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Uma riqueza renegada: os consumidores brasileiros

Por Marco Antonio Jacob
postado em 14/05/2012

10 comentários
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O Brasil é rico demais, tão rico, que renegamos o maior aliado dos cafeicultores brasileiros, que são os consumidores brasileiros, o segundo maior mercado consumidor mundial.

Temos que assumir nossa nova condição, pois deixamos de ser um país em vias de desenvolvimento, devemos aceitar que somos um país desenvolvido, porém com problemas inerentes de um país recém - ungido de uma categoria inferior para um país de categoria superior , assim , podemos consumir aquilo que produzimos , isto é , não temos que gerar superavits comerciais a qualquer custo .

Mas o que isto tem a ver com o agronegócio café?

Pois sendo beber café um habito dos brasileiros, estando presente em quase a totalidade dos lares brasileiros, algumas perguntas me inquietam:

Qual a participação no PIB, do produto “café”, aquele comprado no supermercado, padaria, ou, na mercearia perto dos lares brasileiros?

Qual a contribuição que estes consumidores trazem a nós cafeicultores?

O café quando consumido, é fato gerador de riquezas, têm valor agregado, emprega pessoas, gera impostos?

A resposta todos sabemos, mas infelizmente ignoramos, pois agimos como espertos.
Como podem os produtores brasileiros renegar o segundo maior mercado consumidor de café do mundo, ignorando seus consumidores e os desrespeitando, oferecendo um produto final de péssima qualidade.

Somos o maior produtor mundial de café, produzindo cerca de 50 milhões de sacas, sendo aproximadamente 37 milhões de sacas de cafés arábicos e 16 milhões de sacas de café conilons, em contrapartida somos o segundo maior consumidor de café mundial, consumindo aproximadamente 20 milhões de sacas.

O que é oferecido aos nossos consumidores brasileiros?

Um resto de café, resto sim; vejam como se compõe o blend oferecido aos brasileiros, pois da produção de arábicos, nosso principal café exportado, 20% aproximadamente são defeitos (pretos, ardidos, verdes, quebrados, mal granados, etc.), gerando um resíduo de aproximadamente de 7,4 milhões de sacos de café vulgarmente chamados de cafés baixos, então se adiciona 12,6 milhões de sacas de conilon, pronto, está feito o blend do café para os consumidores brasileiros, o segundo maior mercado mundial. Eu sei que existem raríssimas exceções.

Aposto que muitos dirão como somos espertos (não confundir com experto), nos livramos do lixo, aplicando-o nos incautos consumidores brasileiros, desrespeitando-os.
Nunca devemos nos esquecer de que os maiores concorrentes do café são o chocolate, chá, refrigerantes, sucos etc., cada um querendo galgar um lugar ao sol.

E o que ganhamos nós os espertos do agronegócio café brasileiro?

Absolutamente nada, vivemos mendigando preços, rolagem de financiamentos, e por aí vai.

Se nos esforçamos para de aumentarmos a qualidade e produtividade, nós devemos nos esforçar também para aumentar o consumo , pois no Brasil se consome a mesma quantidade de café per capta, que na década de 70 , mesmo com o brutal aumento de renda dos brasileiros.

A chave do sucesso da cafeicultura mundial é o crescimento da demanda para viabilizar e não jogar por terra todo esse investimento da produção.
Paremos de pensar pequeno, obtuso, abramos nossa mente, vamos ter alguma ousadia.

Já que o café de verdade, é um produto agradável, organoléptico, prazeroso e traz inúmeros benefícios a saúde, porque não valoriza-lo, oferecendo qualidades mínimas aos consumidores brasileiros.

Basta de sermos espertos! Vamos ser expertos com x, uma grande revolução podemos fazer.

Quando produzimos café, é inerente que produzimos também os defeitos supracitados, dentre estes defeitos, 2 deles são considerados defeitos capitais , o café preto e o café ardido, aproximadamente 2% do total produzido.

Podemos dizer que o café preto é café podre, e o café ardido é o café que estava em processo de apodrecimentos , e tal processo foi estancado, ou seja , é quase podre.
Você acha correto o consumidor ter que beber cafés pretos e ardidos? Pois são cafés podres!

Nós produtores e consumidores, devemos exigir que as autoridades criem mecanismo de expurgar o café preto e ardido, para que o nosso maior aliado, os consumidores, não sejam tão enganados pelas indústrias.

Outra pergunta inquietante, alguém come carne com aftosa, fruta passada, ou toma remédio vencido?

Pois bem, como acredito que todos responderão não ao quesito acima, concordam também que não devemos consumir cafés pretos e ardidos; mas como isto é possível?

