O momento delicado da cafeicultura brasileira
Previsões da safra foram as mais diversas, indo desde 48 milhões até quase 70 milhões de sacas. Já sabemos que a quebra estará acima do que alguns pensaram
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Previsões da safra foram as mais diversas, indo desde 48 milhões até quase 70 milhões de sacas. Já sabemos que a quebra estará acima do que alguns pensaram
Estamos chegando no mês de outubro de 2010 e muitos produtores rurais nem pensaram sobre o seu Imposto de Renda que será entregue em 2011. Várias justificativas são dadas por parte dos produtores rurais para ainda não terem estruturado o seu Imposto de Renda 2010/2011.
Essa questão, chamada logística, virou um pesadelo para os agricultores nacionais, especialmente os mais apartados do litoral brasileiro. Na roça, o produtor rural domina a tecnologia, sabe cultivar, obtém resultado, dorme em paz, rezando apenas pela chuva no tempo certo. Na hora de vender o fruto de seu trabalho, todavia, ele se amargura.
Acontece mais um abril "vermelho". O roteiro dessa confusão anda bem conhecido pela sociedade. Incerto mesmo está o propósito atual das estripulias agrárias no campo. O que pretende, afinal, o Movimento dos Sem-Terra (MST)?
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O país é esmagadoramente um consumidor de chá. No ano passado, Uganda consumiu apenas 3% do café produzido.
Espaço Aberto: Marina Silva entrou no PSB por uma porta, saiu o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) por outra. Mais que uma decorrência do jogo político, o episódio expõe uma intriga que contamina o ambientalismo brasileiro: alguém, sendo ruralista, pertence ao mal. Terrível preconceito. Por Xico Graziano
A obrigatoriedade do seguro rural para propriedades localizadas em áreas de risco climático foi discutida nesta quarta, dia 18, na Câmara Temática do Ministério da Agricultura. A resolução do Conselho Monetário Nacional começa a valer no dia 1º de julho de 2014. De acordo com a Federação Nacional das Seguradoras, apenas 10% das propriedades brasileiras estão cobertas contra prejuízos causados por fenômenos naturais.
Para Aymbiré Fonseca, pesquisador da Embrapa Café, que desenvolve pesquisas em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural - Incaper, é preciso despertar o agricultor para que ele perceba as vantagens de produzir e vender um café de melhor qualidade. "Apenas pelo fato de colher o fruto maduro em vez de colher o fruto verde, em média, o cafeicultor ganha 26% a mais de grãos de café por exemplo".
A oferta apertada de café arábica de qualidade vai caracterizar o mercado durante o ano-safra 2011/12, afirmou o presidente da OIC. Segundo ele, a principal razão para a oferta apertada neste ano-safra é a queda da produção em países produtores de arábica, especialmente na América Central.
Numa pesquisa que aborda duas das maiores obsessões americanas - café e carros -, cientistas da Universidade de Nevada, em Reno, produziram diesel com pó de café usado. A técnica não é difícil, como contam eles na publicação "The Journal of Agricultural and Food Chemistry", e existe tanto café por aí que milhões de litros de biodiesel poderiam ser feitos todos os anos.
Essa é uma metáfora primorosa do que acontece atualmente pois o mundo quer e precisa ser alimentado, mas uma "elite" que não faz nem a mais remota idéia das agruras diárias para se produzir no campo o que quer que seja e que ironicamente sempre aponta o dedo em riste para os produtores rurais acusando-os de "elite dominante/burguesa" quer que se faça o seguinte:Não produzam em biomas de cerrado e amazônico! Se tiverem que fazê-lo, façam em áreas já abertas, mas recomponham 50 a 80% das mesmas e produzam somente no restante!
Afinal, que o Brasil produz cafés com excelente qualidade já não é novidade para nenhum agente envolvido no setor. No entanto, a persistência desta incômoda falta de reconhecimento é preocupante, e se arrasta em um período de reconfiguração do mercado internacional de café. Discutir os elementos formadores desta realidade é fundamental para uma eventual reorientação da cafeicultora em nosso país.