Funcafé: linhas de crédito já podem ser solicitadas

postado em 11/03/2011

 

O Ministério da Agricultura está contratando instituições financeiras para atuarem na aplicação e administração de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). As linhas de crédito terão a finalidade de constituir margem de garantias e ajustes diários nas vendas de mercado futuro (bolsas de valores) e a auxiliar produtores que tiveram cafezais prejudicados por chuvas de granizo.

No caso do mercado futuro, o financiamento funcionará como um mecanismo de proteção de preços negociados em bolsas de mercadorias por produtores e cooperativas. A margem de garantia é o valor exigido de todos os clientes para cobrir os riscos dos contratos em aberto. Os ajustes diários são decorrentes das oscilações de preços do produto negociado, com base em expectativas de oferta e demanda desse mercado.

A aplicação na linha de recuperação de lavouras de café atingidas por chuva de granizo destina-se às plantações do grão da safra 2010/2011. Os beneficiários são cafeicultores que tiveram perdas decorrentes das chuvas de granizo ocorridas entre 1º de outubro de 2010 e 27 de janeiro de 2011, em pelo menos dez por cento da área de suas lavouras.

Os bancos interessados em operar essas duas linhas de crédito devem integrar o Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR). Os participantes deverão encaminhar o pedido de contratação até 31 de março para a Secretaria de Produção e Agroenergia (SPAE) do Ministério da Agricultura, no endereço: Esplanada dos Ministérios, Bloco D, 7º andar, edifício-sede, Brasília/DF, CEP 70.043-900.

Os documentos necessários para a assinatura do contrato constam no
Aviso do Ministério da Agricultura, publicado no Diário Oficial da União (DOU) da última quarta-feira, 9 de março.

As informações são do Mapa, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

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Comentários:

Fernando de Souza Barros jr.

São Paulo - São Paulo - Corretor de café
postado em 20/03/2011

Prezados Companheiros.

Desde o início do Mercado Futuro aqui no Brasil o sonho do produtor era ter a oportunidade de ser financiado em sua Margem(Depósito Original) e nos ajustes diários a fim de fazer o hedge(proteçao de preço no futuro),garantindo a sua renda. Infelismente o Brasil naquela época sofria com as incertezas e os planos economicos que não conseguiam controlar a inflação e assim os Bancos nunca tiveram interesse em financiar o produtor nas operações de Bolsa de Mercadorias.
As Corretoras Independentes trabalharam duro para aumentar a clientela que no entanto na hora de operar tinham dificuldades com relação a este financiamento até por que a moeda de hoje poderia não ser a de amanhã.Quando o País começou a entrar nos trilhos abaixando a inflação e caminhando para um nível mais estável com o Plano Real o que possibilitaria este financiamento, veio a carga tríbutária sobre as operações com Mercadorias Agrícolas na BM&F atrapalhando sobremaneira as operações pois como voce pode cobrar I.Renda sobre uma operação inacabada ou seja qualquer produtor de café que venda parte de sua produção no Mercado Futuro vai se sujeitar a recolhimentos mensais de I.R. se os seus ajustes diários forem positivos que por sua vez nem sempre compensam com os negativos. Por que não cobrar na ´Cedula G quando o produtor faz o Imposto de renda?
O que queremos é a possibilidade das Corretoras Independentes terem acesso a este crédito até por que tem a experiencia necessária na sua utilização e a revisão quanto ao I.Renda nestas operações pois se o objetivo é proteger a renda do produtor por que cobrar o I.Renda desta forma dificultando a geração de negócios na Bolsa.Enfim estes impostos cobrados nos derivativos agrícolas e financeiros(moeda),quando interligados na operação na BM&F só atrapalham o aumento dos negócios trazendo prejuíso a Nação.Precisamos de mudar isto!Portanto não adianta ´so abrir o crédito.

Abraço a todos.

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