O fim das certificações
A cafeicultura brasileira passou por um boom de tecnologia, inovação, qualidade e sustentabilidade nos últimos 10 anos
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A cafeicultura brasileira passou por um boom de tecnologia, inovação, qualidade e sustentabilidade nos últimos 10 anos
Tradicional exportador de café verde em grão, o Brasil vê aumentar a demanda pelos grãos "diferenciados", que incluem os cafés especiais, orgânicos e certificados. Os preços médios dessa matéria-prima são maiores até que os valores médios dos produtos industrializados (torrado e moído e solúvel) vendidos ao exterior. É o que aponta o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
A valorização foi em média de 31% em comparação com o mês de fevereiro de 2020. Analisando cada tipo em separado, as altas são de 33% para o café "duro", 24% para o café "rio" e de 36% para o canéfora (conilon)
Os cafeicultores de Minas Gerais estão aprendendo a conhecer melhor as características do produto que cultivam nas propriedades do Estado. Cerca de 100 produtores da Zona da Mata já participaram do curso de "Noções de Classificação e Degustação de Café". Com o conhecimento adquirido, eles podem obter um melhor preço na hora de negociar o café no mercado. O curso é promovido pela Secretaria de Agricultura de Minas Gerais e Emater-MG, em parceria com o Centro de Excelência do Café das Matas de Minas.
Apesar do momento favorável para cafeicultura no Brasil, o Estado do Paraná diminui a cada ano a área plantada. Os produtores estão desestimulados com o preço do café na região. E quem quiser continuar na atividade vai ter que repensar os custos e a qualidade da produção.
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, ficou insatisfeito com o novo preço mínimo para o café, determinado na última quinta-feira (30/04) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). "O preço deveria ser ligeiramente superior a esse que foi estabelecido, deveria estar em torno de R$ 280,00 (a saca de 60 quilos)", afirmou.
A primeira safra certificada com o selo comércio justo rendeu ao cafeicultor Rafael de Paiva, 20% a mais. Neste mês, os grãos cultivados por Paiva estarão na marca comercial de café vendida pela Sam´s Club, a rede de atacado da Wal-Mart. Outras redes, como Dunkin´ Donuts, McDonald´s e Starbucks, já vendem alguns cafés do selo comércio justo. Os agricultores do comércio justo no Brasil recebem pelo menos R$ 4,68 por quilo de café, comparado com a taxa atual de mercado de cerca de R$ 3,80 por quilo, segundo o presidente da Café Bom Dia, Sydney Marques de Paiva.
Minas Gerais, o maior Estado produtor de café do país, tem atualmente três regiões com certificado de origem: Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Mantiqueira de Minas. Outras duas estão em estágio de estruturação, que são a Região dos Cafés Vulcânicos e a Chapada de Minas
O Bureau de Inteligência Competitiva do Café lança novo volume da série 'Potenciais Concorrentes do Café Brasileiro'. O objetivo do trabalho segundo os pesquisadores é ressaltar os pontos fortes e fracos dos países produtores, bem como as ações das instituições privadas e dos governos desses países, que definirão o futuro do setor. A edição deste mês é sobre o Peru. Confira!
Luiz Carlos Bastianello, presidente da maior cooperativa de conilon do país, comemora os resultados de um clima bom na produção do grão no Espírito Santo e espera superar recorde de 16 milhões de sacas para a safra
O aumento do poder aquisitivo e a exigência dos consumidores por produtos de maior qualidade têm impulsionado o consumo de cafés com sabor e aroma mais sofisticados, chamados gourmet e especial. Produtores mineiros dedicam áreas maiores de seus cafezais tradicionais ao plantio de café especial, e o grande atrativo é o preço da saca de 60 quilos, até 30% superior ao do produto comum.
Cafeicultores de todas as regiões do Espírito Santo enviaram amostras para participar do concurso. Ao todo, foram avaliadas 400 amostras de 40 municípios capixabas, organizadas nas categorias 'Conilon Natural' e 'Cereja Descascado'.
Encontro reúne especialistas e produtores para discutirem perspectivas de mercado, tendências de comportamento e consumo, e valorização das origens controladas
Rodrigo Costa analisou como as vendas dos grãos se comportaram na semana passada e a expectativa da próxima safra
Rodrigo Costa afirma que na feira em Berlim, Alemanha, os visitantes estavam entusiasmados e os consumidores interessados em experimentar sabores únicos, buscando um produto sustentável
A perspectiva de redução na safra de café deste ano em Minas Gerais, em função da estiagem prolongada que atingiu o Estado nos três primeiros meses do ano, poderá ser compensada pela valorização da cotação do grão - atualmente, a saca do produto padrão de mercado está valendo cerca de R$ 500.
Francisco Sérgio não acredita que os efeitos da bienalidade estejam diminuídos, ele atribui isso a uma questão momentânea. Reforça ainda que, com os baixos preços do café, é natural que o produtor reduza os investimentos nas lavouras, afetando os tratos culturais.
Em estudo divulgado nesta quinta-feira (01), a ONG Avoided Deforestation Partners calcula que o Brasil poderia ter aumento em sua receita bruta de R$260 bilhões a R$545 bilhões com a redução do desmatamento até 2030. Segundo o levantamento, esse incremento na receita viria da combinação de aumento da produção agrícola e financiamentos de proteção florestal - o "valor" do desmatamento evitado é convertido em créditos que podem ser vendidos no mercado de carbono.
O campeão do 9º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo - Prêmio Aldir Alves Teixeira - foi o produtor João Antônio Garrote, de Itaí, associado à Associação dos Produtores de Café Descascado de Piraju e Região (Proced). O café campeão foi adquirido pela Octavio Café, que pagou R$ 7.100 a saca, mais de duas vezes acima do preço mínimo de abertura do leilão, que era R$ 3.080.
Enquanto a exata dimensão dos expressivos prejuízos causados pela seca aos cafezais de Minas Gerais ainda é incerta, um estudo do governo mineiro aponta para problemas de qualidade em boa parte do café arábica da principal região produtora do Estado, com índices de até 45 por cento de grãos chochos em algumas áreas.
É perfeitamente lógico que exista um diferencial de preços entre os cafés colhidos em cereja, preparados via despolpamento e os naturais brasileiros, colhidos por derriça e processados em terreiros, diante dos custos envolvidos. Do mesmo modo, há também uma diferença a considerar de cerca de US$ 4/5 por saca no custo do ex-dock do Brasil, superior aos demais, nada obviamente que se aproxime dos US$ 135.00 mencionados pela produção.
Representantes da cafeicultura mineira discutiram os prejuízos amargados pelos segmentos ligados à exportação, devido à valorização cambial no setor agrícola. Os produtores criticam o que classificam como uma "dura política econômica".
De acordo com minhas análises, os preços do café, em dólar, não ficarão muito diferentes dos atuais. Entretanto, para alguns cafeicultores, preços estabilizados nos patamares atuais significa prejuízo, pois a cafeicultura está mudando rapidamente e isso também está influenciando os preços. Qual será a solução dos cafeicultores com lavouras implantadas nos morros, que dependem de mão de obra para tudo?
Os cafeicultores do cerrado baiano acompanham a tendência nacional e mundial de retração econômica que deverá se refletir diretamente na produção e produtividade da próxima safra <br>no Estado. A estimativa da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé) é que, este ano, a produção estadual não deve passar de 2 milhões de sacas, dentre outros fatores, pela aplicação reduzida de fertilizantes, que tiveram aumento superior a 100% de uma safra para outra.