Simples, basta expurgar estes 2 defeitos capitais do café do mercado, tornando-os impróprio para o consumo.

E como fazer este expurgo?

A CONAB, através da sua rede de armazéns, comprará café preto e ardido, pagando um preço simbólico por este café. Exemplo: cada saca de café entregue para o expurgo, será comprada por 50% do valor do mercado de cafés bicas corridas tipo 6 , isto será válido para os arábicos e conilons.

Todos os envolvidos na cadeia do café poderão vender o café para a CONAB, isto é, produtores, maquinistas, beneficiadores, comerciantes, exportadores, cooperativas e indústrias.

O café vendido para expurgo deverá preferencialmente ser preto e ardido, nada impede que alguém entregue para expurgo peneira 19, fina, mas isto seria antieconômico para este singular vendedor.

Logicamente quando se padroniza café, é inerente que no café baixo venha com impurezas, tais como cascas (palha), paus e pedras, então o pagamento se dará pelo café liquido entregue, isto é, descontando as impurezas do café. Destaco isto , pois vai ter muitos espertos que vão querer entregar impurezas no lugar de café, assim sendo se no café entregue para expurgo existir 4% de impurezas, será pago 96% do preço de expurgo.

Mas aonde vamos arranjar o dinheiro para a CONAB pagar este expurgo?

Vamos a usar a expertise novamente, todo café que for exportado (verde, solúvel e torrado e moído), o exportador (produtor ou exportador tradicional), antes da exportação de consumar, deverá reembolsar a CONAB na proporção de 3% dos sacos exportados, então para exportar 1000 sacas, o exportador reembolsará a CONAB através da compra do certificado de expurgo na quantidade de 30 sacas, se exportamos anualmente 30 milhões de sacas, teremos que expurgar 900.000 sacas.
Qual será o destino dos defeitos capitais de café expurgado?

Os nossos institutos de pesquisa poderiam dar uma destinação ao expurgo para fontes energéticas, adubos etc., menos para consumo humano.

No ato do expurgo, a sociedade civil poderá participar como fiscal, também incluo as certificadoras para acompanharem todo o processo de expurgo.

Mas o mercado externo pagará este sobrepreço originado do custo do expurgo?

Sim, pagará. Tem espaço, veja que o Brasil vende café com descontos em relação aos seus pares internacionais, enquanto vendemos a menos 15, os colombianos vendem a mais 30, uma substancial diferença de 45 centavos de dólar por libra peso. Se os alemães, japoneses, americanos, italianos, nórdicos ou qualquer outro país importador quer importar um produto de qualidade, nada mais justo eles ajudarem a pagar esta conta. Inclusive, as indústrias sérias, vão se beneficiar desta medida, pois não vão ter que competir com pseudo indústrias que torram lixafé (lixo de café).

Resumindo, seria assim, uma indenização para o expurgo de arábica de 50% do preço do café tipo 6 , hoje por volta de R$390,00 , assim sendo R$195,00 . Concluindo , quando alguém quiser exportar 1000 sacas de café , terá que comprar o certificado de expurgo da CONAB equivalente a 30 sacas, por R$195,00 por saca, no total de R$5.850,00, que equivale a R$5,85 por saca, ou US$0,023 por libra/peso (aproximadamente dois cents). Se o expurgo for de conilon, o custo será menor. Acho este valor insignificante perto dos descontos dados aos importadores de café brasileiro.

Qual o benefício do expurgo aos produtores?

São vários. Primeiro é oferecer um produto honesto e saudável aos consumidores, propiciando assim que o crescimento do consumo se acelere, criando um ciclo virtuoso. Quem sabe cheguemos próximos aos países nórdicos que consomem 11 kilos per capta ano , quando hoje consumimos apenas 5 kilos per capta/ano , lembrem-se , consumir café é gerar riquezas.

É importante os cafeicultores enxergarem a abrangência do expurgo, alguns podem interpretar como perda, pois estarão vendendo uma ínfima parte da produção por preço inferior, mas esquecem de que terão 98% de saldo a vender.

Quais seriam os impactos imediatos no mercado de café?

a) haverá aumento da demanda por oferecermos um produto final melhor ao consumidor, alguém com um pouco de conhecimento sobre cafés sabe que intragável beber o café oferecido no mercado, não falo das exceções. Lembremos-nos de uma propaganda de bolacha que dizia, é fresquinho porque vende mais ou vende mais porque é fresquinho.

b) haverá aumento da demanda por si, por estaremos criando uma demanda nova que será o expurgo. De imediato teremos uma demanda de 900.000 sacas ano, que serão retirados do mercado, e, dado outra utilização que não seja o consumo humano.

