emergente também oferece risco de intoxicação das plantas, podendo causar a morte de plantas novas e, portanto também deve ser feita de maneira criteriosa e no momento adequado, com o uso de bico e proteção adequados.

Na fase da preparação pra colheita (arruação) caso o produtor deseje deixar a linha na terra limpa pode puxar o mato para a entrelinha em forma de placas, entretanto o ideal é conseguir levantar o café de uma palhada seca e firme, sem a necessidade de interferir na camada de matéria orgânica criada ao longo do ano.


Foto 5 - Entrelinha roçada e linha coberta por palhada.

O mato na entrelinha

Na entrelinha, deve-se utilizar somente a roçada. A roçada manual feita com uso de foice oferece baixo rendimento (800 a 1000 pés/pessoa/dia) e corta o mato alto produzindo pouco material vegetal, é utilizada em locais de declividade muito acentuada e com muitas pedras, o que impede o uso de máquinas.

A roçada semi-mecanizada pode ser feita com o uso de roçadeiras portáteis laterais ou costais possibilitando altos rendimentos (3000 a 4000 pés/pessoa/dia), podendo ser utilizada em terrenos onde não entra trator. Recomenda-se efetuar mais uma operação posteriormente a roçada que consiste em trazer o mato cortado com a ajuda de um rastelo para a linha do café, ganhando-se todos os benefícios já descritos de se ter a palhada na linha.


Foto 6 - Talhão roçado com roçadeira lateral motorizada e palhada puxada para a linha com o auxílio de um rastelo.

Nas terras com declividade que permitem mecanização recomenda-se o uso de roçadeiras tratorizadas laterais que podem ser compradas ou adaptadas. Essas roçadeiras têm uma abertura na parte lateral fazendo com que o mato seja jogado, pela rotação das facas, diretamente na linha do café. É o método com melhor rendimento operacional e menor custo. Existem hoje no mercado roçadeiras duplas reversíveis que permitem com apenas uma passada roçar toda a entrelinha e com a opção de se jogar a palhada na linha do café na época do verão e na época da colheita ao inverter-se o sentido de rotação, joga-se a palhada para o meio da rua, servindo como uma arruação mecanizada. Estas roçadeiras tem formato anatômico entrando em baixo da saia do café e apesar do custo elevado (R$ 8.000 a 12.000) pagam o investimento com a qualidade e eficiência do serviço.

No período do inverno e da seca o mato deve ser mantido roçado baixo ou aplicado herbicida diminuindo-se com isso a perda de água por transpiração das plantas daninhas.

Café com braquiária


Foto 7 - A braquiária deve ser mantida fora da linha de café para não haver competição.

Um consórcio que, há pouco tempo atrás, era inconcebível, vem, atualmente, ganhando grande destaque. Produtores têm semeado a gramínea braquiária no meio das entrelinhas do seu cafezal e a experiência tem mostrado ótimos resultados. A braquiária produz grande quantidade de massa vegetal de lenta decomposição, formando assim muita matéria orgânica, além disso, possui sistema radicular profundo e denso favorecendo a estruturação, drenagem, e diminuindo a compactação do solo. Outro beneficio é em relação aos nematóides do solo que não se desenvolvem nas raízes da braquiária, servindo desta maneira como um "nematicida natural".

Recomenda-se ajustar adequadamente a adubação para que não faltem nutrientes para o café. Outro ponto importante é não deixar a braquiária avançar perto da linha do café, ela deve ser mantida na entrelinha longe pelo menos 30 cm da saia do café. Caso faltem nutrientes, a braquiária é mais agressiva e causará deficiências no café, mas, em situações de adubações equilibradas, mato e cafezal convivem em harmonia e com ótimos resultados!


Foto 8 - Café com capim na entrelinha: o capim produz grande quantidade de material orgânico que deve ser jogado na linha do café.

PEDRO PAULO DE FARIA RONCA

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JOSÉ MARIA JR.

EM 06/06/2017

Excelente texto, Pedro.

