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Preços do café estão "vulneráveis a uma corrida ascendente", diz analista

postado em 15/08/2017

9 comentários
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Da redação

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, porém, com a ameaça da Broca nas principais lavouras produtoras do país nesta e na próxima safra, os preços do produto estão "vulneráveis a uma corrida ascendente", de acordo com a analista internacional do mercado do café, Judith Ganes-Chase.

Foto: Gui Gomes/ Café Editora
                                    Foto: Gui Gomes/ Café Editora 

Segundo a especialista, a safra 2018/2019, de bienalidade positiva, pode chegar a uma produção recorde superior a 60 milhões de sacas de café, entre arábica e conilon, uma vez que as áreas produtoras estão em condições climáticas favoráveis. Porém, essa perspectiva otimista pode ser minada pelo surto de Broca-do-Café, que se propaga cada vez mais após a proibição do uso do inseticida Endosulfan, em julho de 2013. 

"Se a situação for deixada de lado, pode potencialmente criar estragos para a próxima safra", disse Judith, da empresa J Ganes Consulting. 
Se as expectativas numéricas da próxima temporada se confirmarem, certamente ajudará no reabastecimento dos estoques do país. "Há pouca margem de manobra para a questão da produção, tendo em vista os modestos estoques dos países produtores", afirma a analista, alertando, ainda, que "os frutos estão vulneráveis a uma corrida ascendente", por conta da praga. 
Para Judith, o Vietnã, maior produtor de conilon e segundo produtor de café classificado do mundo, "também precisa ser monitorado", devido as chuvas excessivas. "O país continua a ser inundado com episódios de clima extremamente úmido, mais do que o habitual, o que está começando a suscitar preocupações". 

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Comentários

Rodrigo Costa Costa

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 15/08/2017

60 milhões de sacas?? Aqui em Minas Gerais a seca já está judiando das lavouras. Precisamos esqueletar, o que corta aproximadamente um quinto da produção.
Falar que vai produzir esse volume todo é para derrubar preço para comprar contrato.
Abraços!

Michelle santana silverio

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 16/08/2017

Concordo com você, Rodrigo.  No Espírito Santo as expectativas não são das melhores. Não sei aonde os analistas estão vendo tanto café assim para as próximas colheitas.  

paulo r. r. matos

OUTRA - OUTRO - Produção de café
postado em 16/08/2017

Se nem para essa safra sabemos o volume correto, imagina para a do que vem. A questão é querer comprar café barato, por isto este alarde de safra recorde. Os estoques estão baixos, os custos altos...
Cuidado cafeicultores.

Luiz Otávio Blanco Brito

Boa Esperança - Minas Gerais - Estudante
postado em 16/08/2017

A previsão não condiz com o físico ou real. Temos visto nos dias atuais que o esperado para a safra 2017/2018 não chegará nem perto...
Não é somente a broca que acarreta perca para o produtor. Diversos fatores devem ser levados em conta no nosso cenário cafeeiro. A um leque de variáveis negativas que impactam no que chamamos de resultado positivo. Começando pelo manejo implementado pelos produtores.

A falta de conhecimento por parte de muitos cafeicultores faz com que os custos aumentem e o retorno seja quase equivalente ou pouco superior. Em cenário internacional, sabemos que os últimos resultados apresentam uma demanda maior que a a oferta, fazendo com que os preços se mantenham padronizados.

Acho que as cooperativas devem estar sempre atentas ao cenário e repassar informações aos produtores, que necessitam e precisam destas informações... Palestras e cursos deveriam estar mais em pauta em nossas associações!

saulo antonio melo siqueira

Cássia - Minas Gerais - produtor de café
postado em 16/08/2017

A analista deve estar olhando para o planeta Marte. As áreas produtoras estão com condições climáticas favoráveis? Tenho olhado lavouras de minha região e elas estão muito desfolhadas, pois tivemos vários veranicos em meses potenciais de chuva e o vento frio de julho colaborou ainda mais para a desfolha dos cafeeiros. Concordo plenamente com o Rodrigo: este  especialista deve estar à serviço de fundos ou, realmente, não entende nada de clima, de produção e de lavoura cafeeira.

José Adauto de Almeida

Marumbi - Paraná - Extensão Rural
postado em 17/08/2017

Rodrigo,
Isso é estratégia dos exportadores e importadores para derrubar os preços do café a nível de propriedade. Até quando vamos viver assim?Choveu, a produção vai ser recorde, não importa o estado da lavoura.
Previsão de safra através da "cigana".

ARMANDO SANTOS

OUTRA - Tocantins - Produção de café
postado em 17/08/2017

Essa afirmação é irônica ou brincadeira de criança levada? Quem fez essa afirmação com certeza não está no campo. 

Michelle santana silverio

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 18/08/2017

Eles não falam das outras pragas que atacam o café, tipo cochonila e ferrugem. Quanto mais veneno você põe, mais praga aparece. E a safra nunca dá o esperado. 

Jose Eduardo Bicudo

Serra Negra - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 18/08/2017

Boa tarde,
Tivemos uma boa colheita este ano, café de altíssima qualidade. Porém, houve uma queda bruta de aproximadamente 30% de café verde.Custou R$ 7,00 a mais o alqueire para colher (depois de seco). 
Essa análise é tao furada quanto o preço.
Pena que não temos café brocado para vender, pois neste valor é só o que os exportadores conseguirão comprar.

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