Reajuste de 9% no salário mínimo terá forte impacto à maioria dos cafeicultores
De acordo com representantes de cafeicultores de regiões montanhosas, os custos com a mão de obra respondem por 60% a 70% do valor da saca de 60 kgs. Atualmente, com os preços da commodity entre R$ 340 e R$ 350, os cafeicultores estão acumulando prejuízos, uma vez que o custo gira em torno de R$ 370 em alguns locais. Cenário pode afetar a qualidade dos cafés em grande parte das propriedades.
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De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira (Aprocam), Antônio José Junqueira Villela, a cafeicultura da região irá sofrer forte impacto com o aumento do salário mínimo: "Em nossa região, a mão de obra é muito utilizada ao longo de todo o ano, sendo necessária desde o início, na aplicação dos tratos culturais, até no período de colheita. Como trabalhamos em áreas montanhosas, a mecanização é muito pequena e, quando ocorre, geralmente não dispensa o serviço humano, só proporciona maior agilidade aos trabalhos", disse Villela.
Ainda de acordo com o presidente da Aprocam, os custos com a mão de obra respondem por 60% a 70% do valor de uma saca de 60 quilos de café. Atualmente, com o volume sendo negociado entre R$ 340 e R$ 350, os cafeicultores estão acumulando prejuízos, uma vez que o custo gira em torno de R$ 370.
"Com o aumento dos custos, desenvolver a cafeicultura nas montanhas está cada vez mais difícil. Na região da Aprocam produzimos grande volume de café especial, e este precisa se diferenciar no mercado. Precisamos de condições para manter a qualidade, as exportações e para que continuemos a gerar empregos e renda no campo", disse Villela.
Qualidade - Devido ao aumento dos custos, muitos cafeicultores estão optando pela redução dos investimentos na cultura, o que pode acarretar em redução da qualidade e da produção. Além disso, em casos mais extremos, os produtores estão migrando para culturas mais lucrativas.
Na região de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), no Sul do Estado, os produtores estão cautelosos e planejando os investimentos nos cafezais para tentar reduzir o impacto provocado pelo encarecimento da mão de obra. Na região, cerca de 40% dos cafezais possui algum tipo de mecanização.
"Para o café a mão de obra é extremamente importante, principalmente pela maior parte da região de atuação da Cocatrel ser montanhosa e não ter condições de mecanizar. O momento atual deve ser utilizado pelo cafeicultor para planejar os investimentos e priorizar o aumento da produtividade, reduzindo, em partes, o impacto do encarecimento do salário mínimo", disse o presidente da Cocatrel, Francisco Miranda de Figueiredo Filho.
Segundo Figueiredo, o custo com a mão de obra responde por 50% da composição dos preços da saca de café, que na região é negociada em torno de R$ 340. O preço ideal, para cobrir os custos e gerar lucro, segundo os produtores, deveria ser de pelo menos R$ 400.
Zona da Mata - De acordo com o diretor-presidente da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha Ltda (Coocafé), na Zona da Mata, Fernando Romeiro de Cerqueira, o aumento do salário mínimo tem efeito cascata na cafeicultura, já que o reajuste também impacta na indústria de insumos, como a de fertilizantes, por exemplo.
"A situação atual é complicada, já que os custos estão em alta e não temos como repassar o encarecimento para o preço final, que está com a cotação inferior à necessária para gerar lucro. Nas regiões montanhosas a situação é ainda mais grave, uma vez que o uso de mão de obra é obrigatório", disse Cerqueira.
Na região de Lajinha a saca de 60 quilos do café bebida é negociada a R$ 320 e do café rio a R$ 270, enquanto os custos variam entre R$ 300 e R$ 330.
As informaçõe são do Diário do Comércio, adaptadas pelo CaféPoint.
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LUIS EDUARDO MAGALHÃES - BAHIA
EM 21/01/2013
Estamos na Região Oeste da Bahia, aqui a incidencia da mão de obra é menor que em outras regiões cafeeiras do país. Nossas lavouras são 100% irrigadas e todas mecanizadas.
Fica o convite quem quiser conhecer e avaliar, nós da Abacafe podemos facilitar acesso as informações de cultivo na região.
Abacafé - Associação dos Cafeicultores do Oeste da Bahia

IRUPI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 14/01/2013

PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 14/01/2013

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 11/01/2013
As entidades de classe se encolheram. Cadê a Federação da Agricultura? Oferecendo um jartazinho e puxando o saco de autoridades?
CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 10/01/2013

ANDRADAS - MINAS GERAIS
EM 10/01/2013

ANDRADAS - MINAS GERAIS
EM 10/01/2013
CURITIBA - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 10/01/2013
Nós fornecemos serviços nesta area para uma diversidade de produtores.
Eder

PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 09/01/2013
el cambio de la moneda R equivale en dolar? esto lo pregunto para poder hacer algunas comparaciones conl lo nuestro.. de antemano gracias
SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 09/01/2013
CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 09/01/2013