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Selos garantem ingresso em áreas diferenciadas
E não basta dizer que faz, é preciso ter um endosso de peso para comprovar. "O que determinará quais os certificados necessários serão os produtos negociados", afirma Cristiane Ribas, coordenadora do Núcleo Empresarial do Projeto 1ª Exportação do MDIC. "Cada um requer uma série de documentos específicos, que serão basicamente determinados pelo país com quem se está negociando e que tipo de acordos comerciais esses países têm com o Brasil", afirma.
Todavia, algumas certificações são indispensáveis e, sem elas, não há negócio. O selo de produto orgânico, o atestado de alimento halal no mundo muçulmano e de casher entre os representantes da cultura judaica são fatores determinantes para que os negócios aconteçam.
O mesmo é válido para a certificação de comércio justo. Emitido pela Fairtrade Labelling Organization, o selo tem nada menos do que 200 exigências, entre elas, pagamento de preço justo aos trabalhadores empregados nas lavouras e no processo de beneficiamento; transparência na gestão da cadeia de produção, distribuição e comercialização; organização democrática dos produtores em cooperativas ou associações; garantia de apoio, treinamento e acessos dos produtores às informações do mercado; conformidade com as leis ambientais e trabalhistas e não utilização de mão de obra escrava ou infantil.
Já a certificação orgânica garante ao consumidor a certeza de estar adquirindo um produto isento de contaminação química e cuja produção assegura qualidade de ambiente natural, nutricional e biológico. O selo tem validade por um ano, depois precisa ser renovado com preços que podem variar de R$ 1.500 a R$ 2.000. No caso específico dos orgânicos, é possível certificar em grupo, o que torna o processo mais barato para cada produtor.
Segundo o Instituto Biodinâmico (IBC), certificador brasileiro reconhecido internacionalmente, a produção orgânica no Brasil cresce 30% ao ano, colocando o país na segunda posição entre os maiores produtores mundiais da categoria.
As demandas por certificações também levam em conta o universo religioso. Sem a certificação casher, não se exporta para os seguidores da religião judaica, assim como sem o selo halal não se comercializa com o mundo muçulmano.
Hoje, no Brasil, mais de 300 empresas são certificadas halal, transformando o país no terceiro maior produtor halal do mundo e responsável por uma fatia significativa desse mercado, que movimenta mundialmente US$ 2,1 trilhão por ano.
Já o casher vale por um ano e a certificadora faz visitas periódicas para saber se a empresa continua respeitando as normas. Hoje, são mais de 2.000 produtos certificados no país, a maioria para exportação.
As informações são do Valor Econômico, editadas pela Equipe CaféPoint.
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