Café sob pressão: cotações caem e calor extremo é preocupante
Oscilações no mercado e incertezas climáticas pressionam o setor
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Oscilações no mercado e incertezas climáticas pressionam o setor
Cooxupé destaca que já esperava uma safra menor, mas os números de recebimento ainda estão bem aquém dos desejados para o período
A epidemia que afeta a região foi o pior vista desde quando a doença surgiu pela primeira vez na América Central, em 1976. A perda total, nos cinco países, é de 2.700 milhões sacas. Robério Silva, diretor executivo da OIC. "O produtor está desolado, ele olha para o cafezal quase em prantos. Só falta fazer lenha com os galhos do café", comparou.
Previsões para o mês indicam um cenário preocupante de precipitações abaixo da média e temperaturas elevadas
"A produção mundial de café nos preocupa muito mais que a demanda." A afirmação foi feita pelo diretor executivo interino da Organização Internacional do Café (OIC), José Sette. José Sette destacou que a demanda vai bem, mas a oferta gera preocupação, porque os países produtores precisam incrementar suas safras para atender o consumo crescente.
A colheita de café está apenas se iniciando no Brasil. Conforme relato de cafeicultores de diversas regiões produtoras, a situação das lavouras não está muito favorável à produção de grãos de qualidade, em função de maior incidência de doenças e desuniformidade de maturação. Com a escassez de cafés finos, os produtores que ainda possuem esse tipo de grão estão comandando o mercado, mas os que não possuem estão preocupados.
Prazo oficial para o encerramento da adesão dos produtores ao programa do CAR é nesta quinta-feira, dia 5 de maio.
Em reunião com a Anvisa, presidente do Conselho Nacional do Café discutiu saídas que propiciem um cenário de segurança ao cafeicultor.
Fenômeno climático comprometeu fortemente a qualidade da safra 2016, informou a Comissão da FAEMG sobre estragos da chuva nos cafezais.
É momento de considerar alternativas mais rentáveis e que garantam menor dependência das variações de mercado. Por Roberto Simões - presidente do Sistema FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais).
Prorrogação dos débitos também foi tema da reunião com o Mapa. "É fundamental para o setor uma renegociação das dívidas para que eles consigam manter a atividade", afirmou o presidente da FAEMG.
Apesar de uma exportação recorde de 36,7 milhões de sacas e de um consumo interno superior a 20 milhões de sacas, o cenário para os torrefadores não se mostra tranquilizador. Por Américo Takamitsu Sato, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café - Abic.
Painel faz parte do Fórum de Agricultura Sustentável e apresenta cenário preocupante que prevê perda de até 95% de área de produção de café nos próximos anos
Apesar de aparentar um estilo de vida mais leve e menos perigoso, estudos apontam que a saúde mental no campo é um fator preocupante
Robério Silva afirmou ainda, em ocasião de sua participação na Fenicafé 2013, que a crise que assola o setor não chega nem próxima às crises vividas pelos produtores no início do milênio: "mas isso não quer dizer que não é um fator preocupante". Com relação aos custos de produção,"estamos chegando a níveis muito perigosos para a sustentabilidade do produtor brasileiro e também dos outros países".
Movimento ainda se baseia em fatores climáticos no cinturão produtivo do Brasil e seus possíveis desdobramentos.
A redução drástica na produção do Paraná pode comprometer um dos blends (composição de grãos diferentes) mais importantes do Brasil, segundo avalia Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). O dirigente destaca que a indústria vê com muita preocupação essa crise vivida pela cafeicultura paranaense.
A colheita de café na área de atuação da Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do mundo, atingiu até o momento cerca de 10 % do total projetado e indica volumes menores do que os previstos, o que pode levar uma redução nas estimativas de produção na atual safra 2013/14. " A produtividade tem sido menor que a esperada por conta de um tempo excessivamente quente em dezembro e janeiro."
O fungo roya, causador da ferrugem do café, está tornando escassos alguns dos grãos de café mais apreciados do mundo e elevando seus preços. Ele está prejudicando a produção e estima-se que vai causar prejuízos de US$ 500 milhões e eliminar 374.000 empregos na safra deste ano. A produção da América Central deve diminuir 16% no ciclo produtivo que começou em outubro de 2012 e termina em setembro ante a safra anterior, prevê a OIC.
O mercado de café arábica na Bolsa de Nova York vem se mantendo nos últimos meses no patamar que vai de US$ 1,60 a US$ 1,80 a libra-peso. Chegada da safra de outras origens concorrentes do Brasil, como países da América Central, Colômbia e Vietnã, é um dos fatores baixistas, seguido das boas floradas Brasil afora, mesmo que, segundo especialistas, estas não sejam garantia de garnde safra.
O recente apelo feito pelo Conselho Nacional do Café (CNC) para que o governo do Brasil honre os seus compromissos perante a Organização Internacional do Café (OIC) revela uma preocupante tendência.
A declaração recente da senadora Katia Abreu (DEM - TO) de que a reserva legal é um "corpo estranho" na propriedade rural, diminuindo os lucros da atividade, é preocupante. Vindo de uma importante representante da agropecuária brasileira, demonstra o quanto ainda temos que avançar no sentido de compreender os desafios que enfrentaremos nas próximas décadas.
O leitor do CaféPoint Edson Seidi Koshiba, Corretor de café, de Patrocínio/MG, enviou um comentário ao artigo "Qualidade dos grãos da nova safra é preocupante", fazendo uma breve avaliação do andamento da colheita no Cerrado mineiro e da qualidade dos grãos. Acesse e leia a carta na íntegra.
A evolução da safra de café 2010 da Bahia registra atraso considerável, após um longo período sem chuvas nas regiões produtoras do Estado. Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), João Lopes de Araújo, a situação é preocupante. "Se algumas regiões do país sofreram com o excesso de chuva no início da florada, na Bahia as lavouras sofreram com a estiagem", disse ele.