Natureza econômica dos detestáveis cafés
Por Celso Luis Rodrigues Vegro, engenheiro agrônomo e pesquisador científico do IEA.
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Por Celso Luis Rodrigues Vegro, engenheiro agrônomo e pesquisador científico do IEA.
O mercado de cafeterias do Reino Unido cresceu e atingiu um faturamento recorde em 2010. Muitos analistas tinham previsto que o setor sofreria com a crise econômico-financeira porque os consumidores reduziriam gastos com itens considerados supérfluos. Mas uma pesquisa feita pela Allegra Strategies mostrou que os apreciadores da bebida na verdade elevaram suas visitas às coffee shops em 2010.
Com a crise, as vendas de produtos alimentícios estão em situação melhor do que outros produtos. Isso não quer dizer, entretanto, que o consumo de café não será afetado, mas pode significar, de acordo com Andrea Illy, certa redução da procura por cafés especiais, ao passo que deve haver substituição de marcas mais sofisticadas por outras de menor prestígio. "Essa tendência deverá fazer com que aumente a porcentagem de robusta nos blends", afirmou.
O leitor do CaféPoint e trader Marcelo Brussi, enviou um comentário ao artigo " Cotações registram quedas mesmo com cenário favorável", comentando que com a alta registrada no final de 2010 e começo de 2011, os torrefadores australianos estão substituindo o café brasileiro por outros cafés de outros países. Acesse e leia a carta na íntegra.
Para oferecer ao cliente final uma bebida de qualidade e às cafeterias as melhores opções de torra do café, a Leogap, empresa líder no mercado brasileiro na fabricação de equipamentos para torrefação e moagem de café, lança o torrador Probatone 25, com capacidade de 25 kg/torra e uma produção de 75 até 100 kg/hora.
O lote campeão é do produtor Cláudio Carneiro Pinto, da grota São Pedro, em Carmo de Minas (MG). Das 47 amostras inscritas na fase internacional, 31 ganharam, por sua elevada qualidade, o direito de disputar o leilão do Cup of Excellence, em 18 de janeiro de 2011.
O Júri Nacional, com a auditoria da BCS Öko-Garantie - Brasil, concluiu os trabalhos de classificação dos cafés que irão à fase internacional do 11º Concurso de Qualidade Cafés do Brasil - Cup of Excellence 2010. Foram selecionadas, com base em tipo, cor, aspecto, umidade, defeitos e principalmente qualidade de bebida, 47 amostras que tiveram nota superior a 84 pontos (escala de 0 a 100) na tabela de classificação do Cup of Excellence.
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A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), por meio do projeto setorial de promoção de exportações realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), está participando da 13ª SIAL China - <i>The Asian Food Marketplace</i>, uma das maiores feiras asiáticas de alimentos e bebidas.
O lote de 22 sacas da Fazenda Rainha vencedor da 12ª Edição do Concurso <i>Cup of Excellence</i>, que é realizado pela BSCA para premiar o melhor café do País, foi arrematado pelo valor que corresponde a US$ 3.055,57 a saca de 60 kg.
A percepção das redes de cafeteria, bem como a de representantes da cadeia produtiva e especialistas no setor do café é uma só: a segunda bebida mais tomada no mundo passa por um momento de qualificação no consumo e tende a níveis superiores de apreciação no Brasil.
Com a aceleração do processo profissional do espresso na Itália a partir da década de 1940 houve uma revitalização das cafeterias que, hoje na sua moderna apresentação, crescem exponencialmente em todo o Mundo. O binômio espresso-cafeterias criou a figura do barista, profissional capacitado para preparação e decoração da bebida a ser servida, hoje muito requisitado com o aumento do consumo fora do lar.
O consumo mundial de café poderá chegar a 140 milhões de sacas em 4 a 5 anos. A avaliação foi feita pelo diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Nestor Osório, em palestra durante a abertura do 16º Encontro Nacional da Indústria do Café (Encafé), que iniciou na noite desta quarta-feira, 19, no resort Enotel, em Porto de Galinhas/Pernambuco.
A procura por produtos responsáveis, já estimulou muitos torrefadores à investir em produtos orgânicos e oferecer diversas opções de cafés certificados como, por exemplo, o Rainforest Alliance e o Comércio Justo. Na Grã-Bretanha, por exemplo, o McDonald´s oferece café certificado Rainforest Alliance, desde Janeiro de 2006, o que lhe proporcionou um aumento nas vendas de 15% em comparação ao ano anterior. A partir deste ano, as lojas da Alemanha também seguirão este exemplo. A Tchibo, grande torrefadora Alemanhã também tem comercializado cafés com o selo Rainforest Alliance (como a marca "Frische Ernte" da Colômbia, por exemplo).
Trabalho realizado pela consultoria Schneider & Associados e encomendada pela Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional, mostra o Comércio Justo cresce em torno de 20% ao ano no mundo. Um dos principais produtos comercializados que levam o selo de certificação da entidade internacional FLO (Fair Trade Labelling Organization International) é o café, com 26,9% e grande potencial para liderar a lista de preferências.
Qual a bebida mais consumida na Alemanha? Ao ouvir essa pergunta, provavelmente a grande maioria dos brasileiros responderia: cerveja.