Vendas de café premium do Vietnã mantêm-se estáveis
Produtores no cinturão do café da região de Central Highland estão sendo afetados pelo amplo impacto da pior seca em três décadas.
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Produtores no cinturão do café da região de Central Highland estão sendo afetados pelo amplo impacto da pior seca em três décadas.
O café do tipo robusta "bateu" o arábica pela primeira vez em quatro anos, com os torrefadores usando mais do grão mais barato e os fazendeiros colhendo menos no Vietnã, principal produtor.
Os diferenciais de preço para o café brasileiro ficaram firmes novamente no mercado físico europeu nesta semana, com as preocupações de que o tempo adverso afete a colheita no maior país produtor mundial da commodity, disseram traders na última sexta-feira (13).
Os exportadores, torrefadores e comerciantes de café da Índia estão adiando seus planos de compra, à medida que os preços domésticos do grão estão 10% maiores do que o nível global. Depois de uma forte queda de 20% nos preços internacionais de café no mês passado, os cafeicultores indianos estão relutantes em vender seu produto na esperança de obter melhores preços no futuro.
As exportações de café do Vietnã deverão cair nesse mês em cerca de um quinto com relação ao ano anterior, à medida que os estoques da safra anterior estão diminuindo e as chuvas têm atrasado a nova colheita, disseram comerciantes.
As exportações colombianas de cafés especiais não deverão aumentar esse ano, mas sim, se manter estáveis, à medida que os compradores internacionais estão relutantes em comprar os grãos devido aos altos preços internacionais, disse a Federação de Café do país.
O primeiro ministro etíope, Meles Zanawi, ameaçou confiscar e vender os estoques de café das exportadoras que continuarem segurando o produto. Zanawi as acusou de acumulação. Alguns exportadores estavam relutantes em vender seus grãos por meio da nova Bolsa de Commodities eletrônica do país, que começou a comercializar o café em dezembro, disse Zanawi.
As condições de chuva que têm prevalecido na região leste de Uganda, principal produtora de café, estão impulsionando a formação de grãos e desenvolvimento para a colheita de 2009/10 (outubro-setembro), informou o chefe de comercialização e produção de café do Nucafe, David Muwonge.
Artigo escrito por Celso Luis Rodrigues Vegro, engenheiro agrônomo, mestre e pesquisador científico VI do Instituto de Economia Agrícola (IEA)
Cafeicultores brasileiros estão inadimplentes nos contratos pelo segundo ano consecutivo, de acordo com traders e advogados que representam o setor
Tempo seco castigou regiões produtoras do país
Os comerciantes também estão de olho no clima potencialmente tempestuoso nas próximas semanas.
Por muitos anos carro-chefe do mercado futuro agropecuário no Brasil, o café perde cada vez mais espaço na bolsa de São Paulo. A redução intensificou-se em 2011, quando o governo instituiu a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações com derivativos. A medida afugentou especuladores estrangeiros que, à época, detinham entre 35% e 40% das posições em aberto.
O prêmio que os compradores precisam pagar para obter café da Indonésia, o terceiro maior produtor mundial de grãos robusta, caiu 20% nessa semana, com os compradores "se assustando" com os altos preços, disse a Volcafe.
A Bolsa de Commodities da Etiópia (ECX, em inglês) elevou o limite de preço mínimo do café para permitir um ajuste aos menores preços do café no mercado de referência de Nova York. O preço do café arábica registrado na semana passada foi o menor em 16 meses, caindo para US$ 1,8620 por libra.
O Vietnã já colheu até 30% de sua colheita de café de 2011/2012, mas o comércio está lento, os preços domésticos estão de acordo com os futuros de Londres, enquanto os exportadores buscam preços de vendas acima das ofertas dos compradores estrangeiros.
De acordo com documentos enviados a jornais brasileiros pelo WikiLeaks, diplomatas americanos que assistiram ao declínio sofrido pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) nos últimos anos recomendaram ao governo dos Estados Unidos que continuasse acompanhando as suas ações com atenção.
O Escritório de Comércio Agrícola (ATO) do Departamento de Agricultura do Estados Unidos (USDA), em São Paulo, divulgou ontem, 20/11, relatório no qual estima a safra brasileira 2006/07 em 46,5 milhões de sacas de 60 quilos.