Café híbrido para Amazônia tem produtividade ótima em testes, diz Embrapa
Seleção de clones deverá compor a próxima cultivar lançada pela Embrapa em meados de 2018.
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Seleção de clones deverá compor a próxima cultivar lançada pela Embrapa em meados de 2018.
Tendo em conta que o desafio para os cafeicultores colombianos é a recuperação da produção, que foi gravemente afetada pela passada onda de inverno, a Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia) se colocou na tarefa de liderar a migração para uma cafeicultura caracterizada pela tecnificação.
Para os pesquisadores da Embrapa Rondônia, a mecanização da colheita do café conilon pode ser uma alternativa viável que, além de reduzir o tempo de colheita, a demanda de mão-de-obra e os custos variáveis de produção em até 40% na colheita manual, poderá contribuir positivamente para a profissionalização qualificada e melhoria da renda dos trabalhadores autônomos responsáveis pela colheita do café no Estado.
A irrigação vem estimulando a produção de café no país. O avanço da tecnologia diminui os prejuízos causados pela seca e aumenta a produtividade. Esse avanço impressiona: foi de 10 mil para mais de 240 mil hectares em 12 anos, o que representa 9% do parque cafeeiro e responde por 25% da produção nacional.
Graças a programas desenvolvidos pela institucionalidade cafeeira do país, mais 50% da área produtiva é composta com cafezais tecnificados e resistentes à ferrugem, mais que o dobro da área que tinha as mesmas características em 2008. "O que temos realizado nos últimos anos é um salto de grande dimensão", assinalou Luis Genaro Muñoz Ortega, diretor executivo da Federacafe.
Por volta de 12h21 (horário de Brasília), os principais contratos tinham baixas de mais de 400 pontos
Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Zona da Mata Mineira são exemplos de redução na área e queda nos valores
"A renovação do café sempre foi uma prioridade deste governo e é por isso que temos um parque de café praticamente jovem e tecnificado", afirmou
Qualidade acima da média levou a valores arrecadados na venda dos lotes ultrapassarem a casa de R$1 milhão.
"É um assunto em que somos altamente sensíveis", reconheceu o coordenador geral de Assuntos Internacionais da Secretaria de Agricultura do país.
O secretário geral da União, Leyver Martínez González, disse que a doença representa risco de 19% para a produção.
O Brasil já irriga 260.000 ha de todo o seu parque cafeeiro, o que representa quase 10% da cafeicultura nacional. O que chama a atenção é que esta fatia irrigada responde por 25% da produção nacional, mostrando a grande competitividade da cafeicultura irrigada nacional. Os cafezais irrigados estão mais concentrados nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia e, em menor proporção, em Goiás, Mato Grosso, Rondônia e São Paulo.
O comportamento dos preços do café nas últimas semanas de alta volatilidade no mercado cambial faz lembrar a máxima pelo ex-ministro da Fazenda, Eugênio Gudin, de que 'café é câmbio'. A diferença dos anos 50 do século passado para os dias atuais é que houve uma inversão: não é mais o café que influencia a cotação do dólar e sim o câmbio que faz oscilar o preço da rubiácea.
A Colômbia sofreu em 2012 sua pior colheita em mais de três décadas - 7,74 milhões de sacas -, devido a um plano de renovação de cultivos e fortes chuvas que não deixaram cumprir com suas metas nos últimos quatro anos. No entanto, os cafeicultores da colombianos lutam para recuperar o terreno perdido, ressalta a Federação Nacional de Cafeicultores do país.
Ser familiar não necessariamente significa ser pequeno. O pequeno agricultor pode, perfeitamente, participar do agronegócio, quer contribuindo para a exportação, quer alimentando o povo. "Pode acreditar: inexiste oposição entre agricultura familiar e agronegócio." Por Xico Graziano
A produção de café da Colômbia poderia mais que duplicar até 2020, para mais de 18 milhões de sacas de 60 quilos, diante da crescente demanda da China e da Rússia. O país busca inicialmente recuperar seus níveis históricos de produção de 11 milhões de sacas, que caíram nos últimos três anos como consequência das fortes chuvas originadas no fenômeno climático La Niña e de um programa de renovação de cultivos.
