Sistema Safra Zero do cafeeiro
Novas técnicas visam aprimorar os meios de cultivo e diminuir o custo de produção por unidade de área. Por Estevam Antonio Chagas Reis e Marina Chagas Reis.
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Novas técnicas visam aprimorar os meios de cultivo e diminuir o custo de produção por unidade de área. Por Estevam Antonio Chagas Reis e Marina Chagas Reis.
Calos Eduardo de Andrade, Engenheiro Agrônomo da UFV, fala sobre a situação das lavouras de café do Brasil. Os cafeicultores passaram por um período muito longo de preços deprimidos e isso fez com que uma parte significativa de cafeicultores ficasse descapitalizada e sem condições de utilizar insumos em quantidade e em qualidade suficientes para melhorar a situação vegetativa das lavouras.
O esqueletamento é atualmente o tipo de poda mais utilizado na cafeicultura. Porém, nos dois últimos anos essa poda vem aumentando substancialmente sem respeitar as condições necessárias para sua execução. Quando falamos em esqueletamento, temos que raciocinar em cima de quatro questões básicas: 1) Esqueletar quando? 2) de quanto em quanto tempo? 3) o esqueletamento realmente aumenta a produtividade? 4) posso reduzir adubação e tratamento fitossanitário em lavouras podadas?
Existem vários tipos de poda que podem ser aplicados no cafezal. O Manual do Café - Manejo de Cafezais em Produção, da Emater-MG, traz informações sobre cada um
Artigo foi escrito por Vinícius T. Andrade, Gladyston Rodrigues Carvalho, César Elias Botelho, André D. Ferreira e responde as principais dúvidas após a geada
Fenômeno pode ser comum nas lavouras clonais de café arábica e canéfora. Conheça os motivos e saiba como agir
Pesquisas devem seguir na próxima safra, mas, pela primeira vez, mostraram um cenário mais otimista para alguns produtores
Confira informações gerais sobre esses quatro importantes nutrientes e quais são os sintomas de excesso na lavoura de café
Confira o prognóstico para o verão elaborado pelos pesquisadores Williams P. M. Ferreira (Embrapa Café) e Marcelo F. Ribeiro (EPAMIG)
A análise e o prognóstico climático aqui apresentados foram elaborados com base na estatística e no histórico da ocorrência de fenômenos climáticos globais, principalmente, daqueles atuantes na América do Sul
Por José Braz Matiello, Gabriel Lacerda e André Garcia - engenheiros agrônomos da Fundação Procafé.
Apesar de esclarecer que esse é um prognóstico climático e, portanto, passível de alterações, não deixa de ser uma excelente notícia. Por José Donizeti Alves, professor da Universidade Federal de Lavras (Ufla).
Tentando enxergar o invisível. Por Marco Antonio Jacob.
A desbrota anual das lavouras de café é uma atividade essencial para a sua longevidade e produtividade. Muitas vezes negligenciada pelos produtores por priorizarem outras atividades a falta de desbrota pode condenar lavouras por causar baixas produtividades. Os danos vêm com o passar do tempo causando o chamado "envassouramento" da lavoura em que os brotos crescem, engrossam e tornam-se hastes. A retirada pode ser fácil quando a brotação é nova, pois pode ser retirada manualmente, mas quando estas se desenvolvem, ganham espessura, tamanho e a sua retirada torna-se mais trabalhosa dependendo da utilização de serrotes manuais de poda.
As discrepâncias dos números sobre a safra brasileira são enormes. Percebe-se claramente que o objetivo dessas divulgações é criar um clima de desconfiança em relação as estimativas divulgadas pelos órgãos oficiais, no caso, o IBGE e a CONAB. Em razão dos problemas de liquidez nos Estados Unidos e também com uma enxurrada de divulgação de que a safra de café no Brasil será acima de 50 milhões de sacas houve uma queda mais do que proporcional nos preços da saca de café na Bolsa de Nova Yorque. Ao permanecer tal situação de preço no mercado de café por mais algum tempo haverá uma assimetria entre os preços de café nas bolsas de mercadoria e futuros e o mercado físico. Desde a queda de preço do café em 2002, quando uma saca de café chegou a valer em torno de U$ 50,00 os produtores estão amargando prejuízos e grande número de produtores estão endividados e descapitalizados.
Como as plantas estavam muito desfolhadas e muito estressadas, na tentativa de perpetuar a espécie, elas floriram ao máximo. Mas a florada não se traduz em frutos, pois a planta não tem folha em condições aptas para fazer fotossíntese. É consenso que colheríamos de 50 a 55 milhões de sacas de café na futura safra, caso não houvesse o problema climático que houve no Brasil. Se juntarmos os dois números e admitirmos uma média de 25% de quebra e uma produção média esperada de 52,5 milhões de sacas, tem-se uma produção para o próximo ano em torno de 39,37 milhões de sacas de café e uma produtividade média, considerando-se toda a área com café no Brasil, de 17,11 sacas por ha. É um número razoável se considerado o tamanho do estrago feito às lavouras.