Produtores de café negociam solução, mas já admitem marcha a Brasília
Mobilização conjunta de cooperativas e sindicatos cobram medidas para recuperação de renda e sustentação de preços. Senadora governista e presidente da CNA, Kátia Abreu, entrou no movimento. Cerca de 25 mil cafeicultores devem ir na quinta-feira à reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), em Brasília, para pressionar o governo, segundo mídia mineira.
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O encontro com senadora Kátia Abreu, realizado na Associação dos Funcionários da Cooxupé, embora não tenha reunido grande número de lideranças, foi importante porque dá continuidade à mobilização e marca o ingresso da base do governo na reivindicação dos produtores. “Nós não conseguimos ter os olhos abertos das políticas públicas para acompanhar o crescimento do agronegócio. O grande mal de nosso país é a falta de planejamento do poder público e por isso quero aqui elogiar o governador Anastasia e sua competência, e esse meu bem querer vem justamente de sua capacidade de planejamento. Mas há três semanas entregamos para a presidente Dilma um documento amplo com reivindicações de todos os setores, inclusive o café. Para isso, vamos preparar um plano de cinco anos e que ele seja lançado em setembro de 2014, incluindo a questão do seguro agrícola. Chega de improviso e chega dessa insegurança de esperar pela chuva, depois esperar pelo sol”, pontuou a senadora.
“A situação é preocupante, se não houver uma política consistente de sustentação ao produtor, a cafeicultura, sobretudo de montanha, corre um sério risco de acabar e isto vai trazer um impacto muito grande para Minas e para o Brasil. Só aqui em Minas são 400 municípios que têm o café como base econômica e, com estes preços, já estamos sentindo uma paralisação nas cidades”, frisou o deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSC), que preside a Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas.
O presidente da FAEMG, Roberto Simões, também presente ao encontro, lembrou que não há razões técnicas que justifiquem a recorrente cotação do café em patamares tão baixos. “Não temos estoques altos, nem queda de consumo. Pelo contrário, há problemas afetando a produção de concorrentes, tudo apontando para que os preços estivessem em alta no mercado. Por isso precisamos da decisão política, de atuação do Governo sinalizando a garantia. Não podemos continuar forçando nossos cafeicultores a vender a produção abaixo do custo”.
A campanha mineira tem sido intensa nas últimas semanas e, segundo Roberto Simões, ganha ainda mais força após o encontro com a senadora Kátia Abreu. Nos últimos dias, o presidente da FAEMG esteve reunido com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, e com o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, reivindicando a revisão urgente do preço mínimo da saca.
No encontro deste sábado, a senadora Kátia Abreu recebeu em mãos da Assessoria de Comunicação do deputado Carlos Melles uma cópia de artigo de autoria do parlamentar intitulado “Por que não reagimos?”, onde está expresso o pensamento de Melles sobre a situação da cafeicultura nacional de uma forma ampla.
A exemplo do documento das cooperativas e sindicatos aprovado na Cooparaiso, no dia 18 de fevereiro passado, e aprimorado em Varginha, no dia 25 de fevereiro passado (confira mais a respeito), o documento entregue à senadora Kátia Abreu no evento na Cooxupé mostra-se igualmente realista e contundente em relação à urgência das medidas em socorro aos produtores de café, com ênfase em primeira mão para o preço mínimo de garantia e, posteriormente, às políticas públicas.
O encontro foi prestigiado pelo deputado federal Geraldo Tadeu, pelo presidente da Faemg, Roberto Simões, o presidente da Comissão de Café da CNA, Breno Mesquita, o vice presidente da Cooparaiso, José Rogério Lara, prefeitos da região e presidentes de sindicatos.
Cerca de 25 mil cafeicultores devem ir na quinta-feira à reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), em Brasília, para pressionar o governo, segundo o jornal Estado de Minas.
As informações são do Coffee Break e da Faemg, adaptada pelo CaféPoint.
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LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 27/04/2013

