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México: café sofre com clima e falta de mão-de-obra
A colheita desse ano escapou do clima muito frio no começo desse mês que afetou milho, tomate e outros produtos, mas as plantas mais velhas, que produzem menos grãos, e as novas planas, que não são produtivas ainda, também reduziram a produção de café.
A baixa colheita levou as exportações de café do México a declinar 26% com relação ao ano anterior durante os primeiros quatro meses da estação, que começou em outubro. Embora o governo do México tenha dito que a colheita dessa safra seria 5% maior do que a do ano passado, de 4,4 milhões de sacas de 60 quilos, a Agroindustrias Unidas de México, maior exportadora de café, não está tão otimista, estimando que 3,5 milhões de sacas serão produzidas nesse ano.
O ponto mais baixo do setor de café do México foi na safra de 1992-1993, quando 3,4 milhões de sacas de café foram colhidas.
O México é o segundo maior produtor de grãos de café arábica lavados. A Colômbia é o maior produtor, mas sofreu com várias colheitas baixas, que reduziram as ofertas globais e levaram os preços a aumentar para os maiores níveis em quase 14 anos.
"Quaisquer perdas de café de qualquer país contribui para o que estamos vendo aqui em termos de oferta escassa", disse o analista da Newedge, Rodrigo Correa de Costa. "No México, se houver mais reduções na produção, isso definitivamente tornaria o mercado mais pressionado, especialmente pela qualidade dos grãos".
O diretor de operações da Associação Mexicana de Produção de Café, Rene Avila, disse que acha que os pequenos produtores encontrarão uma forma de resolver o problema de mão-de-obra, possivelmente colhendo, eles mesmos, seu café. "Com a forma como estão os preços do café agora, nenhum só grão sobrará nas plantas", disse ele.
Outros produtores se mantiveram firmes e estão apenas começando suas colheitas mais de quatro meses depois do início da safra.
"É uma questão de produtividade por hectare", disse Ricardo Ibarra, que possui 74,8 hectares de café em Chiapas. "Se você tem uma macieira quase sem maçãs e paga uma pessoa por maçã que ela colhe, eles obviamente não vão querer trabalhar para você. Esse é um problema que o México tem - é uma questão de produtividade".
A reportagem é do The Wall Street Journal, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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