Cápsulas: quebra da patente de máquinas fará segmento crescer 100%
Segundo estimativas da Abic, o mercado brasileiro de cápsulas representa 1% da demanda do setor.
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Segundo estimativas da Abic, o mercado brasileiro de cápsulas representa 1% da demanda do setor.
A atividade do comércio varejista acelerou e a performance positiva se alastrou pelos segmentos em maio, segundo pesquisa da Serasa Experian. A expansão foi de 1,3% (sem influências sazonais) em relação ao mês anterior, na maior taxa de crescimento mensal deste ano e a quarta elevação consecutiva. O esperado comportamento de "manada" do consumidor de cortar as compras em resposta à crise não ocorreu da forma esperada.
As crises de preço na cafeicultura é um fato comum, sendo que a cada crise temos algum fato inovador ou mudança de comportamento. No geral a crise é fruto da velha lógica de oferta e procura do produto em questão, ou seja se há excesso de oferta o preço baixa e se há produto em falta o preço sobe e quando isso acontece o produtor logo aumenta o investimento nas lavouras existentes ou o plantio de novas lavouras e dentro de certo período a produção aumenta.
Diversos fatores explicativos compõem o rol de causas do ciclo econômico. A tendência progressiva para concentração e centralização do capital (constituição de oligopólios e conglomerados), restringe a possibilidade de formação dos preços sob livre concorrência, desajustando todo o tecido econômico. A experimentação de novas combinações para a satisfação do ímpeto de acumulação também contribui decisivamente para a irrupção das crises.
Há tempos que os fundamentos do mercado de café não criavam um ambiente tão favorável para a valorização dos preços da commodity. O aumento do consumo internacional e doméstico, mesmo após um cenário de crise global, e a oferta mais apertada, depois da redução da safra colombiana e dos países da América Central, já fizeram com que as cotações subissem 47,3% na bolsa de Nova York em 2010, apesar da queda de 1,29% em novembro, como mostram cálculos do Valor Data até o dia 26.
Os preços do café arábica encerraram essa segunda-feira (02) em queda nos mercados futuros e físico, pressionados por realizações de lucros sobre os ganhos da sexta-feira (30), quando os preços atingiram o maior nível em 12 anos. Em Nova York, o primeiro vencimento, setembro/10, teve queda de 380 pontos, fechando a 172,50 centavos de dólar por libra-peso. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 307,62, com desvalorização de 3,08%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Depois do fechamento em pânico dos mercados na sexta-feira, dia 7, com a crise fiscal de diversos países da zona do Euro, as bolsas abriram em euforia na segunda, dia 10, para voltar a fechar em forte pessimismo na última sexta-feira, dia 14. As bolsas de café acompanharam o comportamento ciclotímico da economia mundial, mas o mercado físico brasileiro permaneceu estável, sustentando as bases das últimas semanas, amparadas nos estoques baixos e na intensa procura por café arábica de boa qualidade.
As indicações geográficas, frutos de décadas de construção coletiva, enfrentam seu maior teste: sobreviver ao próprio sucesso
Alta de preços não é só fruto de mudanças climáticas, mas também faz parte da lógica do chamado capital comercial
Nesse contexto de instabilidades a adoção de estratégias medidas preventivas são crucialmente importantes. Por Celso Luis Rodrigues Vegro, engenheiro agrônomo e pesquisador científico do Instituto de Economia Agrícola.
Propomos lançar luz sobre os principais agentes causadores da volatilidade: os famigerados fundos que investem nos contratos de café da bolsa.
Preços do café arábica em NY têm registrado quedas consecutivas
No outono de 2006 começa um acelerado processo de execução de hipotecas nos EUA que, um ano após, resultaria numa crise de proporções globais. Quando os pagamentos relativos às hipotecas foram se escasseando - como é comum entre clientes subprime -, os investidores começaram a sofrer quedas substanciais no valor de suas carteiras. Ignorava-se, porém, até há pouco, a extensão desse processo que, hoje se sabe, envolveu grandes grupos financeiros, tanto nos EUA como em muitos outros países ao redor do mundo. Evitar a recessão pode dar gás para um processo inflacionário em proporções mundiais. A "escolha de Sofia" é qual dragão atacar: a recessão ou a inflação; não adianta ficar em cima do muro, porque daí o que vai aparecer é a maldição da estag-inflação.
Há algumas semanas, abordamos a volatilidade nas cotações de café, tema que gerou intenso debate entre nossos leitores. No artigo intitulado "Volatilidade versus especulação", buscou-se demonstrar o papel das variações da oferta nas oscilações dos preços internacionais de café, tomando-se como exemplo a crise observada no setor no início do século XXI.
De tempos em tempos, o setor do café é sacudido por grandes crises, ocasionadas pela queda nas cotações no produto. Foi assim no início da década de 90, no período posterior ao desmantelamento dos acordos para o controle da oferta mundial, tendo o quadro se repetido nos primeiros anos desse século.
A cada dia que passa, estamos presenciando as atuações, cada vez mais ousadas, de um "polêmico grupo de investidores", no mercado bursátil mundial - os gestores dos grandes fundos de hedge internacional - que "passeiam" pelos mercados mundiais em busca de melhores opções de investimentos.