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Cafeicultores não aceitam as bases oferecidas pelos compradores

postado em 14/08/2017

9 comentários
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Boletim semanal Escritório Carvalhaes - ano 84 - n° 32
Se quiser consultar boletins anteriores, clique aqui e confira o histórico no site*
Santos, sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O mercado de café apresentou-se mais firme e com os preços no mercado físico em evolução até a última quarta-feira (09). Na quinta-feira (10), a disputa em torno do vencimento do mercado de opções em Nova Iorque derrubou as cotações na ICE e os contratos com vencimento em setembro próximo caiu 415 pontos. Ajudou a queda a tensão causada pela Coreia do Norte que levou as bolsas globais a trabalharem semana passada em baixa.

Foto: Gui Gomes/ Café Editora
                                        Foto: Gui Gomes/Café Editora

Na sexta-feira (11), os contratos de café retomaram o viés de alta que predominou nas últimas semanas. Os com vencimento em setembro fecharam com 180 pontos de alta e, apesar dos 415 pontos de baixa na quinta, o balanço da semana acumulou alta de 15 pontos.

No mercado físico brasileiro, apesar de lentos e com volume baixo para esta época do ano, os negócios fluíram melhor até a quarta-feira. Houve muita disposição de compra e o volume de negócios fechados só não foi maior devido ao pouco interesse dos cafeicultores em vender nas bases oferecidas pelos compradores.

Os produtores continuam com a atenção voltada para os trabalhos de colheita, já próximos dos 80%, que avançam bem com o tempo seco. Consideram que a quebra maior da safra 2017, de ciclo baixo, está confirmada, e claramente não querem vender sua produção nas bases oferecidas pelos compradores. Aparentemente a quantidade de cafés de boa qualidade a finos foi a que mais caiu.

As 1.515.211 sacas de café verde embarcadas pelo Brasil no mês de julho é o menor volume para o mês desde 2006 e confirma a pouca oferta de café no mercado interno brasileiro.
As indústrias de café solúvel se mobilizam cada vez mais em estratégias junto ao Governo Federal para priorizar negociações e acordos tarifários com países que aplicam altas tarifas para importar o produto nacional.

Comercializando café solúvel com mais de 120 países, o setor, no Brasil, sofre com tarifas de importação aplicadas ao produto nacional tendo, em pelo menos 75% desses destinos, taxas que variam de 5% a 40% (fonte: ABICS). Esses impostos tiram a competitividade do solúvel brasileiro e não o preço pago aos produtores de conilon no Brasil (Veja mais informações em nosso site).

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou que no último mês de julho foram embarcadas 1.751.804 sacas de 60 kg de café, aproximadamente 11% (215.524 sacas) menos que no mesmo mês de 2016 e 19% (401.438 sacas) menos que no último mês de junho. Foram 1.498.865 sacas de café arábica e 16.346 sacas de café conilon, totalizando 1.515.211 sacas de café verde, que somadas a 235.674 sacas de solúvel e 919 sacas de torrado, totalizaram 1.751.804 sacas de café embarcadas.

Até dia 10, os embarques de agosto estavam em 396.767 sacas de café arábica, mais 33.971 sacas de café solúvel, totalizando 430.738 sacas embarcadas, contra 638.893 sacas no mesmo dia de julho. Até o mesmo dia 10, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em agosto totalizavam 823.731 sacas, contra 935.600 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 04, sexta-feira, até o fechamento da sexta-feira (11) subiu nos contratos para entrega em setembro próximo 15 pontos ou US$ 0,20 (R$ 0,63) por saca. Em reais, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 4 a R$ 579,53 por saca, e dia 11, a R$ 587,02 por saca. Na última sexta, nos contratos para entrega em setembro a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 180 pontos.

