Em El Salvador, três fatores combinados desencadearam a crise do café, produto que ao longo do tempo gerou fontes de trabalho, divisas por exportações e posicionamento do país pelos padrões de qualidade.
Até agora, o Governo salvadorenho não tinha comprado fungicidas e produtos que ofereceu aos produtores desde fevereiro passado para recuperar os cafezais que foram destruídos pelo fungo causador da ferrugem do café. No entanto, o governo agora já conta com os fundos. O fungo destrói as folhas e evita que o fruto amadureça. Para combatê-lo, usam-se químicos que matam os fungos ou ao menos evitam que se propaguem.
Os últimos dados da Associação Cafeeira, pela notificação do Ministério da Agricultura (MAG), informam que a compra de mais de US$ 2 milhões em produtos para dar tratamento aos terrenos será concretizada nos próximos dias. O MAG tem buscado efetuar a aquisição pelo mecanismo de leilões eletrônicos da Bolsa de Produtos (BOLPROS).
Os baixos preços internacionais do grão, o ataque da ferrugem no parque cafeeiro centro-americano que começou em 2012 e os obstáculos que os produtores salvadorenhos têm para obter créditos têm levado a perdas milionárias, porque houve 1 milhão de quintais (sacas de 46 quilos) que não foram produzidos e comercializados.
Estimativas de El Salvador são de uma colheita em 2013/14 de 554.300 sacas de 60 quilos, a mais baixa dos últimos 100 anos. A crise do café tem provocado desemprego e fome no campo. As estimativas das associações de exportadores são de que, até agora, a perda de empregos supera 150.000.
A reportagem é do http://www.laprensagrafica.com.
Na contramão
Já o relatório da USDA para a safra 2014/15 revela aumento da produção em El Salvador. (Leia mais)
Baixa produção de café em El Salvador gera desemprego
Imprensa local afirma que as estimativas das associações de exportadores são de que, até agora, a perda de empregos supera 150.000.
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