Filipinas quer aumentar produção de café para suprir alta demanda

O consumo global de café continua aumentando, com um crescimento médio de 1% todo ano. Depois do petróleo, o café é visto como a segunda commodity mais comercializada no mundo. A atual demanda anual por grãos de café é de cerca de 64.000 toneladas. Isso pode ser uma boa notícia para um país como as Filipinas que pertence ao cinturão de café do mundo e produz todas as quatro variedades do grão (arábica, robusta, excelsa e liberica).

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O consumo global de café continua aumentando, com um crescimento médio de 1% todo ano. Depois do petróleo, o café é visto como a segunda commodity mais comercializada no mundo. A atual demanda anual por grãos de café é de cerca de 64.000 toneladas. Isso pode ser uma boa notícia para um país como as Filipinas que pertence ao cinturão de café do mundo e produz todas as quatro variedades do grão (arábica, robusta, excelsa e liberica). Infelizmente, o país atualmente produz somente uma quantidade ínfima de café, contribuindo com uma pequena porcentagem da oferta de café do mundo.

"A demanda é grande, mas a oferta é pequena", disse o secretário do Departamento de Agricultura, Proceso Alcala em seu discurso durante o segundo Fórum de Investidores de Café das Filipinas realizado em novembro passado no Hotel Marco Polo, em Davao City. Apesar de Alcala dizer que o setor de café não é uma indústria morta, ele reconhece o fato de o país está bem para trás. Durante os anos, a demanda mundial continua aumentando e tem havido redução no rendimento da produção de café. Dados do Bureau of Agriculture Statistics mostrou que a produção de café do país em 2010 caiu em 2,31%, enquanto nos primeiros nove meses de 2011 mostrou uma queda de 7,4%.

O fórum, organizado pela Nestlé Philippines Inc. e pela National Convergence Initiative (NCI) e que contou com a presença de investidores de Visayas e Mindanao, discutiu políticas e tecnologias sobre como melhorar a indústria de café do país.

As agências do país apresentaram alguns dos programas que visam sustentar a indústria. Um desses programas é o National Greening Initiative, que visa ter 1,5 milhão de mudas, incluindo o café, plantadas em 1,5 milhão de hectares de terra de 2011 a 2016. Ao mesmo tempo, o Departamento de Agricultura alocou US$ 3,79 milhões para 2012 para resolver o declínio na produção de café. No mínimo US$ 1,16 milhão desse valor será destinado aos estabelecimentos com baixa colheita, de forma que os produtores de café de todo o país terão mais lucros. Eles também receberão um guia de preparo da terra e desenvolvimento do processo de bee-keeping (uma técnica que promete aumentar o crescimento dos grãos de café) em parceria com universidades e colégios.

Houve um tempo em que as Filipinas era um exportador líquido de café. Com a queda na produção, entretanto, o país agora tem que importar o produto. "Atualmente, obtemos 25% de nosso requerimento de café bruto para a produção de café solúvel localmente e estamos tentando compensar a escassez importando grãos", disse o presidente de Assuntos Corporativos e vice-presidente da Nestlé Philippines, Edith de Leon. Atualmente, a Nestlé compra 75% de seus grãos de café no exterior.

A Nestlé é a maior compradora de café verde do país, usando o produto para fazer café instantâneo. Depois do fórum, membros da mídia e outros convidados fizeram um tour para ver como os grãos de café são plantados, colhidos e vendidos.

O vice-presidente executivo da Nestlé, Christopher Stern, admite que ajudar mais produtores locais e obter um maior rendimento na produção de café não é tarefa fácil. "É um processo que leva tempo, de forma que estamos planejando ter fórum todo ano". A companhia também está expandindo ao instalar mais plantas no país. No ano passado, a Nestlé investiu US$ 111,8 milhões na primeira fase de sua planta de processamento Coffeemate em Tanauan, Batangas. Essa planta deverá estar pronta em junho.

Com o compromisso renovado e o suporte do Governo e de setores privados, não é impossível que as Filipinas se torne um importante produtor. "Acreditamos em um futuro muito bom. Também estamos muito otimistas que seremos capazes de fornecer mais café filipino para a indústria de forma que possamos ajudar os produtores de café das Filipinas", disse o vice-presidente executivo a Nestlé, Daniel Aellen.

A reportagem é do www.mb.com.ph, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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