Fevereiro quente preocupa cafeicultores e pode impactar safra
Previsões para o mês indicam um cenário preocupante de precipitações abaixo da média e temperaturas elevadas
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Previsões para o mês indicam um cenário preocupante de precipitações abaixo da média e temperaturas elevadas
A Somar Meteorologia informa que o tempo quente e seco, que favorece o andamento da colheita, deve começar a mudar na próxima semana, com a chegada de uma frente fria no Sudeste entre os dias 29 e 30
Como é o seu sistema de secagem de café? Já ouviu falar na utilização de caldeiras de água como alternativa para os demais sistemas que contribuem mais para os problemas ambientais? Confira essa alternativa.
Por José Braz Matiello - engenheiro agrônomo da Fundação Procafé e V. Josino, Reginaldo Araujo e Cláudio Lara - técnicos da Agropec. São Thomé.
Estudos iniciais mostraram que induzir estresse hídrico melhora abertura da florada dos cafeeiros. Por José Braz Matiello - engenheiro agrônomo da Fundação Procafé e V. Josino, Reginaldo Araujo e Cláudio Lara - técnicos da Agropec. São Thomé.
O café é a partir de agora a bebida quente mais consumida na Austrália, ultrapassando o chá como primeira opção de bebidas consumidas em casa pelos australianos. À medida que a nação diversifica seu gosto e muda seus hábitos, torna-se legitimamente um país consumidor de café. Informações fazem parte de recente relatório divulgado por importante instituição de pesquisa do país.
Impacto da praga na lavoura, porém, é limitado
Depois de uma primeira quinzena de fevereiro mais seca e quente em todo o Estado de Minas Gerais, a chuva forte retorna.
"É muito provável que os cafezais entrem em estresse hídrico ao longo desse período, prejudicando o enchimento dos grãos, que deverão ficar mais leves e de menor tamanho nesta safra", informa o agrônomo e meteorologista da Somar, Marco Antonio dos Santos.
Especialista em fisiologia vegetal explica o funcionamento da planta em clima muito quente; produtores acreditam em mais perdas em 2025
Chuva forte e frequente acontecerá apenas a partir da segunda quinzena de outubro. Entretanto, antes disso, a partir de meados da primeira quinzena de setembro, já registraremos as primeiras pancadas isoladas ("chuva de manga"), típicas da próxima estação. O grande problema destas chuvas é que elas não são regulares. Nada impede, por exemplo, que por vota do dia 07 de setembro aconteça uma grande chuva e, depois, volte um período prolongado com tempo seco e quente. Este será o maior problema neste ano.
O outono de 2011 não será tão seco e quente quanto o de 2010. Volta e meia, uma ou duas vezes por mês, uma frente fria poderá trazer chuva à região produtora.
O outono e inverno de 2011 serão influenciados pelo fenômeno La Niña, porém um sistema cada vez mais enfraquecido. E o isto implicará? Implicará em um ano favorável à colheita, porém não tão seco e quente quando o de 2010.
Não há previsão de grandes acumulados, por enquanto. As simulações vêm mudando constantemente, fazendo com que o período considerado confiável para tomadas de decisão seja muito curto, não passando dos sete dias. A partir de hoje (11), retorna uma condição com tempo seco e quente, que persistirá até o Carnaval, pelo menos.
Estamos caminhando para um El Niño. E quando ele começar a "funcionar", as frentes frias estacionarão mais sobre a Região Sul, deixando o Sudeste com tempo seco, ensolarado e quente. Além disso, frentes frias poderão trazer chuvas à Bahia, fazendo com que o Sudeste tenha tempo seco e temperaturas amenas.
O período de tempo seco e quente preocupa. Ainda não choveu na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas a tendência é de chuva forte a partir de 11 de março. Até o dia 18, o acumulado poderá passar dos 90mm sobre a região.
A previsão é de chuvas abaixo da média de janeiro a março. Apesar de não registrarmos ausência total de chuvas, os períodos de tempo seco e quente na região de Feira de Santana serão muito longos.
Com a continuidade do El Niño, por enquanto não dá para esperar por muita chuva no decorrer de 2010. Os meses mais secos do ano, justamente entre maio e setembro, deverão ser ainda mais secos que o normal e com temperaturas bastante elevadas.
A colheita do café está no pico no sul de Minas Gerais, os agricultores e apanhadores trabalham a todo vapor. A movimentação também é intensa nos terreiros, secadores e beneficiadores de café. A safra deste ano, que já seria menor por causa da bienalidade, sofreu com o longo período de seca no ano passado, o que não favoreceu as floradas e baixou o rendimento das lavouras. O reflexo dessa falta de chuva pode ser percebido agora na colheita.
As chuvas devem chegar no período normal nas áreas de café do Brasil, inclusive em Franca, nesta primavera. Preocupa-nos, entretanto, a possibilidade de irregularidade e temperaturas mais elevadas que o normal por conta do retorno do fenômeno El Niño.
Por José Braz Matiello, Gabriel R. Lacerda e Rodrigo N. Paiva - engenheiros agrônomos da Fundação Procafé.
Apesar das fortes elevações nos preços, a liquidez doméstica segue baixa, com muitos produtores ainda no aguardo de novas elevações, informou a instituição.
Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais se reuniu com produtores de café e representantes de sindicatos rurais para discutir cenário de quebra.
Saiba como deve ficar o tempo entre terça e quinta-feira desta semana.