Mercado de Café: Altas Sustentadas e Pressão na Oferta Marcam o Cenário Internacional
O mercado de café encerrou a semana passada com mais um ciclo de fortes altas, tanto nas bolsas internacionais quanto no mercado físico brasileiro
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O mercado de café encerrou a semana passada com mais um ciclo de fortes altas, tanto nas bolsas internacionais quanto no mercado físico brasileiro
Abertura do tempo deixa cafeicultores e mercados ansiosos.
O Quênia passou a enfatizar seu café especial durante o simpósio do café, nos Estados Unidos.
Para o robusta, apesar de a colheita estar praticamente finalizada, os negócios também seguem limitados, apontou a instituição.
A empresa de pesquisa de mercado Packaged Facts afirma, entretanto, que emergentes expandem o alcance da categoria.
Ano de 2014 não deverá trazer aos envolvidos qualquer nova adrenalina mercadológica, acredita o consultor Marcus Magalhães
Setor foi o responsável por quase metade dos empregos formais gerados em junho. Algumas destas culturas, como o café de montanha e a laranja, que começaram a ser colhidas em maio, são intensivas em mão de obra.
As cotações do café arábica dispararam e fecharam com alta pela terceira sessão consecutiva na Bolsa de Nova York (ICE), sustentadas por coberturas de posições vendidas de fundos e pela oferta restrita do grão brasileiro. O contrato dezembro subiu 1.180 pontos (4,63%), para fechar em 266,8 cents por libra-peso.
A sequência de quedas no mercado cafeeiro se manteve nesta segunda-feira (16). As desvalorizaçãos foram principalmente sustentadas por vendas especulativas e pela perspectiva de aumento da produção no Vietnã. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 514,44, com desvalorização de R$ 15,40 segundo o indicador Cepea/Esalq.
As altas dos preços do café arábica continuam sendo sustentadas pelo cenário que oferta muito baixa do produto a nível mundial, enquanto a demanda segue aquecida. Diante disso, as cotações começaram a semana registrando valorizações tanto nos mercados futuros como no físico. Na bolsa de Nova York o vencimento março/11 teve valorização de 670 pontos, fechando a 258,65 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 497,76, com valorização de R$ 8,02, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a variação acumula alta de R$ 36,86/saca.
As cotações do café arábica devem permanecer firmes, perto dos US$ 3 por libra-peso na Bolsa de Nova York (ICE). A forte demanda por café de alta qualidade, em especial nos mercados emergentes como China e Índia, deve continuar a sustentar os valores.
Após interromper uma sequência de oito valorizações mensais e recuar em março, o índice de preços globais de alimentos da FAO permaneceu praticamente estável em abril. Segundo levantamento divulgado na quinta-feira pelo braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, o indicador fechou o mês passado em 232 pontos, ante os 231 de março e o recorde histórico de 237 pontos batido em fevereiro. Em relação a abril de 2010, a alta ainda chega a 36%.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês de outubro em 0,75% e ficou acima da taxa de 0,45% do mês anterior em 0,30 ponto percentual. Com esse resultado, o acumulado do ano está em 4,38%, acima dos 3,50% referentes a igual período de 2009. No grupo Alimentação e Bebidas a alta foi mais intensa do que no mês anterior, passando de 1,08% em setembro para 1,89% em outubro - maior taxa desde junho de 2008, quando o grupo teve variação de 2,11%.
A presença do café do Peru nos mercados internacionais vem obtendo um lugar preferencial, principalmente na Alemanha, para onde se destinou 40,4% das exportações por um total de US$ 164 milhões no período de janeiro-agosto de 2010, informou a Oficina de Estudos Econômicos e Estatísticos (OEEE) do Ministério da Agricultura do país.
Os preços do café arábica encerraram essa segunda-feira praticamente estáveis no mercado futuro e físico. Em Nova York, o primeiro vencimento, maio/10, teve queda de 10 pontos, fechando a 129,00 centavos de dólar por libra-peso. O mercado físico segue com poucos negócios. A saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 279,03, com valorização de 0,31%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Arábica e canéfora renovam máximas reais com oferta global ajustada, perdas climáticas no Brasil e incertezas no Vietnã
Preços do café arábica sobem nesta quarta-feira (20), apresentando a segunda forte alta da semana na ICE Futures U.S. BM&FBovespa e mercado físico. Em Nova York, o primeiro vencimento dezembro/10, teve forte valorização de 585 pontos, fechando a 196,75 centavos de dólar por libra-peso. No mercado físico a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 334,46, com forte valorização de R$ 3,75, segundo o indicador Cepea/Esalq. No acumulado do mês a valorização é de R$ 14,16/saca. As altas foram sustentadas pela possível limitação de oferta global do produto devido a adversidades de clima em principais países produtores.
Consultor da Safras Consultoria afirma que o mercado físico ate o momento perdeu pouca liquidez, nada fora do normal para o período
Mudas de café formadas em badejas apresentam vantagens técnicas e econômicas, com facilidades na sua formação e no plantio das mudas no campo
No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o arábica subiu 1,75%, para R$ 406,40 a saca.
A confirmação das perdas provocadas pela estiagem na produção do café estimulou os negócios envolvendo o grão ao longo de março e alavancou os preços no país. Em março, a saca de 60 quilos foi comercializada, em média, a R$ 436 no Estado, valor que ficou 17,43% superior ao praticado em fevereiro.
As cotações do café arábica registraram leve alta nesta terça-feira (21), contudo acumulam desvalorizações no período de um mês. Desde meados de maio as cotações vem registrando consecutivas baixas mesmo com demanda aquecida, estoques apertados e oferta ainda restrita, mesmo com a colheita no Brasil começando. O que tem influenciado o mercado negativamente é principalmente a crise financeira na Europa. Produtores brasileiros têm segurado as vendas à espera de novas altas.
A onda de protestos no Oriente Médio e no norte da África colocou os países da região em um ambiente de profunda instabilidade política e ameaça gerar uma crise econômica num dos mercados mais promissores para empresas do Brasil.
O mercado de café encerrou a sexta-feira (18) com novas valorizações tanto nos mercados futuros como no físico, em função do cenário de baixíssima oferta de café e demanda aquecida, além de não haver perspectiva para aumento dessa oferta no curto e médio prazo. Na bolsa de Nova York o vencimento março/11 teve valorização de 430 pontos, fechando a 271,65 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 513,03, com valorização de R$ 7,70, segundo o indicador Cepea/Esalq.