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Fundação Procafé: Florada mostra problemas e acertos nas lavouras de café

Neste ano as floradas dos cafezais chegaram mais cedo, em finais de setembro. Elas, como se sabe, são o prenuncio da nova safra, a ser colhida em 2014.

Em época de crise como a atual, com preços do café, no geral, abaixo dos custos de produção, o volume da futura safra, que começa a ser definida agora, exerce papel importante sobre o mercado, pois já estamos com um pouco de excesso de oferta de café a nível mundial.

Aqui no Brasil, viemos de uma safra, em 2013, que foi ligeiramente rebaixada, também em setembro, pela Conab, para um patamar de 47,5 milhões de sacas. Foi uma produção em ciclo de baixa safra, na maioria das regiões produtoras.

Assim, para o próximo ano seria esperada uma safra bem mais alta, fontes do comércio de café indicando números de 55 - 60 milhões. No entanto, o próprio exame dos ciclos produtivos anteriores, mostra que o ciclo bienal de café no Brasil foi atenuado, ou seja, não temos tido safras muito altas nem muito baixas. Deste modo, com essa premissa, a safra 2014 já não apontaria para um pico de muita alta.

A observação nas lavouras, agora pós-florada, também leva para uma expectativa, ainda inicial, de que realmente não teremos uma supersafra, ao contrário, em muitas regiões teremos menos volume de safra.

Voltando ao tema da florada dos cafeeiros, agora mais sobre os aspectos de manejo das lavouras, vemos que ela está refletindo problemas enfrentados pelos cafeicultores no último ano. Premidos pelos preços baixos, muitos produtores reduziram os tratos, especialmente quanto à ultima parcela de adubação, reduzida ou retirada. Em sequência houve muita chuva de inverno, que lavou os nutrientes, especialmente o N restante, em profundidade. Essa condição de umidade favoreceu o ataque de doenças, a ferrugem e também a cercosporiose, mais ativas sobre plantas estressadas nutricionalmente.

O quadro atual da maioria das lavouras e na maioria das regiões cafeeiras é de cafezais que floresceram com as plantas bem desfolhadas. Em razão disso e dos preços baixos, cresceu a área de lavouras podadas, especialmente por esqueletamento, no sistema safra zero, pois com baixa produtividade não compensa tratar e colher. Isto aponta, obviamente, para outro fator de redução da capacidade produtiva do parque cafeeiro.

Cafeeiros desfolhados ou florescem menos ou não garantem o pegamento da florada. Isto é um fenômeno bem conhecido. Neste ano, também, obsevamos um aspecto de florescimento anormal já verificado em outras situações. Em muitas áreas a chuva de florada foi pouca, de apenas 15-20 mm, o que provocou a formação de botões que não abriram ou abriram em flores pequenas. Interessante e novo, no caso, foi verificar que plantas mais enfolhadas e variedades/espécies mais tolerantes à seca, suprindo melhor a água para sua pare aérea, junto aos botões, possibilitaram a abertura normal das flores. Também, produtores que trataram bem as lavouras, ou, mesmo, variedades resistentes à ferrugem, que desfolharam pouco, apresentaram melhores floradas e, com certeza, nelas haverá pegamento maior da frutificação.

As informações são da Fundação Procafé, adaptadas pelo CaféPoint.

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MARCO TEMPESTA

VARGINHA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 22/10/2013

Fica a pergunta a quem mais ganha com está previsão da CONAB, é apenas um erro ou tem gente recebendo algo para errar e prejudicar o produtor.
ANTONIO CARLOS SILVA

BOA ESPERANÇA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 18/10/2013

Todos os anos a Conab se presta a produzir um belo exercício de pura futurologia, o que causa especulações e prejuízos aos produtores de café. Até quando ficaremos a mercê desta futurologia? Quando a Conab vai produzir uma estimativa decente?

De uma coisa eu tenho absoluta certeza: minha produção será menor do que a deste ano!

Não estou vendo nenhum problemas com a florada, todos os anos é este blá-blá-blá. Política cafeeira séria e competente que é bom..... nada!
SAULO ANTONIO MELO SIQUEIRA

CÁSSIA - MINAS GERAIS

EM 18/10/2013

Ótima matéria. Atual, responsável, lógica e realista. Parabéns.
CARLOS ALBERTO DE CARVALHO COSTA

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 18/10/2013

Ótimo artigo esse da Fundação Procafé, mostrando a realidade da situação atual da cafeicultura, seja ela de robusta ou de arábica, lavoura desfolhada dá muita flor mas o chumbinho não segura. Vamos  parar então com essas especulações de super safra em 2014, pois todo mundo sabe que lavoura mal tratada, sem adubação via solo e ou folear e sem fungicidas as folhas cairão e teremos muito pouco café. Esses especuladores com essa previsão de 60 milhões de sacas para 2014, estão é secando a galinha de ovos de ouro deles, pois em pouco, muito pouco tempo, teremos sim é que importar café, o que será uma grande vergonha para o Brasil.
ADRIANO MAURICIO GONCALVES DA SILVA

JAGUARÉ - ESPÍRITO SANTO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/10/2013

Amigos cafeicultores, vc ja se perguntou como é feita a extimativa de produção da conab....Sabendo que esta expectativa é algo muito importante pois vem muitas vezes dando numeros maiores que a realidade, numeros esses que ajudam a derrubar preços que ja estao ruins...Portanto comece a cobrar das autoridades competentes do seu estado para que juntos façamos uma expectativa de safra mais real, pois não da mais pra ficar escutando expectativa de safras as vezes como a de 2013 de 10% a mais que a realizada. O trabalho da conab é muito bom, ou seja, a metodologia empregada é estaticamente falando perfeita, porem depende da pesquisa elaborada por parceiros que geralmente são orgaos estaduais. Ou seja vamos tentar de alguma forma cobrar desses responsáveis, a elaboração de uma pesquisa mais correta para que cheguemos em numeros mais proximos da realidade ajudando assim nossa cafeicultura a sair dessa crise que tanto tem nos descapitalizado.
ALYSSON VILELA FAGUNDES

BOA ESPERANÇA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 17/10/2013

Importante salientar que as lavouras bem nutridas e enfolhadas, em regiões onde tivemos uma boa pluviometria, estão com a florada muito desuniforme. Em Varginha e região já tivemos três floradas medianas e uma ou duas pouco significativas. Esses dois fatos nos remetem a duas situações. A primeira é que teremos uma safra de cafés com maturação muito desuniforme e consequentemente de péssimo tipo (aspecto). A segunda é o fato de uma maior queda de chumbinhos em dezembro e janeiro, isso ocorre porque os frutos pequenos em crescimento destacam os frutos que já estão maiores ou os frutos maiores se tornam drenos muito fortes e derrubam os frutos menores.



Em resumo... não estou vendo nada de mais na florada desse ano... Na nossa região a safra é menor que a passada.