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A bienalidade do cafeeiro pode ocorrer até mesmo dentro da planta; veja

POR JOSÉ BRAZ MATIELLO

TÉCNICAS DE PRODUÇÃO

EM 21/06/2017

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A bienalidade de produção em cafeeiros é um fenômeno muito marcante na cafeicultura brasileira. Ela resulta em diferenciais expressivos na produção de frutos e nas safras colhidas. A bienalidade ou diferencial produtivo, a cada ano, pode ocorrer entre talhões de lavouras, entre plantas da mesma lavoura e, ainda, dentro da própria planta, uma parte produzindo bem num ano e a outra no ano seguinte.

Foto: Divulgação
                                                    Foto: Divulgação

As diferenças na produção em cafeeiros são devidas, no geral, ao cultivo das plantas a pleno sol, que condiciona uma carga alta de frutos, a qual resulta no carreamento de reservas para a frutificação, em detrimento do crescimento vegetativo dos ramos, com isso diminuindo a área produtiva para o ano seguinte.

Qualquer outro fator de stress, além da carga de frutos, também pode levar a uma
bienalidade mais pronunciada. Assim se explica o diferencial produtivo entre plantas em um mesma lavoura ou, mesmo, dentro de cada planta. Essa bienalidade entre plantas já pode ocorrer a partir da 2ª safra, quando algumas plantas, por exemplo, com um sistema radicular deficiente, ou mal protegidas de doenças, ou que não receberam a dose adequada de adubo, acabam se estressando, não suportando bem a carga e, deste modo, o crescimento da ramagem fica prejudicado, assim passando a produzir em bienalidade negativa, em relação às demais plantas.

Foto: Divulgação                                                     
                                                         Foto: Divulgação

As diferenças produtivas entre plantas, do mesmo talhão, fazem cair a média de
produtividade do mesmo, sendo uma característica muito comum em cafeeiros da variedade catuai, especialmente nos plantios com maior distância entre plantas na linha. Dentro da mesma planta, igualmente, fatores de stress, seja por carga ou outra causa, leva um lado da planta a produzir menos que a outra, ou sua parte alta mais do que a baixa e, curiosamente, conforme se observou, recentemente, em cafeeiros da região serrana do Espirito Santo, até hastes da mesma planta apresentando grande diferencial produtivo. Uma haste da planta com carga de frutos de 20-25 litros e a outra sem qualquer frutificação, porém esta última com grande potencial para a próxima safra.

Finalmente, resta destacar que alternativas agronômicas para reduzir a bienalidade entre safras têm sido pouco efetivas. Adubação, irrigação ou outras práticas minimizam mas não evitam o fenômeno. Uma corrente de técnicos chega a propor altos níveis de fósforo na nutrição, mas isso tem sido demonstrado inviável em pesquisas diversas. Só tem um jeito de reduzir a bienalidade produtiva: sombrear a lavoura e, assim, reduzir as safras altas, obtendo safras médias todos os anos. Isso, aliás, não tem sido a tendência. Atualmente é mais vantajoso produzir safras altas
seguidas de safras zeradas, através de podas de esqueletamento. 

         Foto: Divulgação
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ANDRÉ COUTO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 24/06/2017

Bianuidade de plantios alternados, por exemplo 40 hectares a cada ano. Será que a média se mantém, Dr. Matielo? 
JOÃO BATISTA VIVARELLI

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 22/06/2017

Boa tarde!

Dr. Matiello sempre apresentando artigos de ótimo cunho técnico. 


RODRIGO COSTA COSTA

EM 21/06/2017

Para zerar isso eu faco safra zero. Média de 120 sacas pra 5000 pés.