Cafeicultores indignados pressionam governo
Com preço da saca de café em queda livre e a ausência de uma política federal de sustentação de preços, dirigentes de sindicatos rurais do sul e do sudoeste de Minas, juntamente com representantes do setor no governo, reuniram-se para traçar uma linha de ação na tentava de sensibilizar o governo para o atendimento de uma pauta de reivindicações emergenciais para o setor.
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Na mobilização ocorrida na Cooparaiso, as lideranças sindicais expuseram a dramática situação vivida pelos produtores de café, que estão vendendo a safra praticamente abaixo do custo de produção, (com a saca no dia sendo cotada a R$ 300) e elevaram o tom em relação a setores do governo federal, que na visão dessas lideranças, viraram as costas par os setor cafeeiro.
Os sindicatos já divulgaram o manifesto “o silêncio e a omissão tem que acabar" – CONFIRA AQUI, que relata a situação caótica dos produtores de café.
O vice-presidente da cooperativa, José Fichina, disse que o setor necessita de ser “pró-ativo e cobrar o governo. O produtor que falar que está ganhando dinheiro com esse preço tem que ensinar para todos nós. Precisamos saber o que as lideranças e o governo estão fazendo, porque até agora só tivemos medidas paliativas”, disse.
Para o coordenador da Comissão de Café da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), Breno Mesquita, é preciso de uma política séria e com antecedência. “Ou fazemos algo concreto ou o governo compra o nosso café e esquecemos que somos produtores”, enfatizou.
O vice-presidente da Faemg, Jerônimo Giacchetta, criticou diretamente o secretário executivo do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Gerardo Fontelles, como um dos políticos que mais entravam qualquer avanço que uma política cafeeira possa ter. “O que vemos hoje no ministério é que ressuscitaram o Gerardo Fontelles, que pensa um milhão de vezes para tomar alguma atitude pró-cafeicultura, pois ele tem 30 anos de ministério e é assim que quer ficar”, reclamou.
A reunião gerou um documento provisório denominado “A recuperação do Brasil como agente ativo no mercado mundial de café”, assinado pelos sindicatos rurais, contendo as principais reivindicações formatadas na ocasião. A expectativa é que o documento seja finalizado na próxima reunião do Conselho Nacional do Café (CNC), que acontece dia 25/02, em Varginha/MG.
Este movimento tem o apoio até o momento dos seguintes sindicatos rurais mineiros:
Sindicatos dos Produtores Rurais de: São Sebastião do Paraíso; Cássia; Ibiraci; Monte Santo de Minas; Boa Esperança; Muzambinho; Guaranésia; Cabo Verde; Altinópolis; Varginha; Três Pontas; Jacuí; Itamogi; Pratápolis; Piumhi; Guaxupé; Monte Belo; Nova Rezende e Poços de Caldas.
Confira aqui carta do Deputado Federal Carlos Melles, Presidente da Cooparaiso, a respeito do drama atual e soluções propostas.
Assista abaixo entrevista com Carlos Melles no programa Mercado & Cia:
As informações são do Coffee Break, adaptadas pelo CaféPoint.
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MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 26/02/2013

TRÊS CORAÇÕES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 24/02/2013
O momento é de união e de pensar no futuro. O setor cafeeiro não suportará, sem perdas, as próximas safras recordes do Brasil (2013/2014...). O mercado externo recomporá seu estoque e uma nova e séria crise bate a nossa porta. Idéias criativas são necessárias visto que a parte politica é falha e não pro-ativa. Na safra o preço provavelmente retornará aos patamares de RS$230,00. O caminho é um só: reduzir a mão de obra, mecanizar a colheita e renovar os cafezais velhos e reduzir o numero de cafezais. Na verdade o mercado gira entre demanda e oferta, sendo a oferta muito elevada no momento.
Muitos falam em erradicar suas lavouras e plantar milho, feijão ou mesmo criar gado.
Ser produtor no Brasil não é nada fácil, e ser produtor de café é pior ainda. Tem Bolsa Família, Programa Brasil Carinhoso... é hora de ter algo para o produtor se manter com o mínimo de dignidade em seu oficio.
Quem sabe se uma nova geada não resolveria o problema de todos...brincadeiras a parte, o problema é o mesmo, e o produtor é o único que paga a conta.

GARÇA - SÃO PAULO
EM 22/02/2013
Produtores de soja vendem para depois produzir. Estão certos. Produtor de café joga metade de sua colheita numa "pre-comercialização" com data fixada para sua liquidação. Dos recursos repassados pelos banco na ultima safra, mais de 1 bi de reais está armazenado, pagando seguro, armazenagem, juros sobre o emprestimo. Data para pagamento do emprestimo: Junho ou Julho de 2013. Esqueceram que neste periodo já estaremos com nossa colheita em pleno vapor? Haverá excesso de oferta, logicamente. E ainda esperam aumento de preços? Dificil entender a logistica deste pessoal para ganhar dinheiro!
LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 21/02/2013

BARRA DA ESTIVA - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 21/02/2013

MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 21/02/2013
As indústrias estão radiantes, pois vão explodir com um faturamento jamais alcançado em toda sua história, pois deixar misturas de 50% arábica e 50% conillon (ou mais) para a massa consumir e estão até aumentando este consumo do moído.
Acredito que fomos "educados" através do tempo que produzir café de alta qualidade é a salvação, acho que vamos ter que perder rápido esta educação, juntamente com as cooperativas ou representantes que "classificam" nosso produto e patir para simplesmente comprar 60 kg de café, como milho e soja, pois se o conillon que não tem qualidade nenhuma está no mesmo patamar, como vou vender um arábica classificado?
Correr o risco de estourar uma xícara e vender mais barato que o conillon?
Ou será que a verdade sobre produzir um produto de alta qualidade é bom mas não para nós produtores e sim para os intermediários que apenas "classificam" e repassam nossos produtos adquirindo lucros sem riscos?
Complicado isso não?

MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 21/02/2013
Se vc comentar com ele que no seu país o seu produto oscilou quase 50% este ano no preço e que o seu custo subiu mais de 30%,e mesmo assim vc continua produzindo,no mínimo ele vai te chamar de mentiroso ou achar que vc é louco.
Agora,se vc vai achar que o governo vai ajudar a sua atividade CAFÉ, acho mais fácil começar a acreditar que vc vai achar um DUENDE NA SUA LAVOURA...

CAMPO BELO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 21/02/2013
Esta de ficar dependendo de politico, de midia politica é o nosso mal maior.
Temos que desapegar destes parasitas, com autos e estupendos salarios, que na surdina voltam seus proprios salarios, e o resto de nós que se vire e revire para conseguirmos sobreviver. Mas alguém está ganhando muito com isto, o banqueiros do mundo todo, ficam só esperando de tocaia, para que corramos logo para eles com o pinico na mão. Chega, perdemos o Niobio (minerio mais valioso do mundo, temos só 98% das jazidas do planeta, os outros 2% estão no Canada.) E agora outro bem Brasileiro esta indo para o ralo, chega!!!!!!!

MARUMBI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 20/02/2013