Investigação aponta amostras de café impróprias para consumo em MG
Monitoramento feito pelo Procon-MG avaliou amostras café torrado e moído fabricado em Minas Gerais em 2014 e 2015.
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Monitoramento feito pelo Procon-MG avaliou amostras café torrado e moído fabricado em Minas Gerais em 2014 e 2015.
Estudos indicam que plantios na faixa de 10-20 cm, dão origem a um melhor pegamento das mudas. Por José Braz Matiello, Saulo R. de Almeida, Mauricio Bento da Silva e Marcelo Jordão - engenheiros agrônomos da Fundação Procafé e Mapa; e L.F. Puccinelli- engenheiro agrônomo e consultor em cafeicultura.
Ministério da Agricultura deve adiar, pela segunda vez, o início da análise sensorial para avaliação da qualidade do café produzido no país. O novo prazo deve ser estendido por até dois anos.
Apesar dos apelos da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), as normas de qualidade do café torrado e moído entrarão em vigor no dia 17 de fevereiro. As novas regras, publicadas na Instrução Normativa nº 16, de maio de 2010, estabelecem padrões mínimos de sabor e pureza para a comercialização do produto.
Bebida deverá ter menos de 1% de impurezas, até 5% de umidade e análise de aroma e sabor. Instrução normativa vigora a partir de fevereiro e visa retirar do mercado produto de baixa qualidade. Quem for pego na contramão das novas regras poderá receber pesadas multas, que vão até R$ 5.000, mais 400% do valor do lote produzido, dependendo da infração.
O Ministério Público Estadual (MPE) de Ribeirão Preto autuou em R$ 84 mil a empresa Morsi Torrefação e Moagem de Café, cujo nome fantasia é Café Fazenda, de Ribeirão, pelo alto grau de impureza encontrado no café nos anos de 2006 e 2007. Outra multa deve ser aplicada, ainda sem data definida, pelo grau de impureza irregular detectado no ano passado.
O Ministério da Agricultura revogou a Instrução Normativa nº 16, de 2010. Com essa instrução, o governo passaria a fiscalizar a qualidade do café colocado à disposição do consumidor. Estima-se que dos 20 milhões de sacas de café consumidas no país, 400 mil venham de palhas, paus, sementes de açaí e milheto.
A Embrapa Instrumentação e Café , de São Carlos (SP), desenvolveu um protótipo digitalizado, o "Analisador de Alimentos e Café - Alic-C", que é um passo seguro para coibir as diversas formas de fraude do café. Até mesmo com massas celulósicas como "palhadas" com as mesmas propriedades do café, ou seja, a borra do próprio café. O protótipo para laboratório, teve cinco anos de desenvolvimento e custo de R$ 12 mil. Não existe aparelho similar no mundo para análise do café, garante o físico e engenheiro elétrico Washington Luiz de Barros Melo, coordenador do projeto . Em 2010, ao tratar do projeto do "Alic-C", a Embrapa advertia que "o percentual de adulteração no pó de café chega, às vezes, a 85%, quando a legislação vigente só considera café puro o produto com até 1% de impurezas de cascas e paus".
Método busca dificultar a perda de calor pelo solo através de fumaça em pontos estratégicos da lavoura, evitando o congelamento da água sobre as folhas
O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de Minas Gerais - IPEM/MG em resposta a "Ação contra Fraude" dos produtos comercializados em embalagens plásticas e/ou sem identificação realizada pela ABIC no final do ano passado no estado de Minas Gerais, realizou operações de fiscalização de alguns cafés torrado e moído. Além disso, o Promotor de Justiça da Comarca de Araxá/MG informou a ABIC sobre a instauração de Processo Administrativo pela Curadoria de Defesa do Consumidor contra a empresa "Café Ouro Negro do Triângulo Ltda.", produtora da marca Pousada, sediada na cidade de Araguari, MG, para apurar prática infrativa às relações de consumo e impurezas detectadas mediantes análises feitas no produto comercializado consistente na presença de cascas e paus em índice não permitido e adoção de eventuais medidas pertinentes para o seu cumprimento.
