Consumo aumenta e preços alcançam maior alta de 14 meses, afirma OIC
Em seu relatório sobre o mês de junho, a Organização Internacional do Café reportou influência do clima e da valorização do real.
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Em seu relatório sobre o mês de junho, a Organização Internacional do Café reportou influência do clima e da valorização do real.
Evento traz especialistas para debater sobre como os cafezais estão reagindo frente ao comportamento do clima, diante de secas, geadas e déficit hídrico
"Chuva não será suficiente e o mercado está reagindo. Além disso, a valorização do real também na subida de hoje", avalia analista da Pharos Consultoria
Especialista analisa como os preços do café vem reagindo com poucas chuvas e uma notícia de recorde de exportação dos grãos brasileiros no mês de setembro
Os preços do café robusta estão reagindo no mercado brasileiro. O impulso vem da menor oferta de outros países produtores da variedade e da maior demanda por parte de algumas torrefadoras, que estão desabastecidas. Assim, após um longo<br>período de preços baixos, produtores de robusta estão otimistas com o atual cenário.
Os preços futuros do café voltaram a subir e atingiram o patamar mais alto em três meses na bolsa de Nova York ontem. Os contratos para entrega em dezembro, mais negociados, fecharam a US$ 2,7375 por libra-peso, um ganho de 215 pontos no dia.
Apesar da forte recuperação dos últimos dias, os preços internacionais do café dificilmente retornarão aos níveis observados em maio, quando superaram a barreira dos US$ 3 por libra-peso na bolsa de Nova York e se aproximaram de um novo recorde histórico. Apesar do equilíbrio apertado entre oferta e demanda, a entrada das safras de Brasil, Colômbia e países da América Central deve pesar sobre as cotações no segundo semestre.
A escalada das cotações do café, em particular dos grãos de melhor qualidade, tipo gourmet, tem permitido a recuperação da renda no campo, mas a indústria enfrenta dificuldade para repassar o aumento. "O momento é difícil e deve se estender por mais tempo, pois a elevação do preço do café é constante e persistente", informa o diretor Rodrigo Branco Peres, do Café do Centro, uma das principais torrefadoras de grãos gourmet do País.
O Banco Multisetorial de Investimentos (BMI) anunciou a disposição de US$ 50 milhões para apoiar a reativação do setor cafeeiro, que ocorrerá através da linha especial Avío Café, safra de 2011/12. O fundo busca atender de forma oportuna, antes da safra, as necessidades econômicas que apresentam os produtores que garantem a geração de empregos no país.
Os preços do café arábica encerraram essa quarta-feira (08) em alta nos mercados futuros e físico. Em Nova York, o primeiro vencimento, setembro/10, teve forte alta de 805 pontos, fechando a 193,10 centavos de dólar por libra-peso. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 334,43, com valorização de 0,30%, segundo o indicador Cepea/Esalq. O cenário do mercado de café permanece o mesmo: oferta de cafés de qualidade reduzida, estoques mundiais baixos e condições climáticas adversas atingindo os maiores países produtores, podendo afetar a próxima safra. Tais fatores tem feito com que o mercado acumule altas consecutivas.
O mercado permaneceu firme nesta quinta-feira (18), sustentado pela redução de oferta de cafés de qualidade que segue até a colheita da safra brasileira em dois meses. Em Nova York, os contratos do café arábica com vencimento em maio/10, apresentaram alta de 195 pontos, fechando a 135,55 centavos de dólar por libra-peso. A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em alta. Percebe-se que as valorizações desta quinta-feira (18) ocorreram mesmo diante da alta do dólar e queda de outras commodities, como o petróleo.
O CeCafé divulgou nesta segunda-feira (11) o balanço das exportações de 2009. De acordo com o balanço, as exportações brasileiras de café foram as melhores dos últimos quatro anos. O país comercializou um total de 30.308.863 sacas, o maior volume dos últimos quatro anos. Quanto à receita, o país alcançou US$ 4,27, uma queda de 10% em comparação a 2008.
Durante anúncio do resultado da safra 2009/2010, na quarta-feira (16), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Reinhold Stephanes afirmou que "o mercado sinaliza uma forte tendência de melhoria de preço do café nos próximos anos".
O mercado NY pode romper os 130 cts/lb e acabar escorregando até 125 cts/lb com fundos liquidando parte de suas posições mesmo que o dólar não se valorize. Muitos dizem que o movimento que vimos pode ser apenas de uma correção técnica e que o mercado voltará a subir. Porém, os sinais vindos do mercado físico nos fazem pensar que o a bolsa está mais vulnerável para cair.
O diretor-executivo da Organização Internacional de Café (OIC), Néstor Osorio, admitiu nesta sexta-feira que a crise global pode desacelerar o consumo de café. Até então, a avaliação era a de que os problemas econômicos não teriam efeito sobre o produto, protegido pelo fato de pesar pouco nos gastos dos consumidores.
A trajetória de alta percorrida pelas cotações das terras brasileiras agricultáveis foi invertida nos últimos dois meses de 2008. De acordo com levantamento da consultoria AgraFNP, a desvalorização média foi de 0,25%.
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