Existe algum meio onde possamos entrar em contato com o Sr, ou até visitar o local onde você atende? Vi que você atua aqui perto de Carangola (MG). Estamos na região de Conceição, começando no ramo, indo para o nosso segundo ano vivendo no campo. Gostaria de mais informações e talvez compartilhar fotos da lavoura que ainda está bem nova para uma avaliação. Vendo que o manejo do mato mudou muito, teremos até um retrabalho para voltar com a matéria orgânica para perto do café.  
ANTONIO TOSCANO

EM 28/07/2015

estao de parabens esses produtores de cafe  pela forma como o cultivam o café e pelo aspeto está com boa apresentação , Mas era uma planta que eu gostava de ter em portugal ficaria muito grato de conseguir umas sementes para semear pagaria o que seja preciso casa me queiram enviar pelo correio
ALESSANDRO CALIL DA FONSECA

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 31/03/2012

Achei o texto oportuno e de boa qualidade. Oportuno pois o manejo do mato além de trazer os benefícios citados traz um boa redução de custo.
Alessandro Calil
Cambuquira/MG - Produtor Rural
AILSON LUIZ GARCIA

ALEGRE - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 06/01/2012

Excelente seu artigo, sou um pequeno produtor e queria tirar uma duvida a minha lavoura eu sempre faço roçada não capino, mais o que me incomoda é aquele mato debaixo do pé de café, é um mato mole, devo deixar lá ou passo a enxada debaixo? Pois a boca do pé de café está ali debaixo e eu só jogo o adubo debaixo da saia do pé de café, estou adubando certo? Tenho receio se não estou alimento o mato também, minha lavoura esta com a idade de dois anos e meio e está carregada de café. O espaçamento é de 2,70 X1,70 ainda estou jogando adubo de crescimento 20  00  15  conforme a análise de solo pediu.  Desde já agradeço.
VICENTE NUNES JUNIOR

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 12/05/2008

Parabéns pela materia,

Ainda temos algumas reações contra o manejo do mato em nossa região, mas aos poucos estamos conseguindo mostrar para o produtor que só existem pontos positivos, tanto para o café, como para o bolso.
FABIO JUNIO DE CARVALHO

MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 30/04/2008

Gostaria do contato do Engenheiro Agrônomo Pedro Paulo de Faria Ronca, Sou Secretário de Agricultura e Meio Ambiente do Município de São Domingos das Dores MG, e iremos realizar o III Encontro de Produtores Rurais sobre o Agronegócio Café de São Domingos das Dores e Região e gostaríamos que ele proferisse uma palestra no evento.
desde já agradeço.
Fábio Júnio de Carvalho
FÁBIO GONÇALVES DOS ANJOS

LERROVILLE - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 04/01/2008

Caro Pedro,
Parabéns pelo artigo. Com certeza ele derruba esse paradigma do café no limpo, de muito cafeicultor. Como produtor de café orgânico, perdi o medo do mato, a quem chamamos ervas companheiras, já faz alguns anos e tenho comprovado, na prática suas afirmações. Quando o espaçamento permite, plantamos os adubos verdes, de preferência leguminosas, para melhorar, ainda mais o solo, Agora estamos testando ruas de leucena - em espaçamento largo, paralelas às ruas de café, com o mesmo objetivo, fazendo manejo adequado.
EDUARDO MARTINS ROCHA

MATO GROSSO DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 26/12/2007

Caro colega,

Parabéns pelo trabalho.

Também desenvolvo alguns trabalhos com vários consórcios, alguns publicados e outros não.

Sei de sua dificuldade para colocar as novas tecnologias no campo, pois ainda temos muitas pessoas que resistem a novas tecnologias. Se por ventura se deparar com essa realidade, peço-lhe encarecidamente jamais se desanime.

Um grande abraço, fique com Deus. Siga firme e forte com suas pesquisas que são de extrema importância para nós.

Obrigado
EUDAIR FRANCISCO MARTINS

BAURU - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 11/05/2007

Sou cafeicultor em Bauru (SP), em área de cerrado e a braquiária decumbens é a planta que invade qualquer área em nossa região pela sua adaptação a condições adversas, eficiência na absorção de nutrientes e por ser uma planta de fortossíntese C4, que são economizadoras de água e de alta eficiência de fixação de carbono, daí o seu crescimento muito rápido dominando as outras plantas.

Dentro desta realidade, só nos resta conviver com elas, sendo que fazemos roçadas mecanizadas nas entrelinhas diversas vezes no ano, e na linha quando o café é novo usamos enxada e, após o 2º ano, aplicamos herbicidas pós-emergentes em jato dirigido que irá formar um mulch vegetal muito benéfico ao cafeeiro.

