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Exportação de café colombiano ao Japão não foi afetada
"A indústria não sofreu danos, as plantas processadoras estão intactas e, além disso, o mercado japonês se centra mais na parte sul do país, não tanto na parte norte, onde a tragédia teve o maior impacto. Os portos de chegada de nossa origem estão bem, há problemas internos de logística por algumas estradas que estão deterioradas. Até o momento, o comportamento dos pedidos, das vendas, está bem, terá que esperar um pouco mais, mas agora, o mercado está tranquilo, não vemos problemas estruturais".
Muñoz estimou que o preço para os cafés arábica, suave, lavados e finos, como os produzidos na Colômbia, deve permanecer nos próximos anos entre US$ 2,50 e US$ 2,70 por libra. Ele disse que o aumento do consumo, os baixos estoques e a produção estreita a nível mundial têm ajudado os bons preços do café nos mercados internacionais, o que se somou ao fato de os consumidores estarem cada vez mais exigentes.
Aumento da produção
Muñoz reiterou que, para 2011, a meta de produção do país é de uma colheita de 9 a 10 milhões de sacas, mas deixou claro que isso dependerá dos efeitos das chuvas sobre os cultivos.
A Colômbia registrou sua mais baixa colheita em mais de três década em 2009, com 7,8 milhões de sacas, por uma temporada de chuvas que afetou as principais regiões, que se somou a uma baixa fertilização e um programa de renovação de cultivos. Em 2010, a Colômbia aumentou sua produção para 8,92 milhões, mas a colheita ainda está longe de seus níveis históricos de 11 milhões de sacas.
Ele reconheceu que os produtores de café da Colômbia miram a Austrália, Ásia e Leste Europeu como futuros mercados diante do aumento do consumo. Muñoz revelou que, dos 900.000 hectares cultivados com café na Colômbia, 65% ainda devem ser renovados com variedades resistentes à ferrugem e manteve o objetivo de superar um milhão de hectares cultivados para alcançar uma produção de 18 milhões de sacas em 2020.
"Se conseguirmos ter uma cafeicultura renovada em 90% no país, inclusive com o atual tamanho, vamos chegar a 14 milhões de sacas e, se crescermos ao redor de 200.000 hectares, vamos passar de 14 para 18 milhões, na velocidade que o mercado venha pedindo, precisamente para não ter sobre-oferta e deteriorar os preços. É um plano que a Colômbia poderia ter para 2020, estar produzindo 18 milhões de sacas em condições normais de clima".
A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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