Seminário do Café 2014 ocorre no Cerrado Mineiro
Programação tem feira de negócios, painéis, palestras e encontro das mulheres do café da região.
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Programação tem feira de negócios, painéis, palestras e encontro das mulheres do café da região.
O leitor do CaféPoint Alemar Braga Rena, de Viçosa/MG, enviou um comentário respondendo a dúvida do leitor Ricardo Ferreira sobre abortamento de flores em sua lavoura. Acesse e leia a carta na íntegra.
Em plantios adensados de café, os teores de nutrientes no solo aumentam gradativamente, devido ao processo de ciclagem, à menor adsorção de P no solo e à maior retenção de nutrientes que eventualmente seriam perdidos do sistema, seja por erosão, seja por lixiviação. Esse fato é de extrema relevância, uma vez que as doses de nutrientes são recomendadas levando em consideração os teores presentes no solo, além da produtividade esperada.
O café se constitui numa espécie na qual todas as plantas individuais de uma certa extensão geográfica florescem simultaneamente. Todavia, acontecem várias floradas, desde algumas poucas nas regiões cafeeiras das latitudes médias, com época seca e fria bem definidas, até várias ao longo do ano, nas regiões equatoriais chuvosas.
As expectativas e impactos nas safras de café de 2014, 2015 e 2016, devido à estiagem e às altas temperaturas, serão temas debatidos nesta sexta-feira, 28 de fevereiro, às 14h, no auditório da Cooxupé, em Guaxupé/MG. Ministrada pelo agrônomo e autor de diversos estudos no Brasil e no exterior, Alemar Braga Rena, a palestra, que também estará aberta para debate, deve trazer uma importante análise do futuro do café para cooperados e produtores da região.
Dado a grave anomalia climática atual (Janeiro/Fevereiro/Março de 2014), que ocorre em quase a totalidade das regiões produtores de café arábica no Brasil, é necessário esclarecer tanto seus efeitos na próxima colheita, que se inicia em meados de abril, como também seus efeitos na safra 2015/16.
No dia 28 de fevereiro, a Cooxupé realizará uma palestra e debate sobre impactos da estiagem e altas temperaturas na safra de café 2014. A palestra ocorrerá no auditório Cooxupé, às 14h, e o palestrante será o engenheiro agrônomo Alemar Braga Rena, professor titular aposentado da Universidade federal de Voçosa (UFV).
Amostras, enviadas das principais regiões produtoras de café arábica do país, foram analisadas pela Experimental Agrícola do Brasil e pela Comissão Julgadora
Com relação à notícia das floradas tardias, publicada no último 13/3, escrevi um pequeno, expondo minha opinião. Coincidentemente, ou não tão coincidentemente assim, recebi, através do CaféPoint, a consulta do produtor Bruno Favaro Beggiato, de Varginha/MG, que contava da falta de chuvas e da elevação nas temperaturas, desde o carnaval.
O processo de floração do cafeeiro, desde sua "iniciação" até a "antese", é ainda um mistério que envolve modificações bioquímicas, morfológicas e fisiológicas. Com base nele, vamos analisar a "frustração da florada de 2006", fenômeno que tem deixado a maioria dos cafeicultores a ver navios nas principais regiões produtoras do Brasil, inclusive eu.
A estiagem atípica e as altas temperaturas registradas nas principais áreas produtoras de café de Minas Gerais e demais regiões do país, ao longo do primeiro trimestre, podem acarretar perdas entre 15% e 25% da produção estimada para 2014, que seria próxima de 55 milhões de sacas de 60 quilos no país, sendo Minas Gerais responsável por cerca de 50% do volume
Nem ao menos as totalidades das floradas nos cafeeiros se abriram e nos perguntamos sobre perspectivas de produção de cafés arábica para o ano safra de 2015/2016. Por Marco Antonio Jacob.
Estamos começando a quantificar os efeitos da catástrofe climática que se abateu sobre o parque cafeeiro de cafés arábicas brasileiro. Pelo cheiro da fumaça, a perda para o biênio 2014 e 2015, será na ordem de 20 milhões de sacas.