O único problema é ajustar a adubação pois essa palhada vegetal para se decompor irá exigir nitrogênio, portanto, competindo com o cafeeiro que poderá amarelecer se não fornecermos uma dose suplementar de N.

Portanto devemos manejar o mato na entrelinha tirando proveito do mesmo como um aliado do cafeeiro.

Parabéns pelo artigo.
ROVILSO GORINI

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 02/05/2007

Caro autor, para mim foi uma grande surpresa o uso de braquiária em cafezais. Costumo usar diversas leguminosas para este fim.

Gostaria de saber de seu sábio conhecimento sobre o assunto se poderia consorciar leguminosas com a braquiária para fazer essa cobertura sobre o solo que traz grandes beneficios para a cafeicultura. Um grande abraço e parabéns pela relevância da matéria.
GABRIEL FRANÇA

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 03/04/2007

Pedro,

Gostaria de parabenizá-lo pelo excelente artigo. Muito didático e esclarecedor.

Gabriel Granja.

PAULO ROBERTO VIEIRA CORRÊA

MANHUMIRIM - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 23/03/2007

Caro Pedro Paulo,

Parabéns pelo seu artigo!

Realmente foi uma mudança de paradigma.

Pelo menos, aqui na zona da mata de minas, mais precisamente em minha cidade, Manhumirim, região montanhosa, onde sou extensionista. Temos orientado esta prática há muitos anos, com pouca aceitação.

De repente, a prática explodiu, com ótimos resultados. Em algumas comunidades, notamos, neste período chuvoso que atravessamos, o bom resultado desta prática nas estradas vicinais, que permaneceram transitáveis em todo período. Acreditamos que a prática da roçada pelos agricultores familiares contribuíram enormemente no controle das enxurradas.

Paulo Roberto Vieira Corrêa
Eng. Agrônomo - Extensionista EMATER MG
MARCELO DE REZENDE BARBOSA

BAURU - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 14/03/2007

Caro Pedro Paulo,

Concordo com os benefícios, mas discordo do uso da braquiária como fonte de biomassa.

A gramínea braquiária, quando decomposta, fornece resíduos celulósicos de rápida decomposição, logo, de efeito pouco duradouro para a proteção e estrutura do solo. Suas raízes atuam a pouca profundidade.

Melhores resultados são alcançados com plantas que fornecem resíduos ligninóicos de moderada decomposição de efeito restaurador da fertilidade e da estrutura do solo.

Plantas como Crotalaria juncea, C. spectabilis, guandu, Tefrósia cândida entre outras, fornecem lignina, e, como são leguminosas, fornecem nitrogênio, disponibilizam fósforo e protegem do vento.

Na implantação de cafezais uma das possíveis formas de manejo é o plantio em outubro/novembro, com roçada no momento da floração em fevereiro/março, ficando a biomassa sobre o solo como cobertura morta.

Abraços
FÁBIO LÚCIO MARTINS NETO

VITÓRIA DA CONQUISTA - BAHIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 11/03/2007

Muito bom, mesmo, este artigo. O autor está de parabéns.

Aqui na Bahia, falar de braquiária no meio do cafezal provoca calafrios em muitos colegas, mas os paradigmas existem para ser quebrados e, assim, confio na sua recomendação.

O interessante é que essas práticas de se promover a cobertura do solo não são novidades, já que os adeptos das diversas correntes de agricultura ecológica, fundamentados nos princípios da ciência Agroecologia, há muito as praticam.

Parabéns!
CLAUDIO GUEDES FERNANDES

RECIFE - PERNAMBUCO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 10/03/2007

Parabéns!

O manejo sustentável deve ser o objetivo consciente do agricultor. Divulgar esta idéia se tornou vital para a vida da região, no local, e do planeta, como conseqüência global. Assim sendo, o artigo estimula a reflexão sobre aproveitamento de recursos e uso consorciado da lavoura cafeeira.