Já começou, em ritmo ainda lento, a colheita de café conilon (robusta) no país. No Espírito Santo, maior produtor nacional, que em 2012 comemora 40 anos de cultivo comercial, a safra deverá alcançar um novo recorde. De acordo com dados da Conab destacados pela Secretaria da Agricultura do Estado, a produção deverá totalizar 9,3 milhões de sacas no ciclo 2012/13, 8,9% mais que em 2011/12 (8,5 milhões).
Calos Eduardo de Andrade, Engenheiro Agrônomo da UFV, fala sobre a situação das lavouras de café do Brasil. Os cafeicultores passaram por um período muito longo de preços deprimidos e isso fez com que uma parte significativa de cafeicultores ficasse descapitalizada e sem condições de utilizar insumos em quantidade e em qualidade suficientes para melhorar a situação vegetativa das lavouras.
Dentre os países produtores de café da América Central, Guatemala, Costa Rica e El Salvador são os que apresentam o foco de sua cafeicultura mais direcionado para a produção de cafés especiais. Apesar de juntos produzirem mais de 7 milhões de sacas, os três países optaram por enfrentar os efeitos da crise de preço do início desta década por meio da agregação de valor e têm focado principalmente nos nichos de mercado de cafés diferenciados.
Segundo o gerente de desenvolvimento técnico da Cooxupé, Joaquim Goulart, apesar de o clima na região produtora de café do sul de Minas Gerais ser favorável, com os altos custos dos fertilizantes e a falta de crédito, muitos produtores que teriam no próximo ano uma produtividade abaixo de 20 sacas/ha vão optar pela "safra zero", fazendo assim neste ano a poda das lavouras, reduzindo os custos e preparando o cafezal para a safra maior de 2010.
Apesar dos baixos estoques, colheita atrasada e o aumento da demanda, o preço do café não tem valorizado. O motivo é a venda antecipada de parte da safra. O valor negociado hoje, que varia de R$ 270 a R$ 350, fica próximo do custo de produção projetado para a próxima safra e abaixo do potencial que alguns analistas avaliam que o preço do café possa chegar nos próximos semestres. Alguns contratos de venda já assinados têm como prazo março de 2010, que é hoje o maior vencimento da Bolsa de Nova York.
A cafeicultura na Costa Rica possui um bom nível tecnológico, no manejo das lavouras e na produção de qualidade superior de cafés. Dentre os destaques, estão o plantio adensado, as podas bem definidas, a evolução nas variedades, a conservação de solo, as práticas de arborização e manutenção ecológica das regiões cafeeiras. Muitas práticas, atualmente usadas no manejo de cafezais na Costa Rica, podem ser adaptadas às regiões cafeeiras montanhosas no Brasil e vice-versa. As práticas que podem ser indicadas para adaptação são: a arborização, as podas (visando facilitar a colheita), a conservação dos solos e o preparo do café por via úmida.
Como as plantas estavam muito desfolhadas e muito estressadas, na tentativa de perpetuar a espécie, elas floriram ao máximo. Mas a florada não se traduz em frutos, pois a planta não tem folha em condições aptas para fazer fotossíntese. É consenso que colheríamos de 50 a 55 milhões de sacas de café na futura safra, caso não houvesse o problema climático que houve no Brasil. Se juntarmos os dois números e admitirmos uma média de 25% de quebra e uma produção média esperada de 52,5 milhões de sacas, tem-se uma produção para o próximo ano em torno de 39,37 milhões de sacas de café e uma produtividade média, considerando-se toda a área com café no Brasil, de 17,11 sacas por ha. É um número razoável se considerado o tamanho do estrago feito às lavouras.
O debate sobre preços é central para a cafeicultura. Por estarmos falando de uma cultura na qual os ciclos de altas e baixas cotações têm se alternado nos últimos anos, é evidente a preocupação dos cafeicultores em buscar formas mais efetivas de lidar com esse quadro. Para uma melhor compreensão da dinâmica dos preços na cafeicultura, determinados elementos devem ser levados em conta. Aqui trataremos especificamente do aspecto tecnológico, cuja importância tem crescido de forma determinante.