Grãos pretos, verdes e ardidos (PVA) são os principais defeitos do café e apresentam boas práticas de prevenção de tais defeitos
Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, disponibiliza publicações técnicas para orientar cafeicultores na adoção de boas práticas agrícolas e de gestão da propriedade
Criado em 30 de agosto, foi responsável pela redução da fraude e adulteração do café no Brasil
A qualidade final da bebida está diretamente ligada ao modo de como o produtor cuida de sua plantação
Pesquisa realizada pela Embrapa explica como funciona este processo
Produtor de café especial e profissional atuante no desenvolvimento da cafeicultura nacional, Francisco Sérgio Lange analisa em artigo exclusivo ao CaféPoint o momento desafiador da indústria de café no país, ao reunir informações sobre mobilizações recentes do setor para o incremento da qualidade dos cafés ofertados pela indústria nacional aos consumidores brasileiros e internacionais.
O consumo anual de café no Brasil é o que mais cresce mundialmente. Contribuiu para esse aumento a melhoria da qualidade e ampliação da oferta de produtos inovadores e diferenciados por parte da indústria. As pesquisas têm proporcionado melhores variedades/cultivares do café e incremento da sustentabilidade e da produtividade. Confira
Espaço aberto, por Marco Antonio Jacob: "Podemos optar entre ser expertos ou espertos. O Brasil é rico demais, tão rico, que renegamos o maior aliado dos cafeicultores brasileiros, que são os consumidores brasileiros, o segundo maior mercado consumidor mundial."
O juiz Daiton Alves de Almeida, da Comarca de Conceição do Rio Verde, município da região do Sul de Minas Gerais, acatou denúncia da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café contra a empresa Comércio Indústria e Exportação de Café Vale do Rio Verde Ltda., por utilizar indevidamente o Selo de Pureza na marca 'Café Cambuquira'. A liminar foi assinada na segunda-feira (4/04) e já está sendo cumprida: na quarta-feira (6/04), bobinas de embalagens foram apreendidas na sede da indústria e agora as diligências prosseguem no varejo.
Entra em vigor hoje (22) a nova Instrução Normativa do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que estabelece um novo padrão para a classificação oficial do café torrado e moído. O Regulamento Técnico visa melhorar a qualidade do café que chega ao consumidor brasileiro. Qual impacto disso para o mercado e para o seu negócio?
Com a criação de mais concursos de qualidade e maior valorização dos cafés finos, a qualidade dos cafés oferecidos ao consumidor tem melhorado. A ABIC estima que este segmento de cafés diferenciados, embora represente a menor parte do consumo continue apresentando taxas de crescimento de 15% ao ano.
Somos movidos pelas sensações que as experiências nos proporcionam, buscando repetir aquelas que nos deram boas lembranças. O café assumiu posição de bebida que deve ser degustada, levando a muito mais do que um simples ato de beber, tornando-se uma completa experiência sensorial para os iniciados. Em resumo: tudo é experiência, são sensações percebidas. Quem experimenta pela primeira vez um excelente café, vira fã.
Mais de 600 pessoas entre industriais, baristas, produtores, exportadores e outros profissionais do café se reuniram em Natal (RN), de 12 a 16 de novembro, para discutir "o novo tempo para o café no Brasil". Esse foi o tema principal do 18º Encontro Nacional das Indústrias de Café - Encafé. A nova Instrução Normativa (IN 16) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) foi o principal assunto discutido durante o encontro, que marca a terceira onda da cafeicultura com a melhora da qualidade do café do dia-a-dia do consumidor.
A Equipe CaféPoint esteve no Espaço Café Brasil 2010, em São Paulo/SP e gravou diversas entrevistas com os participantes da feira. Natália Fernandes conversou com Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic, a respeito da situação da indústria brasileira de café, aumento de sua participação no mercado externo e os benefícios do novo regulamento do Mapa. Acesse e confira!