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Comentários

Antonio Fernando Baccetti

Guaxupé - Minas Gerais - CONSULTOR EM ARMAZENAGEM
postado em 30/09/2016

Prezado Nelson;
Uma consideração sobre armazéns cheios ao final da safra!
Ao longo dos últimos 5 anos o armazenamento de café deixou de ser exclusivamente em sacas de 60 quilos e passou a ser em big bags, em sua maioria, e ou a granel.
Este ano podemos dizer que a maioria dos armazéns utilizou big bags, cuja consequência imediata foi a redução de capacidade em aproximadamente 60%.
Esta redução foi em razão da falta de planejamento de todos os operadores, que substituíram pilhas de café que chegavam a ter 8 metros de altura, por pilhas de big bags que possuem no máximo 3,8 metros de altura.
Fica assim explicado a falta de espaço e os armazéns cheios!!
Grande abraço

Baccetti

Carlos Alberto de Carvalho Costa

Muqui - Espírito Santo - Produção de café
postado em 13/12/2016

Parabéns ao Escritório Carvalhaes, que está brigando junto com alguns outros grupos contra esse famigerado Drawback, parabéns também ao deputado Evair Melo, que junto com outros deputados e senadores lutam incansavelmente contra a indústria, que sem pensarem em um futuro próximo estão querendo matar a galinha de ovos deles

Tarcísio Americano Barcelos

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 25/04/2017

Para o mero especulador é altamente interessante a volatilidade dos preços

Elder G. Baldon

Nova Venécia - Espírito Santo - Produção de café
postado em 25/04/2017

Sabe o que não entendo, esses caras, produzem café, Torrance café, só focam jogando de lá para cá papel.nós somos bobão mesmo, não conseguimos cortar essa dependência Via de escrava.

Paulo Peccini

OUTRA - Espírito Santo - Produção de café
postado em 31/05/2017

Imagino que o senhor Ministro Blairo Maggi não deve entender de produção de café, muito menos quanto aos riscos que essa importação pode trazer. Está dando declarações visando somente a indústria e esquecendo os produtores. Precisamos que as forças políticas favoráveis fiquem atentas pois o cargo de ministro é passageiro e a cafeicultura não.

willian trevizan

Araguari - Minas Gerais - Produção de café
postado em 01/06/2017

Já não chega o bicho mineiro que não dá sossego, agora estes políticos que não existe combate além do tempo para esta praga...lástimável...

LUIZ ANTONIO GOBEL

OUTRA - OUTRO - Produção de café
postado em 02/06/2017

Temos  que levar em conta o momento político do pais, que é totalmente desfavorável. Segundo: não existe uma política séria para a cafeicultura. Está em andamento, mas ainda sem resultados, apesar de estarmos em começo de safra . O que não podemos deixar é que os especuladores mandem neste mercado. O agricultor deve estar mais unido  agora e só vender quando o preçofor favorável e cobrar dos nossos políticos ações mais imedatas ao nosso favor. 


Geraldo Garcia de Meireles

Goiânia - Goiás - Provador de café
postado em 31/07/2017

Na falta de graves intempéries climáticas (secas e geadas), o que sempre provocou  oscilações no mercado de café foram, sem dúvidas, os boatos sobre previsões de safras e estoques remanescentes. Antigamente, um senhor lá de fora mentia descaradamente fazendo prognósticos de safras cafeeiras sem sair do seu país e tinha uma credibilidade incrível. Bem, aquele já não apita mais nada e hoje vivemos um momento tecnologicamente bem aparelhado, logo não deve ser tão difícil uma aproximação de números reais. A lei de oferta e procura nunca será revogada, mas que haja transparência nas informações e que as lideranças atuem de fato na defesa dos interesses justos da nossa tão sofrida cafeicultura.

Jose Eduardo Bicudo

Serra Negra - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado há 2 dias atrás

Bom dia!
Acredito que a disposição de compra das exportadoras de café não é o suficiente para fechar bons negócios, pois em minha região temos os melhores cafés arábica do Brasil.
Esperamos melhores preços (R$ 580,00) para continuarmos a produzir e sobreviver.

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