Agência internacional divulga que produção de café brasileira pode cair 18%
Infelizmente não é utopia, desde que não haja mais intempéries climáticas, projetar as perdas acumuladas no biênio de 2014 e 2015 em 16,56 milhões de sacas, exclusivamente nos cafés arábicas.
Diante das altas volatilidades dos últimos 60 dias, que correspondem a US$ 53,00 por saca, é necessário relembrarmos o que ocorria nos cenários do mercado de café antes da anomalia climática ocorrida no primeiro trimestre de 2014.
O avanço da mecanização da colheita na cafeicultura brasileira tem sido aspecto de maior destaque no rol de tecnologias e inovações que são aplicadas aos sistemas de produção. Fatores como o encarecimento do emprego de mão de obra braçal nas lavouras, refletindo a política pública de recuperar o poder de compra do salário mínimo, induzem os cafeicultores à busca de alternativas para baratear as etapas do manejo em que é intensa a alocação de mão de obra, especialmente, na colheita.
A seca de ramos resultante de efeitos nutricionais é mais comum em lavouras novas, na faixa de dois a cinco anos de idade. Adubações desequilibradas promovem um maior desenvolvimento da folhagem em detrimento do desenvolvimento do sistema radicular do cafeeiro, o que pode predispor as plantas à seca de ramos nos anos de alta produção. No cafeeiro, dependendo do genótipo, do ambiente e do estágio de desenvolvimento da planta, existem frações específicas de compostos orgânicos que são dirigidas às raízes e à parte aérea da planta, de forma a manter uma razão sustentável de crescimento das raízes e da copa do cafeeiro, para não haver limitações na contribuição mútua de substâncias essenciais.
Considerando a aplicação de micronutrientes como essencial para obtenção ou manutenção de elevadas produtividades na cafeicultura, cabe-nos discutir as fontes e as formas de aplicação desses nutrientes. Tentaremos abordar o assunto da forma mais prática possível.
Quando comecei a produzir café, em 1980, um engenheiro amigo e bem sucedido na construção civil, não conseguia entender como eu estava numa atividade que não permitia prever, com precisão, o quanto ia produzir (sujeito a ventos e trovoadas) e quanto valeria o produto no momento da venda; portanto, não podia nem imaginar o custo/benefício do empreendimento, leia-se, lucro. Assim, gostaria de saber do José Eduardo como "planejar antecipadamente o custo de produção, em função do preço de venda, bem como estabelecer a margem de lucro". O cafeicultor teria que combinar com o fornecedor de insumos, com a chuva, com o granizo, com os ventos, com as pragas e as doenças, com os "abutres de plantão" que procuram controlar os preços - em geral com êxito - e muitas outras variáveis independentes. Os mais esclarecidos procuram trabalhar assim, mas prever o futuro é quase impossível, especialmente em se tratando de agricultura, não é?
Na Zona da Mata mineira, na maioria dos municípios não chove a mais de três meses. As lavouras estão um bagaço, com intensas secas de ponteiros e queda de folhas. Como a temperatura foi mais alta do que o normal, mas não tanto quanto o ano passado, a diferenciação floral foi precoce e muito abundante.
Nos últimos anos, a seca de ramos tem se tornado um problema comum em lavouras de diversas regiões do país, o que vem chamando a atenção de muitos produtores e pesquisadores sobre causas e as principais medidas para evitar este problema.
Há dois dias estou pensando em comentar esta comunicação do IBGE. Tive que esfriar a cabeça primeiro. Eles são piores do que os "abutres de plantão", aos quais me refiro sempre quando estou com nojo de alguns seres humanos, porque esses são "brasileiros e oficiais". Pode ser que estejam atuando de boa fé, o que lhes seria permitido alguma misericórdia, mas de qualquer forma com uma ignorância infinita sobre a realidade da cafeicultura brasileira.
Fiz várias simulações, e, nos últimos anos, colegas, médios e grandes produtores, estão levando ampla vantagem financeira com cafés naturais, em geral de bebida dura pra melhor. Alguém poderá argumentar que essas são excessões. Bem, somos minoria, é bem verdade! Mas estamos indicando que com o mínimo de tecnologia e competência, independentemente do tamanho, pode-se ganhar dinheiro com café, mesmo com a malandragem dos que não plantam, mas trabalham com este produto.