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10 fatores que precisam de atenção no planejamento da implantação de lavoura de café arábica

POR EQUIPE CAFÉPOINT

TÉCNICAS DE PRODUÇÃO

EM 29/08/2023

4 MIN DE LEITURA

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O planejamento faz parte da administração de um empreendimento e consiste em tomar decisões e programar ações sobre: o que, por quê, quando, quanto, como e onde fazer. A comercialização da produção é outro aspecto fundamental a ser considerado, pois, para produzir, é conveniente saber, antecipadamente, para quem e onde vender o produto final. 

A resposta a todas essas questões envolve, também, a busca de informações sobre a conjuntura cafeeira, identificando ameaças e oportunidades do ambiente econômico, bem como os pontos fracos e fortes da propriedade, como: aptidão das terras, existência de infraestrutura adequada, existência de fornecedores de insumos e serviços, disponibilidade e qualificação da mão de obra, possibilidade de diversificação e ou adoção de atividades complementares, de acordo com o potencial da propriedade. Deve-se, ainda, avaliar aspectos legais para uso do solo, da água e de outros recursos naturais, bem como zoneamento agroclimático para a cafeicultura. 

Uma vez tomada a decisão pela implantação, dependendo do porte do empreendimento, é preciso adotar um plano de ação para antecipar algumas providências, como a definição de quais cultivares a serem plantadas, assegurando o suprimento de mudas em tempo e em quantidade. 

O conhecimento técnico e gerencial aplicado nas diversas etapas do planejamento e na implantação e condução da lavoura é fator de sucesso do empreendimento.

Escolha da área

Para a implantação da lavoura de café arábica, é necessário analisar parâmetros que visem atender uma proposta, antes de tudo econômica e que mantenha as condições de equilíbrio do sistema, dentro de um conceito de uma cafeicultura moderna e de alta produtividade. Alguns são fundamentais para a atividade e devem ser analisados: 

Temperatura
É um fator limitante para a cafeicultura. A temperatura média de aptidão para o cafeeiro arábica está entre 18ºC e 23ºC.

Precipitação
O regime de chuvas considerado ideal está entre 1.200 mm e 1.800 mm anuais, para permitir a exploração comercial da cultura. É importante que a precipitação esteja distribuída de forma que atinja os períodos de desenvolvimento vegetativo e frutificação. O cafeeiro da espécie arábica pode suportar um déficit hídrico de até 150 mm, sem grandes prejuízos, desde que ocorra no período de repouso vegetativo. Em regiões marginais, pode ser necessária a utilização da irrigação.

Ventos
A incidência de ventos pode causar grandes problemas ao cafeeiro, devido a danos mecânicos, principalmente nas folhas e nos ramos, favorecendo a infecção por fungos e bactérias. Nesses casos, apenas o controle químico não tem se mostrado eficiente. Ventos excessivos podem provocar, ainda, injúrias na região do coleto, devido à frequente fricção do caule com o solo, levando, em casos extremos, ao tombamento de plantas novas. 

Para minimizar tais efeitos, deve-se planejar a utilização de quebra-ventos, que poderão ser temporários (feijão-guando, milho, etc.) e permanentes (grevílea, bananeira, cedro-australiano, etc.). 

Umidade relativa
O cafeeiro e a qualidade do café produzido podem ser prejudicados tanto com alta, quanto com baixa umidade relativa do ar. Os locais com alta umidade relativa favorecem a incidência de pragas, doenças e fermentações indesejáveis. Esta condição ocorre geralmente próximo a represas, grotas sombreadas, etc. Já os locais com baixa umidade relativa favorecem o ataque de algumas pragas e a redução do desenvolvimento do cafeeiro. 

Os efeitos da umidade relativa podem ser minimizados por meio do planejamento de ações em todas as fases da cultura.

Altitude
No café arábica, recomenda-se o plantio em áreas entre 600 m e 1.200 m de altitude, pela influência que exerce na longevidade, na produtividade da lavoura e na qualidade da bebida. 

Topografia
Influencia diretamente na escolha das cultivares, no sistema de plantio, no espaçamento e na mecanização dos tratos culturais e colheita. 

Solo
O solo deve propiciar um ambiente favorável ao pleno desenvolvimento do cafeeiro. Deve possuir as características físicas, químicas e biológicas necessárias para o bom desenvolvimento da planta. A profundidade efetiva mínima deve ser de 120 cm e com boas condições de textura e estrutura. 

Limitações de natureza física, como: adensamento do solo, pedras, cascalho, prejudicam o aprofundamento e desenvolvimento das raízes das plantas. Se o solo estiver compactado, é necessário que se faça uma subsolagem e/ou um coveamento mais profundo, ultrapassando essa camada. Do ponto de vista químico e biológico, o solo, na sua fertilidade natural, pode apresentar restrições a um desenvolvimento inicial satisfatório do cafeeiro. A análise de solos irá mostrar as correções necessárias.


Solos profundos, sem limitação física ao desenvolvimento radicular

O sistema radicular do cafeeiro é responsável, em grande parte, pelo sucesso das práticas de manejo de uma lavoura. Quando tem início o declínio de um cafezal, marcado pela seca de ponteiros, principalmente em decorrência da altas cargas, é necessário, antes de qualquer intervenção para contornar o problema, uma avaliação do estado do sistema radicular. Em muitas situações, as causas podem ser atribuídas às características do solo, associadas ou não à qualidade da muda, preparo do terreno, cuidados no plantio, etc. Quando os problemas estão relacionados às raízes, qualquer medida que venha a ser adotada torna-se ineficiente ou antieconômica, ou, quando muito, de eficácia temporária.

Linha de geada 
Em regiões de ocorrência de geadas, a demarcação da linha de geada é um fator importante a ser considerado na implantação da lavoura. É uma linha imaginária que delimita a faixa considerada inapta ou restrita à cafeicultura, pela alta incidência do fenômeno. 

A possibilidade de ocorrência de geada pode ser verificada por meio de informações e histórico da área ou de sintomas observados em plantas indicadoras, sensíveis ao frio intenso.

Plantio em áreas de cafezais erradicados
Para a implantação em terrenos anteriormente ocupados com cafezais, deve-se verificar o histórico da ocorrência de pragas das raízes (cigarras, moscas e cochonilhas-de-raiz), adotando-se medidas de controle. Atenção especial deve ser dada à presença de nematóides, posto que sua ocorrência poderá inviabilizar a exploração econômica. 

Legislação ambiental
Outro fator importante que deve ser observado é a correta ocupação do solo, segundo a sua aptidão agrícola, em consonância com o que é definido pela Legislação Ambiental.

As informações são do “Manual do Café - Implantação de Cafezais”, da Emater-MG.

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ERVAL LIMA RANGEL

EM 19/01/2024

Parabéns pela matéria.

Seria importante divulgar matéria sobre o princípio do plantio como custos.

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