Nota de Pesar
Jornalista Marília Moreira era responsável pelo Jornal do Café e pela assessoria de comunicação da ABIC
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Jornalista Marília Moreira era responsável pelo Jornal do Café e pela assessoria de comunicação da ABIC
O medo de que a crise soberana da Europa contagie países e instituições financeiras voltou a pesar sobre os mercados de commodities agrícolas ontem (17), que foram abatidos por pesadas vendas de fundos. Em alguns casos, indicadores negativos reforçaram a fuga do risco. Foi o caso do milho negociado em Chicago.
A secagem deve ser realizada para reduzir o teor de água do café, em níveis adequados para as condições de armazenagem em ambiente natural. Por Adilio Flauzino de Lacerda Filho.
De acordo com o Escritório Carvalhaes, produtores já sentem a forte alta na eletricidade, combustíveis, fertilizantes e defensivos.
A evolução da colheita de café no Brasil, maior produtor mundial, começa a pesar nas cotações internacionais da commodity. Com a oferta crescente, produtores intensificam as vendas, aproveitando a recente desvalorização do real ante o dólar, que torna o produto nacional mais barato no exterior.
Apesar da forte recuperação dos últimos dias, os preços internacionais do café dificilmente retornarão aos níveis observados em maio, quando superaram a barreira dos US$ 3 por libra-peso na bolsa de Nova York e se aproximaram de um novo recorde histórico. Apesar do equilíbrio apertado entre oferta e demanda, a entrada das safras de Brasil, Colômbia e países da América Central deve pesar sobre as cotações no segundo semestre.
O diretor-executivo da Organização Internacional de Café (OIC), Néstor Osorio, admitiu nesta sexta-feira que a crise global pode desacelerar o consumo de café. Até então, a avaliação era a de que os problemas econômicos não teriam efeito sobre o produto, protegido pelo fato de pesar pouco nos gastos dos consumidores.
O diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Néstor Osorio, acredita que o mercado ficará ainda mais apertado no próximo ano. Atualmente, a principal preocupação é se a oferta será suficiente para dar conta da demanda.
A produção de café de boa qualidade representa, atualmente, a melhor alternativa para a cafeicultura brasileira, principalmente quando o enfoque é a viabilidade econômica desta atividade. A adoção de tecnologias de preparo, secagem e armazenagem de café, tecnologias estas muitas vezes simples e acessíveis a pequenos produtores, pode resultar na obtenção de um produto de boa qualidade. Para facilitar a operação e o custo de determinadores de umidade, foi desenvolvido o método de determinação EDABO (Evaporação Direta da Água em Banho de Óleo), uma variação do método de destilação, de baixo custo e de mesma precisão do método padrão.
O consumo de café cresce acima da expectativa das indústrias neste ano. Previsto para evoluir 5%, deve subir 7%. Ou seja, as indústrias devem utilizar 19,5 milhões de sacas de café em 2010. Apesar do crescimento das vendas, o setor não está contente com o cenário atual.
Nossos últimos dois artigos discutiram a questão do <i>drawback</i> e sua conveniência para a sociedade brasileira. Prática voltada a garantir uma melhor inserção das empresas no mercado internacional, já faz parte do cotidiano de diversos setores econômicos da nação e, no caso do café, é usado por muitos concorrentes. Antes de partir para um novo tema, porém, gostaríamos de apresentar alguns números que demonstram de forma sintética a urgência de uma ação.
Fatos e previsões ligados ao clima prometem ter forte influência sobre o mercado internacional de commodities agrícolas neste mês de dezembro. E haverá notícias climáticas para todos os gostos, que certamente encontrarão nas principais referências globais para os preços desses produtos tão caros ao Brasil - as bolsas americanas de Chicago (soja, milho e trigo) e Nova York (açúcar, café, cacau, suco de laranja e algodão) - suas caixas de ressonância mais importantes.
A cafeicultura brasileira, com sua história de mais de um século de engajamento político, já provou em diversas ocasiões ser capaz de liderar movimentos voltados a defender seus interesses. Na atualidade, espera-se que esse setor consiga, de uma vez por todas, estabelecer um planejamento de longo prazo, realmente preocupado com seu maior patrimônio, qual seja: a reputação do café brasileiro.
A classe média, que recebeu pouca pressão nos preços dos produtos consumidos nos últimos anos, deverá ser uma das mais afetadas a partir de agora, com a chegada da crise. De um lado virão as perdas de emprego e de renda; de outro, os novos produtos inseridos no dia-a-dia dos consumidores dessa classe são os que devem registrar as maiores altas.
O aumento das vendas, principalmente para Europa e Rússia, deverá pesar sobre os preços do robusta em Londres.
De maneira geral, as cotações do café arábica na Bolsa de Nova York variaram ao redor do patamar de US$ 1,17 por libra-peso, superior ao da semana passada. Porém, na quinta-feira, voltaram a pesar sobre o mercado as especulações a respeito de uma ampla disponibilidade de café e a valorização do dólar, resultando no fechamento de US$ 1,1565. Ainda assim, no acumulado da semana, até o fechamento de ontem, o vencimento dezembro do contrato C apresentou ganho de 100 pontos.
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Marcelo Fraga, em sua análise semanal, alerta para o risco do aumento da inflação e o impacto direto nos custos de produção para a próxima safra