Gessagem no cafezal

O gesso promove a redução do teor de alumínio tóxico e fornece o cálcio, que tem estreita relação com o desenvolvimento radicular

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A Emater, em seu material sobre Manual do Café – Manejo de Cafezais em Produção, especificou a importância da gessagem no cafezal.

É denominada dessa forma a aplicação de gesso agrícola no solo, visando, principalmente, a disponibilização do cálcio e a neutralização do alumínio em maior profundidade. O gesso agrícola, sulfato de cálcio dihidratado (CaSO4 .2H2 O), não é um corretivo da acidez de solo, pois não corrige o pH.

No solo, na presença de umidade, o gesso sofre dissolução, e o íon cálcio (Ca++) e outros como potássio (K+) e magnésio (Mg++) formam novos compostos, cuja mobilidade no solo é bem maior, promovendo seu carreamento ao longo do perfil, alcançando maior profundidade.

O gesso promove redução do teor de alumínio tóxico e fornece o cálcio, que tem estreita relação com o desenvolvimento radicular. A presença de cálcio nas camadas inferiores do solo, em teor adequado, favorece o desenvolvimento das raízes em profundidades maiores, com todos os benefícios que advêm deste fato.

Outro benefício resultante da aplicação do gesso é o fornecimento de enxofre, que fica disponibilizado para as plantas. Características químicas do gesso agrícola.

Figura 1

Condições para uso do gesso (5ª Aproximação)

Figura 2

Observações:

- A gessagem é também indicada na recuperação de solos com excesso de Na, mais comum em áreas quentes, sob irrigação. (Índice de Na acima de 10 % da soma de bases é indesejável.)

- O uso de gesso isoladamente, ou seja, na ausência de calagem simultânea, pode provocar perda de bases, especialmente magnésio (Mg) e potássio (K), devido ao seu carreamento para camadas mais profundas, fora do alcance das raízes.

- Não é recomendável a aplicação do gesso agrícola em solos empobrecidos, sob o risco de lixiviação dos poucos nutrientes para camadas mais profundas do solo.

Métodos para determinação da necessidade de gesso
A quantidade de gesso necessária pode ser determinada por três critérios, de acordo com “Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais – 5a Aproximação”:

1 - Com base na necessidade de calcário (NC): Por este processo, recomenda-se substituir, por gesso agrícola, 25% da quantidade de calcário, calculada para a camada de 20 a 40 cm.

2 - Necessidade de gesso (NG), de acordo com o valor de fósforo remanescente (P-rem) de uma camada subsuperficial de 20 cm de espessura.

Figura 3

3 - Pode-se, também, calcular a necessidade de gesso com base na granulometria do solo, ou seja, a partir do seu teor de argila, determinado em laboratório.

Figura 4

Uso do gesso como condicionador de esterco
A perda de nitrogênio sob a forma de amônio durante a fermentação do esterco pode, num período de 4 meses, chegar a 60%. A adição de gesso, conforme o quadro abaixo, enriquece o esterco nos teores de cálcio e enxofre e evita a perda de grande parte da amônia, que é transformada em sulfato de amônio.

Figura 5

As informações são do Manual do Café – Manejo de Cafezais em Produção, Emater (MG) 2016

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Equipe CaféPoint

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