Cooxupé: maior polo industrial de estocagem de café do mundo é inaugurado

O novo complexo levou três anos para ser erguido e consumiu investimentos da ordem de R$ 75 milhões. "Trata-se de uma estrutura que foi elaborada para trabalhar como uma linha de produção", diz Carlos Paulino, presidente da Cooxupé.

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A Cooperativa dos Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé) inaugura nesta última quinta-feira (18/10) a segunda etapa do Complexo Industrial do Japy, maior conjunto de armazenamento do mundo para café. O Japy congrega um módulo de três armazéns e 20 silos, que juntos somam capacidade de estocagem equivalente a 1,5 milhão de sacas de café ( de 60 quilos ) ou 90 mil toneladas de café bica corrida por ano. Além disso, o novo complexo conta também com capacidade para 180 mil sacas - ou 10,8 toneladas - de cafés preparados.

"Esta nova estrutura é de fundamental importância para modernizar o armazenamento de café, que continua sendo o único produto que ainda usa saca de 60 quilos como embalagem", diz Carlos Paulino, presidente da Cooxupé.

Na cooperativa, que conta com 11 mil cooperados, a substituição das sacas por bags foi iniciada há dois anos. "Ao usar o bag, retiramos o homem de um trabalho muito árduo, que é carregar um saco de 60 quilos nas costas", diz Paulino. "A logística é mais moderna: o café passará pelo complexo sem ter nenhum contato humano", complementa. Ele explicou que o produto vai chegar por caminhões graneleiros, ser despejado por meio de rampas para carretas de até trinta toneladas e, enfim, ensacado em grandes sacolas (big bags) de 1,2 tonelada.

A dispensa do uso de sacas de sessenta quilos, além disso, gera economia para os cafeicultores. O cafeicultor César Coutinho, de Serra do Salitre (MG), por exemplo, está deixando de gastar R$ 5 por saco e R$ 0,60 pelo serviço de carregamento dos caminhões , desde que aderiu ao transporte graneleiro.

Mesmo assim, segundo o engenheiro agrônomo Francisco Corrêa Jr., ligado à unidade de Monte Carmelo (MG) da Cooxupé, muitos agricultores ainda resistem à mudança, " por uma questão de costume".

Segundo Corrêa Jr., nas exportações da cooperativa, os meios de embarque estão divididos: 50% ensacados, e a outra metade a granel.

O novo complexo levou três anos para ser erguido e consumiu investimentos da ordem de R$ 75 milhões. "Trata-se de uma estrutura que foi elaborada para trabalhar como uma linha de produção", diz Paulino.

O novo complexo já nasce com planos de expansão. Segundo Paulino, 30 novos silos serão construídos nos próximos anos. "Até o final de 2013 vamos entregar 10 novos silos em Guaxupé e 10 em Monte Carmel, com capacidade de quase 1 milhão de sacas", diz o presidente da Cooxupé.


As informações são do DCI - Diário do Comércio & Indústria e do Globo Rural, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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