SÃO JOSÉ DO RIO PARDO - SÃO PAULO - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)
EM 24/04/2013
POÇOS DE CALDAS - MINAS GERAIS - COMÉRCIO DE CAFÉ (B2B)
EM 24/04/2013
"Exma. Sra. Senadora
Presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil
Kátia Abreu
Essa reunião marca a união dos Produtores Rurais da maior região de café do País, representada por esta Confederação Nacional da Agricultura - CNA, que tem a missão de sensibilizar o Governo Federal em relação aos problemas sérios que o setor atravessa e temos a convicção do imprescindível apoio de Vossa Senhoria.
Diante da expansão da produção brasileira - do marco de 20 milhões de sacas para as atuais 50 milhões - produtividade promovida pelos mesmo 380 produtores de café - o segmento vem caindo de forma drástica nas prioridades do Governo Federal.
Faltam políticas públicas consistentes e determinantes a despeito da estrutura comercial do café no mundo por ainda ser comandada por um oligopólio concentrado. Há muitos vendedores para poucos compradores. Este arranjo aprisiona o Brasil como um supridor de matéria prima ao mercado internacional.
O descaso do Governo Federal em relação ao agronegócio café, entendido com a decadência de ações compatíveis com a estrutura do negócio, demonstra que as pressões e demandas institucionais das entidades que representam os produtores brasileiros - nesse caso a própria CNA -, e também o Conselho Nacional do Café - instituição das Cooperativas -, não têm sido suficientes.
O Governo Federal só vai constituir uma pauta ativa em café se houver uma demanda política séria e à altura. Essa obra já foi iniciada, pois as instituições representativas dos produtores de café já assumiram esse desafio e esta missão como prioridade.
A lógica da representação da classe e a pauta de prioridades do Governo Federal, dentro do presente marco institucional brasileiro, são parâmetros operacionais que demandam um inequívoco posicionamento da CNA em defesa de uma pauta para os produtores de café.
Isso passa por intervenções do Governo Federal nos fundamentos do ciclo de safra da produção brasileira, harmonizando a oferta de curto prazo a uma demanda dispersa no tempo.
Para isso, é de extrema importância que os representantes do agronegócio café, assim como os trabalhos e estudos desenvolvidos em prol da classe, recebam a atenção necessária dos agentes pertinentes do Governo Federal.
Há de se rever com urgência o reajuste do preço mínimo do café - a ser votado na próxima semana - e, imediatamente após essa definição, a discussão, juntamente com o corpo técnico, de uma proposta para uma melhoria da política de renda para o produtor.
Com o inegável prestígio de Vossa Senhoria, aliado ao nosso conhecimento, temos a absoluta certeza de que o mercado e o produtores de café brasileiros poderão vislumbrar dias melhores.
Sindicatos dos Produtores Rurais aqui presentes."
DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO
EM 23/04/2013

SÃO JOSÉ DO RIO PARDO - SÃO PAULO - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)
EM 23/04/2013
"Aquisição de Café (FAC), destinada a financiar a compra da matéria-prima por parte das cooperativas, torrefadoras e exportadores de café. Atualmente a FAC só financia a compra de café por valores acima do preço mínimo de garantia. A ideia do governo é retirar a restrição na compra, mas exigir que o produto seja vendido somente acima do preço mínimo."
Será que eu entendi direito, tira-se a limitação no financiamento da compra, ou seja vão financiar as cooperativas para comprar abaixo do preço minimo e elas só poderão vender acima do preço minimo....é isso mesmo?? Ou entendi algo errado?? Alguém entendeu?
Abraço a todos

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 22/04/2013
Chegou o momento do cafeicultor pensar com racionalidade e optar por não morrer abraçado à sua lavoura, por vaidade ou por falta de perspectiva. Há anos estamos sendo escravizados; fazemos a riqueza de muitos às custas de nosso empobrecimento.
Acredito que no curto prazo, só uma grande redução na produção de café poderia dar novos rumos à cafeicultura. É só o meu ponto de vista, mas, quem sabe, o mercado poderá absorver toda nossa produção a preços remuneradores. Sonhar é viver...!