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Concursos de Qualidade de Café são indispensáveis para os produtores

POR EQUIPE CAFÉPOINT

PRODUÇÃO

EM 01/09/2017

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Por Camila Cechinel

Desde que o Prêmio Ernesto Illy surgiu no Brasil, em 1991, os Concursos de Qualidade de Café no país e no mundo têm tido uma importância fundamental, não somente por gerar publicações sobre os eventos, mas também por difundir conhecimentos sobre a produção, destacar as melhores regiões produtoras e despertar a curiosidade e o interesse dos consumidores.

Foto: Gui Gomes/ Café Editora
                                         Foto: Gui Gomes/ Café Editora

Responsáveis por premiar os cafeicultores que investem nas lavouras e se dedicam para oferecer aos compradores uma bebida considerada superior, os torneios têm papel indispensável na educação dos produtores, que para conseguirem uma boa colocação na disputa precisam obedecer uma série de procedimentos, como, por exemplo, uma colheita com menor número de grãos verdes, técnicas de secagem, uso do despolpador, além de conhecerem sobre a bebida e desenvolverem classificadores que provem do café, para indicar se está bom ou se precisa ser melhorado. 

"Aqueles que têm boas classificações nos concursos ganham um status de "produtores diferenciados", fazendo bem para a autoestima e agregando valor a produção. Antigamente, não se falava do Caparaó, Carmo de Minas, Alta Mogiana e do Norte Pioneiro Paranaense, regiões destacadas pelo sucesso dos concursos" comentou o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Nathan Herszkowicz.
Nos dois últimos meses ocorreram diversos lançamentos de cafés especiais, também chamados gourmets: a Café do Ponto se reposicionou, a Nestlé anunciou o café em grão, a JDE apostou em marca francesa para inovar categoria premium, o Orfeu está investindo cada vez mais no mercado interno e a Nespresso divulgou uma edição limitada de cafés harmonizados com leite. Para o representante da ABIC, as novidades mostram que o mercado enxerga a alta qualidade como um segmento que precisa ser atendido, que tem valor e capacidade de crescimento. "É uma revolução. Sem dúvida, no caso do produtor, a demanda por grãos de melhor qualidade vai aumentar muito mais", disse. 

Audiência Pública na Câmara dos Deputados

Uma audiência pública realizada na Câmara dos Deputados no dia 24 de agosto tratou de assuntos recorrentes no negócio do café, principalmente a busca permanente por preços melhores. Para Nathan Herszkowicz, o tema é um direito dos cafeicultores, mas não dá para pensar em preço maior se a entrega não for correspondente.

"Bons preços, tirando as mudanças climáticas, são sempre em função de um equilíbrio entre oferta e demanda. Todo produtor, de qualquer produto, tem o mesmo problema e busca soluções", disse.

De acordo com Herszkowicz, existe um segundo semestre cheio de incertezas, de safra brasileira baixa, estoques elevados nos Estados Unidos que podem comprimir preços, estoques brasileiros inexistentes e uma série de fatores que podem indicar que os valores podem reagir. "Não dá para dizer com certeza como vai ser porque ninguém acerta isso. Ninguém acertou ano passado o que aconteceu", finalizou. 

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