Café: o consumidor paga mais pelo o quê?
Indicação geográfica, qualidade, certificação sustentável, certificação orgânica, monodoses...essas e outras iniciativas vem sendo estudadas e desenvolvidas para melhorar o agronegócio café, numa busca pelo reconhecimento e agregação de valor ao produto. Quais acredita que sejam as melhores formas de agregação de valor ao café?
Publicado em:
Porém, algumas ações como produção de café de acordo com práticas socialmente justas e ambientalmente corretas parece não ser mais um fator agregador de valor, visto que são práticas necessárias nos processos produtivos.
Na semana passada, o Cerrado Mineiro deu início a implementação de uma estratégia que direcionará o futuro dos negócios da região para mercados consumidores que valorizam qualidade, origem e sustentabilidade. Sendo assim, querem que a região do Cerrado Mineiro seja reconhecida como produtora de cafés diferenciados através da Indicação Geográfica. Outras regiões buscam a Indicação Geográfica para aumentar a competitividade no mercado.
Contudo, não basta apenas um trabalho de melhoria de qualidade e colocação de selos nos produtos. Antes disso, os consumidores devem ser conscientizados para que tenham capacidade de reconhecer os diferenciais apresentados pelo mercado, possibilitando que paguem mais por tais produtos.
E você, quais acredita que sejam as melhores formas de agregação de valor ao café? O que mais pode ser feito?
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Material escrito por:
Natália Sampaio Fernandes
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PATROCÍNIO - MINAS GERAIS
EM 05/05/2011
Muito bom ver uma barista com tal consciencia! Voces que estão na ponta da cadeia,
no contato direto com o comsumidor tem sim este grande e dificl papel de educar o consumidor quanto a cultura do café, o culto ao café. E para isso como voce bem frisou é de extrema necessidade a capacitação dos profissionais deste segmento, dando ao mesmos uma visão de todo o processo de produção...
Muito bacana isso!! Continue com esse pensamento e voce certamente se diferenciara e tera retorno tanto pessoal quanto financeiro.
Quanto a nova estratégia da Região do Cerrado Mineiro, o objetivo é bem maior que simplesmente agregar valor atravpes da indicação geografica, queremos estar alinhados ao novo mundo mundo do café, fornecendo ao mesmo Cafés de Atitude, envolvendo toda a base do setor produtivo neste processo, valorizando as pessoas e nossa região com um todo... o produto café é apenas parte disso.
O consumidor de seja de café, seja de qualquer produto é muito mais sensivel a caracteristicas que não são as sensoriais, ele quer viver experiencias...nós que estamos dentro do contexto, trabalhamos e nos especializamos temos que colocar a cabeça"para fora da caixa" e visualizar isso, o que é qualidade para mim pode não ser para meu cliente...
Abraços.
Juliano Tarabal
GUAXUPÉ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 04/05/2011
DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO
EM 04/05/2011
VARGINHA - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 04/05/2011
Acredito antes de tudo isso que foi citado temos que conhecer a região em que estamos produzindo café, pois citando o Sul de Minas onde é uma região tradicional da cafeicultura temos muitas barreiras tradicionalistas para as mudanças! Assim sendo, temos dificuldades de acrescentar formas de condução do manejo e comercialização inovadoras. Com isso há uma dificuldade de unir os produtores com o intuito de gerar estratégias que mudarão a forma de extrair um produto diferenciado para o mercado.
Como técnico e destacando o Sul de Minas aonde presto consultoria e conheço o perfil de quase todos os tipos de fazendeiros e empresários rurais, visualizo primeiramente que temos que recuperar e atualizar as lavouras e seus espaçamentos com o incentivo de órgãos do governo como financiadores. Estruturando a cadeia teremos melhores condições de manter os produtores atualizados e com uma base de sustentação melhor para passarmos ao terceiro passo que seria a Certificação e Marketing.
Após essas mudanças o segundo passo seria: desenvolver é mudar o tradicionalismo para o empreendedorismo, pois ninguém vive sozinho, temos que unir para discussões sólidas e criarmos grupos regionais ou gerais para determinar os fatores que gerarão vitórias na sua comercialização e manutenção do parque cafeeiro. Deixando de ser um vizinho para um acrescentador de idéias, pois antes desta mudança será muito difícil pensar em uma estratégia em conjunto. Após o sucesso com estas mudanças passaremos com uma base solidificada para a discussão em pauta que seria o diferencial do produto para o mercado. Não adianta pular processos pois poderá causar um travamento das estratégias em pauta.
Saudações....!!!
CAMPINAS - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 02/05/2011
O consumidor paga mais por satisfação - organoléptica e ideológica - SATISFAÇÃO.... pessoal.....
Os consumidores de café são um público extremamente heterogêneo....Devemos prospectar as demandas destes consumidores e atende-las de forma transparente e constante. Àqueles que estiverem preparados no momento do inicio da demanda serão mais bem remunerados, e tem a chance de se manter como fornecedores....
"Quem chega primeiro no açude bebe a água limpa...."
Saudações Cafeeiras.....
Sérgio Parreiras Pereira
GUAXUPÉ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 02/05/2011
CARMO DA CACHOEIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 29/04/2011
Parabéns pela informação e conscientização.
Nunca tinha apercebido da importância do "BARISTA" como tomador e balizador do que o consumidor nescessita e quer. Realmente muito importante sua colocação.
Saudações.
SOLEMAR - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE CAFÉ
EM 28/04/2011
O brasileiro não sabe tomar café e é isso que precisamos mudar.
Precisamos ensinar o brasileiro a sentir os aromas e os vários sabores que uma xícara de café bem tirada oferece.
