Chuva e frio prejudicam lavouras de café
Por José Braz Matiello, J.E. P. Paiva, S.R. Almeida, Rodrigo N. Paiva, Iran B. Ferreira e Marcelo Jordão filho - engenheiros agrônomos da Fundação Procafé.
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Por José Braz Matiello, J.E. P. Paiva, S.R. Almeida, Rodrigo N. Paiva, Iran B. Ferreira e Marcelo Jordão filho - engenheiros agrônomos da Fundação Procafé.
Crescimento é impulsionado por clima favorável e programa de renovação de cultivos.
Na safra 2012/2013, o preço da saca de 60 quilos do café arábica foi comercializado, em média, a R$ 340,83, cotação 24% inferior à registrada na safra 2011/2012, gerando uma perda de R$ 105 por saca. Em junho, valor médio do grão ficou 7% abaixo do preço mínimo. Informações são de boletim elaborado pela CNA.
As chuvas recentes vêm atrapalhando o andamento da colheita em quase todas as regiões produtoras do Paraná, São Paulo e sul de Minas Gerais. Sendo que as lavouras paranaenses e do sul de São Paulo foram as mais afetadas pelas chuvas. Nessas últimas regiões citadas, a colheita avançou pouco e houve perdas em volume e qualidade por causa do excesso de umidade e queda prematura de grãos.
Em plena colheita da temporada 2012/13, fortes chuvas têm ocorrido nas principais regiões produtoras de café do Brasil. Além de atrasar a colheita, as precipitações preocupam agentes, que comentam que a qualidade do grão novo, sobretudo o de arábica, já começa a ser comprometida.
Cafeicultores colombianos foram afetados no ano passado por chuvas fortes que provocaram uma queda das colheitas e da produção. Este ano não parece muito melhor.
A desvalorização do real em relação ao dólar na sexta-feira, 2 de setembro, e a possibilidade de que esse movimento - se mantido - estimule um aumento das exportações brasileiras provocaram a queda das cotações do café na bolsa de Nova York.
Estrela das mais brilhantes no início do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, o Ministério do Desenvolvimento Agrário adentra o governo de Dilma Rousseff em meio a uma polêmica envolvendo seu papel no programa de erradicação da miséria - que está sendo desenhado pelo Ministério do Desenvolvimento Social. A polêmica teve início dias atrás, quando, ao ser convocado para apresentar sugestões para o programa, técnicos do Desenvolvimento Agrário apresentaram uma série de números que, em vez de esclarecer, provocaram dúvidas sobre o futuro da reforma agrária no governo Dilma.
A demanda por commodities agrícolas, particularmente grãos, está aquecida, puxada pelos países emergentes. Adversidades climáticas em importantes países produtores e exportadores já provocaram baixas na oferta nos últimos meses e poderão causar novas perdas até o início de 2011.
Uma associação de produtores de café da Costa Rica pediu apoio à nova presidente do país, Laura Chinchilla, afirmando que diversos problemas provocaram uma queda da colheita em 2009/2010 e que a atual produção é insuficiente para exportação e consumo doméstico.
Uma chuva por volta das 19h desse sábado com duração de cerca de 20 minutos causou muitos estragos em Botelhos, no Sul de Minas. Dez pessoas ficaram feridas, uma em estado grave. A queda de granizo e os ventos fortes provocaram danos em prédios públicos, como a prefeitura, fórum, delegacia, cemitério, além de levar ao chão a cobertura do ginásio poliesportivo e de dois postos de combustível.
Problemas na maturação do café pela falta de chuva provocaram uma forte redução na colheita do grão na Nicarágua, o que representa uma diminuição de US$ 80 a US$ 100 milhões em divisas, segundo confirmaram produtores. A colheita do ano passado foi de 1,53 milhão de sacas de 60 quilos.
A forte aceleração nos preços do café não vai chegar ao bolso de todos os produtores brasileiros. Boa parte, pressionada por custos e dívidas, já havia antecipado as vendas e não obteve os bons preços atuais. A valorização do café permitirá a revitalização das lavouras, mas os pequenos produtores serão os mais prejudicados, pois descapitalizados, farão uma recuperação lenta das lavouras.
O leitor do CaféPoint José Sebastião Machado Silveira, de Linhares/ES, enviou um comentário ao artigo "ES: variação de temperatura deve prejudicar safra 2011", apontando que as floradas ocasionais estão fracas e sem vigor e que isso se deve a três fatores. Acesse e leia a carta na íntegra.
Os preços do café arábica encerraram essa terça-feira (03) em queda pelo segundo dia consecutivo nos mercados futuros e físico. Em Nova York, o primeiro vencimento, setembro/10, teve forte queda de 585 pontos, fechando a 166,65 centavos de dólar por libra-peso. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 301,51, com desvalorização de 1,99%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A variação no mês acumula desvalorização de 5%.
A atual safra de café 2009/10 do México foi prejudicada por condições climáticas desfavoráveis e não deve atingir a estimativa inicial, informou na segunda-feira (01) a Associação Mexicana de Produtores de Café (Amecafe).
O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, estimulou os cafeicultores a aumentar a produção para 17 milhões de sacas anuais de café após a dramática queda na colheita de 2009, enquanto que a federação de produtores de café prognosticou estabilidade no consumo mundial no próximo ano.
"O forte verão que está sendo registrado no país, especialmente na zona cafeeira, somado aos problemas na coleta de grãos da colheita e ao não cumprimento de procedimentos para renovação de cafezais, estão ocasionando um aumento nos níveis de infestação de pragas no campo", disse o gerente geral do Instituto Colombiano Agropecuário (ICA), Luis Fernando Caicedo.
A exportação hondurenha de café na safra 2008/09, encerrada em setembro passado, apresentou queda de 11%, para 3,018 milhões de sacas de 60 kg, informou o Instituto Hondurenho de Café (Ihcafe). O resultado é comparado com os embarques na safra anterior, que totalizaram cerca de 3,39 milhões de sacas, afirmou um funcionário do Ihcafe.
A exportação de café do Peru em 2009 deve apresentar queda de 19%, para 3 milhões de sacas de 60 kg, por causa do clima adverso e de prejuízos com o atraso na colheita. A informação é da gerência da Câmara Peruana de Café. O resultado é comparado com a exportação em 2008, quando os embarques peruanos encerraram o ano totalizando 3.722.196 sacas, informou o gerente da Câmara, Eudardo Montauban.
A exportação de café de Honduras nos primeiros nove meses da safra 2008/09, iniciada em 1º de outubro passado, apresentou queda de 9,2%, passando de 2,8 para 2,54 milhões de sacas de 60 kg, em comparação com mesmo período da safra anterior, segundo informações do Instituto Hondurenho de Café (Ihcafe).
A exportação de café do Peru em 2009 deve apresentar queda de 30%, para 2.605.537 sacas de 60 quilos, depois que um inesperado mau tempo reduziu e atrasou a colheita, informa um exportador da Câmara Peruana de Café. O corte nas projeções de exportação é anunciado depois de uma indicação no mês passado de redução de 20% na produção no ano, para um máximo de 3.250.666 sacas, informou o diretor geral da câmara, Eduardo Montalban.
Umidade baixa e aumento generalizado na temperatura já provocaram sérios danos à colheita de café de El Salvador.
Instabilidades que provocaram chuvas em Minas Gerais, São Paulo e Paraná não devem prosseguir na próxima semana.