Tecnologia aproveita água residuária do processamento do café
Consórcio Pesquisa Café apresenta a tecnologia, que possibilita devolver ao solo parte dos nutrientes utilizados pelas plantas de café.
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Consórcio Pesquisa Café apresenta a tecnologia, que possibilita devolver ao solo parte dos nutrientes utilizados pelas plantas de café.
A água residuária do descascador de café - máquina utilizada para retirar a casca e a mucilagem (polpa) do grão e agregar valor ao produto durante a pós-colheita - pode ser aproveitada para enriquecimento dos solos. Isso foi o que constatou um estudo desenvolvido pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
O desafio é encontrar soluções tecnológicas que aliem baixo custo de implantação com eficiência no tratamento e reutilização dos resíduos sólidos e líquidos, decorrente do processamento do café. Sammy Fernandes Soares, pesquisador da Embrapa Café/Epamig, salienta que o mais importante é minimizar a quantidade de água gerada no processamento, além de não desperdiçá-la, visto que contém nutrientes que podem ser aproveitados pelas plantas.
Sistema de baixo custo e fácil instalação é capaz de reaproveitar 40% do líquido utilizado na lavagem dos grãos.
Será realizado em Guaxupé-MG, no dia 28 de junho, treinamento sobre o Reúso e Aproveitamento Agrícola da Água Residuária durante o Workshop de Desenvolvimento Técnico da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé - Cooxupé, a maior cooperativa de café do Brasil. A capacitação será voltada para o corpo técnico da cooperativa e ministrada por instituições integrantes do Consórcio Pesquisa Café: Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais - Epamig, Embrapa Café e Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural - Incaper.
Pesquisador responsável fala sobre obtenção de qualidade do café a baixo custo e fácil implantação.
Sistema de Limpeza de Águas Residuárias é constituído de caixas e peneiras que associam os processos de decantação e peneiramento.
Para Aymbiré Fonseca, pesquisador da Embrapa Café, que desenvolve pesquisas em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural - Incaper, é preciso despertar o agricultor para que ele perceba as vantagens de produzir e vender um café de melhor qualidade. "Apenas pelo fato de colher o fruto maduro em vez de colher o fruto verde, em média, o cafeicultor ganha 26% a mais de grãos de café por exemplo".
Soluções visam sustentabilidade da cafeicultura no uso de água.
Com cerca de 150 profissionais, o corpo técnico da Cooxupé é constantemente atualizado para levar até os 12 mil cooperados da maior cooperativa de café do mundo, as mais recentes tecnologias e ações no campo. Na última semana, entre 25 e 28 de junho, a equipe se reuniu em Guaxupé, Sul de Minas Gerais, sede da cooperativa, para debater algumas dessas novas técnicas que auxiliam, principalmente, em uma lavoura mais sustentável, diminuindo o impacto ambiental e promovendo a qualidade de vida no campo.
A água utilizada na lavagem e no descascamento dos frutos de café pode ser reutilizada nessas operações, possibilitando uma economia de 40%. Para possibilitar esse reaproveitamento é preciso remover parte dos resíduos que essa água contém, o que pode ser feito pelo Sistema de Limpeza de Águas Residuárias (SLAR), desenvolvido por meio de uma parceria entre a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Embrapa Café e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), instituições fundadoras do Consórcio Pesquisa Café.
Em exaltação ao Dia Mundial da Água, comemorado neste dia 22/03, cooperativa divulga seus diversos projetos que ajudam o cooperado a entender a importância do uso consciente da água na produção agrícola.
Evento ocorre em Manhuaçu/MG até sexta-feira (22/03) e conta com participação de instituições do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Com foco no mercado, na comercialização e na valorização do café, as atividades desta edição do Simpósio sobre Cafeicultura de Montanha vão discutir medidas que possam contribuir para a exportação do café das matas de Minas.
A água utilizada para lavar o café colhido nas propriedades mineiras pode ser reaproveitada e ainda servir para a irrigação do próprio cafezal e de outras culturas. O líquido resultante da lavagem contém diversos elementos importantes para o desenvolvimento das plantas, e sua utilização substitui em parte a compra de adubo importado. Os produtores poderão ter acesso a esses benefícios por meio de um sistema que está sendo desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).
"Produção de Café Cereja Descascado - Equipamentos e Custo de Processamento" é o tema do Comunicado Técnico nº 4 lançado pela Embrapa Café, coordenadora do programa de pesquisa do Consórcio Pesquisa Café. O Comunicado Técnico apresenta as vantagens do emprego de equipamentos e tecnologias necessárias à produção do café cereja descascado, tais como máquinas de pré-limpeza, lavadores, descascadores, Sistema de Limpeza da Água Residuária - SLAR, secagem/armazenagem, entre outros.
Com a busca por práticas responsáveis na produção de alimentos, uso de máquinas no pós-colheita pode ser uma solução para tornar processo mais sustentável
Evento reuniu 60 cafeicultores para aprender mais sobre práticas agrícolas no manejo da lavoura cafeeira
Os novos equipamentos possuem opções para pequenos produtores. Saiba os detalhes.
Modelo foi desenvolvido pelo Instituto Federal do Sul de Minas - campus de Machado, com a função de descascar o café cereja sem o uso de água.
Tecnologia de remoção de resíduos para recirculação da água do processamento de café desenvolvida pelo Consórcio Pesquisa Café (Embrapa Café, Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural - Incaper e pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais - Epamig) denominada Sistema de Limpeza de Águas Residuárias - SLAR é opção disponível para os cafeicultores de todos os portes para processamento de café com qualidade, sustentabilidade e, em especial, com economia de água.
O projeto privilegia a transferência de um conjunto de tecnologias de pós-colheita desenvolvidas no âmbito do Consórcio, de baixo custo e voltadas principalmente para a agricultura familiar para constituir infraestrutura mínima para produção de café com qualidade. São elas: abanadora manual, lavador portátil, terreiro secador híbrido, Sistema de Limpeza de Águas Residuárias ? Slar e silo secador.
A Cooxupé está presente em 224 municípios no Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Norte de São Paulo. Para transferência de tecnologias, mantém parcerias com a Embrapa, Epamig, IAC, Inpe, Procafé, USP, Ufla e Unicamp
O cuidado dispensado durante toda a fase de pós-colheita do café é um dos grandes diferenciais para a obtenção de um produto de qualidade. E, nesse processo, a forma de lavagem dos grãos e de uso e reúso da água vai influenciar também na sustentabilidade da produção e do meio ambiente.