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OIC espera recorde de arábica e queda no robusta na safra 2016/2017 mundial

Por Equipe CaféPoint (CaféPoint)
postado em 17/01/2017

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Por Thais Fernandes

Em um início da divulgação de estimativas para a safra 2017 no Brasil, o setor produtivo recebe também os dados globais divulgados pela Organização Internacional do Café (OIC), no último dia 12 de janeiro. Em sua estimativa inicial da produção mundial do grão em 2016/2017, a OIC sugere que o total mundial se manterá relativamente estável, subindo 0,1% para 151,6 milhões de sacas.

O Relatório sobre o mercado de café em dezembro de 2016 aponta que os cafés da espécie arábica poderão alcançar um volume recorde de 93,5 milhões de sacas, prevendo-se grandes safras no Brasil, Colômbia e Honduras. Em seu último levantamento relativo à safra brasileira de café de 2016, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontou recorde. O relatório, fechou o ano indicando que haviam sido produzidas 51,37 milhões de sacas de 60 quilos do produto beneficiado em 2016, somados arábica e conilon. deste montante, o café arábica representa 84,4% e atingiria uma produção de 43,38 milhões sacas.

Já para a safra 2017, a Conab divulgou hoje (17/1) que o Brasil deve produzir no total entre 43,65 e 47,51 milhões de sacas de 60 quilos do produto beneficiado, somadas as espécies arábica e conilon.

Robusta
Por outro lado, as perspectivas da OIC para produção dos robustas são menos positivas, e menores safras estão previstas na maioria das origens. As bolsas de futuros vêm refletindo a evolução recente deste cenário: os preços dos robustas em geral se mostram fortes e os dos arábicas, sob pressão. Com isso, a arbitragem entre ambos diminui.

Países produtores
A produção do Vietnã em 2015/2016 foi revisada para mais, passando a 28,7 milhões de sacas depois que recebemos novos dados de exportação. Esse volume representaria uma safra recorde. As perspectivas para 2016/2017 são menos positivas, pois a seca do início do ano civil de 2016 provavelmente afetará a produção, que, segundo nossa estimativa provisória, sofrerá uma queda de 11,3%, passando a 25,5 milhões de sacas.

Na Colômbia a produção continua a se recuperar: depois de cair para 7,7 milhões de sacas em 2011/2012, ela aumentou a cada ano desde então, e se estima que tenha subido 3,5% para 14,5 milhões. No primeiro trimestre de 2016/2017 (outubro a dezembro) a produção já está 5,4% acima do volume do ano passado, alcançando 4,4 milhões de sacas.

Na Indonésia más condições meteorológicas também prejudicaram a safra de 2016/2017, que, segundo estimativas, caiu 18,8% para 10 milhões de sacas, embora, dependendo dos volumes exportados, este volume ainda talvez precise de revisão. Outra circunstância a levar em conta é que um mercado vibrante de consumo interno deve reduzir a disponibilidade para exportação

Quanto a outras regiões e países, estima-se que no México e América Central a produção total tenha aumentado 2,6%, passando a 17,4 milhões. Julga-se que a produção do México começou a se recuperar de seu surto de ferrugem (aumento de 10,7%, para 3,1 milhões de sacas), e aumentos também estão previstos em Honduras (+2,9%, para um recorde de 5,9 milhões), na Guatemala (+2,3%, para 3,5 milhões) e El Salvador (+12,9%, para 623.000 sacas). Reduções estão previstas na Nicarágua (-1,7%, para 2,1 milhões de sacas) e na Costa Rica (-9%, para 1,5 milhão).

Finalmente, na África estima-se que a produção total aumentará 0,8%, passando a 16,4 milhões de sacas, apesar de uma queda de 1,7% na produção do maior produtor regional, a Etiópia, para 6,6 milhões de bags. Estão previstos aumentos em Uganda (+4,1%, para 3,8 milhões) e na Côte d’Ivoire (+5,7%, para 2 milhões), bem como quedas na Tanzânia (-14%, para 800.000 sacas) e no Quênia (-0,7%, para 783.000 sacas). 

 

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