Catucaí produz bem em áreas de montanha sem desbrota

Observações em 14 lavouras no Espírito Santo e em Minas Gerais registraram produtividades de 80 a 130 sacas por hectare em cafeeiros adultos conduzidos com quatro a cinco hastes por planta

Publicado em: - 2 minutos de leitura

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Observações de campo em diversas lavouras de café conduzidas em áreas de montanha, na região sul do Espírito Santo e na Zona da Mata de Minas Gerais, mostram que têm sido obtidas altas produtividades com o manejo sem desbrota das plantas.

A cafeicultura de montanha se desenvolve em terrenos declivosos, com as maiores áreas de cultivo localizadas na Zona da Mata mineira e no sul do Espírito Santo. Essas regiões vizinhas apresentam condições ambientais e socioeconômicas semelhantes, com predominância de pequenas propriedades cafeeiras. Devido à topografia, as lavouras são conduzidas com tratos culturais manuais.

As cultivares de café do grupo catucaí são as mais cultivadas nas regiões de montanha, especialmente catucaí amarelo 24/137 e catucaí vermelho 785/15. Essas cultivares emitem muitas brotações ortotrópicas. Os plantios são realizados em espaçamentos mais adensados, o que faz com que os cafeeiros fechem as entrelinhas mais rapidamente e percam gradualmente a ramagem na parte inferior das plantas. Nessas condições, a produção fica mais concentrada no topo das plantas.

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Na presente nota técnica, objetiva-se relatar observações de campo realizadas em diversas lavouras de café de montanha com cultivares do grupo catucaí, conduzidas sem desbrota e com plantas apresentando múltiplas hastes.

As avaliações de campo foram realizadas em junho de 2026, em lavouras com carga pendente, nas regiões de Irupi e Iúna, no Espírito Santo, e em Lajinha (MG). Foram avaliadas 14 lavouras adultas das cultivares catucaí amarelo 24/137 e catucaí vermelho 785/15. Nessas áreas, os cafeeiros tinham mais de oito anos de idade e apresentavam, em média, de quatro a cinco hastes por planta.

Os resultados de produtividade das lavouras avaliadas variaram de 80 a 130 sacas por hectare, valores muito elevados. Verificou-se que a maior parte da frutificação estava concentrada nos ponteiros das diferentes hastes das plantas, indicando que a manutenção das hastes, sem desbrota, foi favorável à produção.

Observou-se, ainda, que, nos casos em que se realiza poda por apreciação visual, com o decote dos ponteiros apenas das plantas que apresentam maior esgotamento em função da carga, também se recomenda a condução sem desbrota, visando ampliar a área produtiva no topo das plantas.

Ressalta-se que, durante a formação das lavouras, nos três a quatro primeiros anos, especialmente em plantios com menores distâncias entre os cafeeiros na linha, a desbrota de formação deve ser realizada.

Figura 1
Lavoura da cultivar catucaí amarelo 24/137, conduzida com muitas hastes e com alta produtividade - Irupi (ES), junho/26

Figura 2
Depois de decote por apreciação, cafeeiros de catucaí 24/137, conduzidos sem desbrota do ponteiro, aumentam sua produtividade

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Material escrito por:

José Braz Matiello

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