Imaginemos se nos últimos 10 anos fosse aplicado esta medida de expurgo!

Somente no Brasil o expurgo teríamos criado uma nova demanda de 9 milhões de sacas , que naturalmente teria implicado em diminuição de estoques.

Qual teria sido o impacto no preço médio da saca de café nos últimos 10 anos?

Não seria utópico dizer que seria minimamente 10% por cento acima dos preços médio destes últimos 10 anos. Se tivéssemos tomado esta medida muitos anos atrás, nunca o preço do café teria vindo aos preços viz que tivemos na década de 2000 a 2010, vendendo café por muito tempo, abaixo de US$0,50 por libra.

Com pouco exercício matemático, podemos ver quanto os produtores perdem quando os consumidores não são respeitados.

Enfim, podemos e devemos valorizar o café, em todos os aspectos, como produto e como fonte de renda aos produtores.

Precisamos revolucionar a forma de ver o café como produto, para sonhar com o amanhã precisamos ousar hoje.

Vamos tornar o café uma verdadeira paixão nacional!

Que tal sermos expertos, em vez de espertos?

Saiba mais sobre o autor desse conteúdo

Marco Antonio Jacob    Espírito Santo do Pinhal - São Paulo

Consultoria/extensão

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Comentários

Andre Johansson

Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Logistica internacional, trading
postado em 14/05/2012

Boa tarde Marco Antonio!

Eu apesar de não ser experto em se falando no café adoro tomá-lo todos os dias, pelo menos 5 vezes ao dia.

Parabenizo pela exposição magnífica, e explanação de como devemos ser honestos e expertos para com todas as pessoas, pois são elas o nosso capítal.


Um abraço

Marco Antonio Costa

Campo Belo - Minas Gerais - Administrador de empresas
postado em 14/05/2012

Parabéns, você disse tudo.

Tempos atrás recebia pessoas na fazenda querendo comprar a casca melosa e o café escolha. Algumas vezes vendi, mas após perceber que a venda da casca refletia na permanência dos meus estoques na cooperativa e que pressionava o preço dos mesmos para baixo, decidi mandar toda a casca de volta para a lavoura, enriquecendo de potássio nossa terra. Resultado, ganho econômico e comercial. Se querem vender café devem comprar café. Não esqueçamos que o café ardido (início de decomposição) contem substancias prejudiciais a saúde. Deixemos de ser espertos e sejamos expertos.

Ivampa P. Lopes

Santos - São Paulo - Produção de café
postado em 15/05/2012

Caro Marcos Jacob.

Estou de acordo com a tua teoria em melhorar as qualidades do consumo do café que o barasileiro toma, e talvez a fórmula seria essa e passaria despercebido esse custo no preço final. Mas posso te dizer que isso geraria uma polêmica tão grande que me parece que não deveríamos mexer em mais nada.

Marco Antonio Jacob

Espírito Santo do Pinhal - São Paulo - Consultoria/extensão
postado em 15/05/2012

Caros Andre e Marco Antonio Costa ,

Obrigados pelas mensagens de apoio a uma nova sugestão.

Caro Ivampa ,

Todos esforços da melhora da qualidade da porteira para dentro, infelizmente não chegam aos consumidores brasileiros. A indústria não está nem mesmo mais vendendo uma commoditie industrializada, está vendendo um pó preto, que faz uma tinta preta como se fosse café. Realmente gera polêmica esta ideia, mas não é tão exótica. Quando tratamos de alimentos, qualidades mínimas devem ser exigidas, veja se o produtor de leite não é penalizado quando seu leite não atinge qualidades desejáveis.

Vejo o café como um produto nutrafuncional, isto é , traz inúmeros benefícios para a saúde. Tenho mais de 35 anos de experiencia com o café, e nunca o café foi valorizado como produto na gondola do supermercado. Os custos do expurgo serão mínimos, e vai beneficiar muito mais os consumidores, pois poderão oferecer a sua família um produto com mínima qualidade que trará benefícios a saúde. Os maiores beneficiários desta sugestão de qualidade mínima para o café serão os consumidores. Será que devemos cruzar os braços? Quem sabe esta medida reflita mundialmente, o Brasil dando um exemplo, pois sabemos que a piora da qualidade no produto final têm sido a tônica no mercado mundial. Lembre-se que café é um dos produtos que mais emprega mão de obra no mundo, é uma cultura artesanal, produzidos em sua maioria por países pobres. Quem sabe a valorização do café como produto não seja um efetivo programa de distribuição de renda. Não sejamos apenas o país do Carnaval e do Futebol, sejamos os verdadeiros líderes, o Pais do Café.

