MG recebe unidade comunitária de processamento

postado em 18/02/2011

 

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas - Campus de Machado, recebeu na manhã do dia 11 de fevereiro os equipamentos para o funcionamento da Unidade Comunitária de Processamento de Café - UCP, a ser instalada no bairro dos Trezentos, em área da Associação Comunitária do Bairro dos Trezentos - Ascobatre.

Esta UCP é fruto de um projeto interinstitucional liderado pela Embrapa Meio Ambiente de Jaguariúna, SP, em parceria com o Instituto Federal Sul de Minas - Campus de Machado, Emater, Embrapa Café, Epamig, além da participação da Prefeitura Municipal de Machado e da própria Ascobatre.

Dentre os equipamentos estão incluídos moegas de recepção, lavador de 5.000l/hora, descascador de 3.000 litros/hora, secadores de 5.000 litros e 3.300 litros, máquina de rebeneficio e transportadores. Além deles serão construídos um terreiro pavimentado de 2.000 m², um galpão para abrigo dos secadores e tulhas de armazenamento. No total, por conta de convênios assinados com o Ministério de Desenvolvimento Agrário e com a Embrapa, a cidade recebe R$ 200 mil em novos aparelhos.

De acordo com o professor Carlos Henrique Rodrigues Reinato, do Instituto Federal do Sul de Minas, "o projeto, que será visto como uma unidade experimental e de demonstração, irá favorecer a cafeicultura familiar do município no sentido de poder alcançar competitividade no mercado de café". Por outro lado, para o professor Leandro Carlos Paiva também do instituto, "as famílias produtoras de café têm dificuldades para agregar valor ao café produzido, uma vez que o custo para beneficiá-lo é alto. A instalação da UCP/ATER-CAFÉ nesta comunidade machadense poderá reduzir os custos, agregar valor ao produto e também fortalecer o associativismo, com ganhos para todos".

Tanto a qualidade quanto a orientação técnica para o melhor uso da UCP serão continuamente monitoradas por profissionais capacitados, que esperam que a sustentabilidade da agricultura familiar seja garantida a partir da adequação de tecnologias capazes de superar as principais barreiras impostas ao agricultor familiar, por intermédio da produção de cafés de melhor qualidade com agregação dos valores social, ambiental e econômico.

As informações são do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

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