No entanto, por ser demais tecnicista no aspecto econômico, foi decepcionante. O uso do conceito de "ineficiência" do manejo humano e a ampla divulgação de herbicidas - e todos sabemos os males irrevogáveis de tais químicos - como opção provável, torna o artigo, de certa forma, irresponsável. Entendo o fervor de "corte de custos", mas muitas soluções são apenas deferimento de custos. Manejo, como o próprio nome diz, deve ter constância, trato, cuidado, carinho.

A cultura da agricultura, infelizmente, foi infestada por pesticidas informacionais e lingüísticos que contribuíram para a perda de aspectos importantes para sua evolução. Tecnologia é ótimo, mas nem todas, nem toda hora. O principio é a terra e o trato que fazemos dela. Busquem soluções inteligentes, não soluções fáceis.
JOSÉ OLÍMPIO DIAS DE FARIA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 05/03/2007

Caro Pedro Paulo de Faria Ronca.

Cumprimento e parabenizo pelo excelente artigo "Manejo do Mato", em cafezais.

Seu avô Moysés iria ficar orgulhoso deste seu neto.

Grande abraço,

José Olímpio Dias de Faria
SERGIO PARREIRAS PEREIRA

CAMPINAS - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 04/03/2007

Pedro,

Parabéns pelo excelente artigo, prático e didático...

Demonstra que são vários os técnicos e produtores que estão na constante busca por práticas sustentáveis na produção de Café. Definitivamente, os paradigmas estão aí para serem quebrados.

Saudações,

Sérgio Parreiras Pereira
Instituto Agronômico - IAC
CAIO VINÍCIUS CINTRA DINIZ

PIRACICABA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 04/03/2007

Parabéns!

Seu artigo foi bastante esclarecedor. É muito importante a divulgação de informações que contribuam para o manejo sustentável da cafeicultura.

Abraço,

Reçak (MB)
CARLOS OLIVEIRA

SANTA CRUZ DO SUL - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 01/03/2007

Prezado Pedro!
Gostaria que se possivel voce indicasse algum artigo ou texto academico que aprofundasse um pouco mais sobre o consorcio do café com a braquiaria. Te peço esta gentileza ao mesmo tempo que te provoco pois gostaria que comentasse um artigo publicado no site coffebreak de autoria de Luciano Soares de Souza que relata o problema emfrentado por produtores da região de Marília que fizeram a transição da pecuária para a cafeicultura sem a eliminação da braquiária para o plantio de cafe. As lavouras passaram a apresentar redução do crescimento, amarelecimento e até mesmo morte de mudas por conta de um fenomeno denominado alelopatia. Substancias produzidas por uma determinada planta que pode servir de estímulo ou retardo para o desenvolvimento de outra, aqui no caso o cafeeiro. O autor cita um trabalho que demonstra que substãncias presentes na braquiária produziram uma drástica redução do crescimento, quantidade total de clorofila, área foliar e biomassa nas variedades Icatu e Mundo Novo. Como produtor que está formando justamente uma lavoura de 30000 pes em uma área de braquiária, fiquei com " as orelhas em pé" após ler o artigo no site da coffebreak e quero ir mais a fundo no assunto para saber se corro riscos em manter a brachiária ou tenho sorte de formar a lavoura consorciada com a mesma. Tenha a certeza que discussões como essa é extremamente enriquecedora e mostram aos produtores que é muito dificil a unanimidade de opiniões quando o assuntoé produção de café.
Um grande abraço e parabens pelo artigo.
ANDRÉ GUARÇONI M.

VENDA NOVA DO IMIGRANTE - ESPÍRITO SANTO - PESQUISA/ENSINO

EM 01/03/2007

Caro Pedro Paulo,

Muito bom o seu artigo. Essa mudança de paradigma é, realmente, necessária, visto que, traz muitas vantagens.

Mas fica um porém: as gramíneas são plantas que apresentam relação C/N elevada e, com o grande aporte sugerido, certamente haverá imobilização de nutrientes pelos microrganismos do solo, especialmente nitrogênio.

Isso já é previsto no artigo, tanto que recomenda "ajustar adequadamente a adubação para que não faltem nutrientes ao café".

Nesse sentido, gostaria de perguntar, dada a sua experiência nesse tipo de manejo, qual a porcentagem de acréscimo nas doses de nitrogênio para que este satisfaça a imobilização por microrganismos e a necessidade das plantas.

Antecipadamente agradeço suas considerações.

Abraços,

André Guarçoni M.