Veja que a medida não prejudica nenhum elo da cadeia cafeeira, somente retira os cafés podres do mercado. Lembre-se, vamos fazer uma revolução, que nada mais é que uma evolução.

Nós podemos, basta vontade.

Roma Chaim Pinto de Lima

São Paulo - São Paulo - Indústria de insumos para a produção
postado em 15/05/2012

Caro Marco,

Sensacional sua exposição.

Espero que não nos preocupemos com a possível polêmica e sigamos em frente com a teoria aqui exposta.

Parabéns

José Adauto de Almeida

Marumbi - Paraná - Extensão Rural
postado em 15/05/2012

Marco Antonio, parabéns por ser mais um a tocar abertamente nesta "ferida"(qualidade do café consumido pelo brasileiro). Há muito tempo defendo que se fosse oferecido café de qualidade para o consumidor brasileiro seríamos, folgadamente, o maior consumidor do mundo.

As " forças" não estão de nenhum lado: nem do consumidor e nem do produtor....infelizmente.

Enquanto não criar uma conscientização nacional (consumidores, indústrias, comércio e governo) de que o café é um alimento e não só um veículo para ajudar a descer o pão seco, vamos ficar caminhando em círculos.

Luiz Roberto Saldanha Rodrigues

Jacarezinho - Paraná - Produção de café
postado em 15/05/2012

Prezado Marco, e demais amigos que participam da discussão, parabéns pela coragem em abordar um assunto tão vergonhoso para nós Cafeicultores de fato.

Se me permitirem, gostaria apenas de inserir uma nova ótica à calorosa discussão, pois não acho justo penalizar os produtores pela má qualidade do café consumido no país. Na verdade, nunca vi nenhum cafeicultor produzir café com 360 defeitos, ou pior, 600 ou mais defeitos como é padrão de uso em alguns blends ditos "comerciais". A questão fundamental é que cafeeiras, exportadores e traders, compram o café dos produtores, descontam desses o pagamento da chamada % de cata (defeitos), rebeneficiam os cafés para exportação, concentram as catas ou defeitos e, aí sim, teremos os cafés baixos ou "resíduos de exportação", tão disputados por alguns torrefadores nacionais. Ou seja, do produtor, esse rejeito do processo produtivo é descontado no momento da comercialização, mas abre após a preparação dos lotes para o mercado externo um novo segmento de mercado, esse sim responsável por concentrar, disfarçar, torrar, moer e utilizar diferentes estratégias nefastas de marketing e desenvolvimento de tecnologias e produtos (como os Extra-Fortes da vida) para vender (ou enganar) os consumidores a tomar, com certeza, alguns dos piores cafés "comerciais" do mundo.

Saudações Cafeeiras e fiquem com Deus

Marco Antonio Costa

Campo Belo - Minas Gerais - Administrador de empresas
postado em 15/05/2012

Parabéns aos participantes. Gostaria de lembrá-los que o café ardido contem ocratoxina, substância nociva a saúde. A questão é de saúde para nós e nossos familiares. Digo isso pois há 20 anos fomos a primeira torrefação no Brasil a conseguirmos o selo de qualidade ABIC ( Café Fazenda Caeté ) e a nossa motivação sempre foi no sentido de qualidade e respeito ao consumidor. Não me preocupa pagar um pouco mais pelo café, os benefícios econômicos e sociais são enormes. Não há polêmica nesta questão. O benefício é para todos.

João Batista Jasso

Serrania - Minas Gerais - Autonomo
postado em 27/02/2013

Manda esse projeto para o Carlos Melles. Façamos um abaixo assinado de 1.3 milhões de assinaturas para criar essa lei.

Felipe de Medeiros Rimkus

Garça - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 28/02/2013

Parabéns pelo texto,

Gostaria de ressaltar mais uma vez que a existência das impurezas é mais um reflexo dos defeitos comportamentais que os cafeicultores no geral apresentam, Devemos aprender a reprimir nossas falhas comuns e realçar nossos pontos fortes. A transmissão desse tipo de idéias contribui sistematicamente para uma mudança comportamental do cafeicultor brasileiro, passando a interpretar e a valorizar nosso consumidor, passaremos a provar do real sabor do mercado e não estaremos nos sujeitando simplesmente a composições industriais. Vamos entender que muitas vezes é melhor vender muito menos por muito mais, não é o principio das capsulas que devemos seguir atualmente? Quero dizer que esse será um valoroso passo, mas continuo a insistir que aliado a esse tipo de posicionamento devemos prosseguir  transferindo os custos de volta ao mercado, sem tanta armazenagem. Assim passamos a retirar do mercado o caminho da baixa, ou seja estoques oficiais e os não contabilizados.

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