Etiópia constrói museu do café para ajudar a promover seus cafés
Cafés como Harrar, Sidamo e Yirgacheffee, as três marcas registradas dos cafés mais finos da Etiópia, se originaram no local.
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Cafés como Harrar, Sidamo e Yirgacheffee, as três marcas registradas dos cafés mais finos da Etiópia, se originaram no local.
A Etiópia ganhou os direitos de registro de sua marca de café Sidamo nos Estados Unidos, informou o serviço de propriedade intelectual do país na última quarta-feira. O maior produtor de café da África teve um conflito prolongado com a Starbucks Corp. no ano passado referente ao uso de nome nos EUA. O conflito terminou em novembro. "A Etiópia foi forçada a esperar por anos para conseguir o certificado, mas agora, o Serviço de Registro de Marcas e Patentes dos EUA confirmou que a Etiópia é a única proprietária da marca registrada de café Sidamo", disse o Serviço de Propriedade Intelectual Etíope (EIPO).
Os produtores de café da Etiópia poderão negociar sua produção na Ethiopian Commodity Exchange, informa a BBC em seu site. A Etiópia é o maior produtor de café da África. De acordo com informações da rede britânica, a bolsa substitui o sistema mais informal de vendas por meio de intermediários. Desta forma, os produtores locais poderão ter acesso direto aos preços que são praticados no mercado.
O café ocupa uma posição importante na economia da África, sendo a segunda maior fonte de receita para muitos países, atrás apenas do petróleo bruto
A Etiópia ganhou os direitos de registro de marcas para seus nomes de cafés Harar e Sidamo. No começo deste ano, o país africano passou por um prolongado conflito com a Starbucks Corp. referente ao uso dos dois nomes de seu café nos Estados Unidos.
Os preços do café premium da Etiópia subiram de 8,9% a 16% nos 30 dias até 7 de fevereiro, à medida que as exportações mais que dobraram, para 12,722 mil toneladas, informou o Ministério da Agricultura do país. O preço do café Harar, classe cinco, aumentou 16%, para US$ 4.231,38 a tonelada durante o período, que corresponde ao quinto mês do calendário etíope. O preço do café Yirgacheffe, classe dois, cresceu 15%, para US$ 4.632,08 a tonelada, e o do Sidamo, classe dois, subiu 8,9%, para US$ 3.536,64 por tonelada.
Representantes das embaixadas da Etiópia nos Estados Unidos e Canadá assinaram um acordo, em Ontário, de registro de marcas de café com a empresa Planet Bean Coffee. A Planet Bean será a primeira companhia canadense de café a assinar um novo acordo com o Governo etíope permitindo que a torrefadora use suas marcas registradas (Sidamo, Harar e Yirgacheffe).
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O Serviço de Propriedade Intelectual da Etiópia disse que produtores e executivos não se beneficiam muito devido ao fraco desempenho das marcas de vários tipos de cafés finos do país.
O crescimento do consumo doméstico de café e os varejistas locais poderão revitalizar o setor de café da África e superar seus problemas perenes, disse o Ecobank.
A Etiópia é o berço da cafeicultura mundial, centro de origem do café arábica e foi o primeiro país a exportar café. Mesmo a palavra café deriva do nome da região etíope de Kaffa. Atualmente disputa com a Índia o posto de quinto maior produtor mundial e é maior produtor do continente africano, com produção anual na casa das 5 milhões de sacas de café, todas de arábica. Considerando-se apenas essa espécie, o país é terceiro maior produtor mundial.
A Starbucks Corp., dos Estados Unidos, e o governo da Etiópia disseram na quarta-feira que trabalharão juntos para promover três cafés especialmente estimados da nação africana pelo acordo que apóia a tentativa do país de ganhar marcas registradas, acreditando no benefício que isto trará aos produtores.
A maior rede de cafés do mundo, Starbucks, está presa numa disputa de registro de marcas com a Etiópia, um dos países mais pobres do mundo, que fornece o grão para ela e outras empresas estrangeiras.
A Starbucks, ícone da cultura americana do café, defendeu, fortemente, sua práticas comerciais com fazendeiros pobres ao redor do mundo, após a acusação de bloquear o registro de marcas no mercado americano, pretendida por cafeicultores da Etiópia.
A Bolsa de Mercadorias da Etiópia planeja comercializar café através de um novo sistema eletrônico, começando no próximo mês, informou a Bolsa na segunda-feira. "O comércio de café será conduzido à tarde, começando em outubro, a fim de conectar-se com o mercado de Nova York", disse o diretor da Bolsa de Mercadorias Etíope (ECX), Eleni Gebremedhin.
O maior produtor de café da África, a Etiópia, obteve ganhos de US$ 525,2 milhões com exportações do grão em 2007/08, menos do que os US$ 540,2 milhões esperados, informou o oficial do Ministério do Comércio do país, Girma Gelelcha. A produção anual de café da Etiópia é de cerca de 330 mil toneladas, a maioria consumida localmente.
A Starbucks Corp., maior rede de cafeterias do mundo, espera cumprir sua meta de dobrar as compras de café da África até o final deste ano, informou o gerente geral da companhia, Peter Torrebiarte. De acordo com dados da companhia, as compras de café da África foram responsáveis por 6% das 2,22 milhões de sacas de 60 quilos que a companhia comprou em 2006. A Starbucks quer começar comprando 12% de seu café da África até o final do ano, disse Torrebiarte. Ele disse também que a meta é continuar comprando café de alta qualidade e estabilizar o setor cafeeiro dos países africanos.
Após meses de negociações e uma campanha de pressão da organização humanitária Oxfam, a Starbucks e as autoridades etíopes chegaram a um acordo sobre concessão de licenças, distribuição e comercialização.
Apesar da recente disputa com a gigante do setor de café dos Estados Unidos, Starbucks, a Etiópia está confiante que pode ganhar marcas registradas de seus cafés nos EUA, uma medida que o país africano acredita que aumentará os rendimentos dos produtores.
A Starbucks está planejando dobrar as compras de café da África nos próximos dois anos e aumentar o crédito aos produtores na região para melhorar a qualidade dos grãos.
Alguns detalhes sobre a operação da rede de cafeterias Starbucks no Brasil acabam de ser revelados. Há planos, a curto prazo, para abertura de mais lojas além das duas iniciais, foi criado um <i>blend</i> com cafés brasileiros e feitas adaptações no cardápio e nos preços.
A Oxfam, prestigiada organização não-governamental inglesa, está acusando a Starbucks de bloquear a estratégia do governo da Etiópia para aumentar as receitas com o café local.