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Órgãos não pesquisam cafezais do Oeste da Bahia, diz Marcos Alvarenga

PRODUÇÃO

EM 13/06/2017

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Por Camila Cechinel 

No Oeste da Bahia, região conhecida como "paraíso dos insetos", produtores sofrem com os ataques severos do bicho-mineiro, cuja principal consequência para a lavoura é de que as plantas perdem áreas consideráveis das folhas, tornando-as mais fracas e comprometendo a safra. Apesar de atualmente os agricultores estarem sabendo lidar com a praga, entre novembro e dezembro do ano passado houve proliferação em algumas propriedades, devido às condições climáticas favoráveis.

Foto: Lucas Albin Agência Ophelia
                                  Foto: Lucas Albin Agência Ophelia

De acordo com o Assistente Técnico de Café da Cooperativa Agropecuária do Oeste da Bahia (Cooproeste), Marcos Alvarenga, órgãos de pesquisa não investem em estudos sobre os cafezais do local, forçando os agricultores, junto com assistências técnicas, viabilizar o manejo de pragas e doenças. 

"Não temos pesquisas voltadas para o Oeste da Bahia. Teoricamente nossa área é pequena para a importância da cafeicultura nacional. Os produtores têm trocado informações para amenizar o ataque, mas isso aumenta o custo, com o uso de produtos específicos", disse Alvarenga em entrevista, por telefone, ao site Notícias Agrícolas

Apesar disso, e com a ajuda do controle preventivo, cerca de 50% da safra 2017/2018 de café arábica já foi colhida na região, uma vez que as chuvas estão regulares, não atrapalhando o andamento da colheita. Com um cenário bastante diferente de 2016 e cafés ganhando peso, há a expectativa que a safra corrente seja melhor que o esperado. 

"Na safra passada sofremos muito com rendimento, com produtores gastando, em média, 600 litros de café para fazer uma saca de 60 kg. Este ano, 480 litros fazem um saca. Estamos voltando a normalidade", comentou. 

No Oeste da Bahia, cerca de 13 mil hectares são cultivados. O café está presente em quatro municípios, sendo os mais importantes Barreiras, responsável por 41% dessa área plantada, e Luís Eduardo Magalhães, com 23%. "A região é bem extensa e uma propriedade é distante da outra. Tivemos muita florada, resultando em cafés diferentes que dificultaram o rendimento da colheita", disse o assessor, lembrando que o previsto, para o momento, era estar com 80% dos grãos retirados das plantações. 

Preços

Em relação aos valores das sacas de café nesta safra, Alvarenga afirma que elas devem ficar entre R$450,00 e R$460,00, preço próximo das demais regiões produtoras. Apesar de não ter, ainda, como prever a produtividade média, é esperado 35 sacas neste ciclo. 

"A margem é aparentemente baixa, mas é melhor do que ficar perdendo. A safra pendente, se ocorrer bem, vai ser bastante significativa, com média acima de 50 sacas por safra", finalizou. 

Assista a entrevista na íntegra:

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