Precisamos ensiná-lo que não adianta colocar 3 colheres cheias de açúcar, ou 10 gostas de adoçante, ou qualquer outro artífico para adoçar o qual matará a bebida.
Consumidor, aprendam a apreciar o café, sinta o seu doce natural, esta bebida oferece sensações como poucas bebidas.
CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 28/04/2011
Também quanto ao blend de arabica e conilon, também é uma caracteristica de preferência de cada país, e não está ao alcance de repudir, mesmo porque os vinhos do velho mundo, tem também seus cortes, que é a mesma coisa, ou seja mistura de castas, para atingir determinadas características que o tornam diferentes e apreciados.
Contudo os nichos de mercados devem ser conhecidos, e numa mesma propriedade, temos cafés e cafés. O que temos que nos preoculpar é em detalhar os talhões quanto a altitutte, variedade, luminosidade, estágio de maturação, e procurar fazer a melhor qualidade também no pós colheita, e separar todos os lotes, e avaliar minuciosamente, cada lote, e dele sim, tirar os diferentes, os especiais, que com certeza vão ter um valor muito maior do que vender comodities simplesmente, deixando para a Alemanha, fazer isso por nós, e faturar com a nossa baixa educação e falta de conhecimento naquilo que aqui fazemos.

INCONFIDENTES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 27/04/2011
para mais consulte meu blog:
http://cafeeconsultoriasantaterezinha.blogspot.com/
lá tem um texto do ano passado que cita algo parecido com isso. vale a pena conferir.
Obrigado:
Wilyan Rafael da Costa

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PROVA/ESPECIALISTA EM QUALIDADE DE CAFÉ
EM 27/04/2011
Acredito em todas as atitudes social e ambientalmente responsáveis realizadas nos elos produtores da cadeia do café. Como você mencionou, ações que nos parecem muito inovadoras e louváveis, em outros mercados já representam o hábito. Isso quer dizer que corremos atrás do prejuízo, e que iniciativas como indicações geográficas, certificações de procedência, qualidade e responsabilidade socioambiental são respostas a necessidades existentes há muito tempo.
Para que o nosso mercado consumidor seja capaz de absorver essa evolução proposta pelos produtores, carecemos de investir em um elo importante da cadeia do café, que a cada dia se faz mais conhecida aos demais: o BARISTA. O Barista já deixou de ser, para o brasileiro, o tirador de cafezinho. Graças às ações de entidades como a Associação Brasileira de Baristas e ao investimento de empreendedores conscientes nos principais centros urbanos, acolhemos o Barista no café como o Sommelier no vinho.
O Barista é o profissional que domina o preparo de caféS. "Cafés" no plural, fazendo uma referência à grande variedade de perfis de sabor e qualidade que possuimos (e comercializamos como "CaféS do Brasil"), e também aos diversos métodos de preparo, entre os quais o espresso aparece como método barista por excelência. O Barista é o elo que tem contato direto com o cliente, que o orienta sobre a escolha do blend, do método, do acompanhamento. E mais delicado do que o trabalho do Sommelier, que apenas armazena e serve o vinho já engarrafado, o do Barista também inclui o preparo, que é um fator decisivo.
Um Barista teórico é incapaz de extrair do café os atributos mantidos com tanto cuidado pelos produtores e torrefadores, pois não domina a extração. Um Barista prático é incapaz de educar, de sensibilizar o cliente sobre as diferenças entre caféS, sobre a importância de garantir condições dignas para os trabalhadores rurais e proteger o ambiente onde se cultiva, sobre o porquê de se pagar mais por um café que custou mais para ser feito, ou que é exclusivo e possui qualidade excepcional, segundo parâmetros que precisam ser traduzidos para a linguagem do consumidor.
Para ser teórico e prático, o Barista precisa de formação. Precisa conhecer o produtor, a produção, as tendências de mercado e até a psicologia no tratar o cliente. Para fazer tudo isso, qualquer profissional precisa ser pago e reconhecido apropriadamente.
Resumindo, creio que a melhor forma de agregar valor ao produto café seja agregar os elos da cadeia,e valorizar cada um - financeiramente, inclusive - , de forma justa. Felizmente temos caminhado nesse sentido, mesmo que a passos lentos.
Abraço e sucesso!
Helga Andrade
*Turismóloga pela UFMG
*Barista certificada pela ACBB
*Tecnóloga em Cafeicultura - em curso no Instituto Federal Sul de Minas
CARMO DA CACHOEIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 27/04/2011
Até hoje realmente quem ganhou alguma coisa com esta agregação de valor no café, foram os atravessadores, que incentivaram a qualidade do nosso arábica, para poder "blendá-los" aos conillons ou cafés colombianos.
Acredito que em primeiro lugar, deveríamos escutar o consumidor final, a outra ponta da cadeia do café e ver sua necessidade, aliás ver o que estão dispostos à pagar como diferencial no café. Se querem pagar por um café socialmente justo, muito bem que paguem por isso e vamos ver quanto de custo a mais vai ficar este café e quanto a mais de liquidez o cafeicultor vai ganhar neste café; se o consumidor quiser um café ecologicamente correto, ocorre a mesma coisa; e assim caminharemos processo por processo de valorização e agregação de valor no café; a quantificação sería clara, e consequentemente justa ao cafeicultor.
Porém a poucos importa que o cafeicultor tome noção e saiba realmente o quanto vai ganhar e porque; pois assim, fica fácil embrulhar o Zé da Roça, dar aquela mordida no que é de direito ao cafeicultor.
Enfim, é um tema extenso e espero ter contribuído.
Cafeicultura para os cafeicultores !!!!!!!
SDS.