Instituto Nacional de Qualidade assina convênio com Junta Nacional do Café do Peru
Iniciativa visa posicionar o grão em diferentes mercados estrangeiros que exigem alta qualidade que não afete o meio-ambiente.
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Iniciativa visa posicionar o grão em diferentes mercados estrangeiros que exigem alta qualidade que não afete o meio-ambiente.
Produtores estão migrando para outros setores por conta dos elevados custos de produção.
Nesse ano, as exportações de café do Peru somarão US$ 650 milhões e, dessa maneira, o café peruano seguirá, apesar do contexto de menores preços internacionais que nos anos anteriores, disse a Junta Nacional de Café (JNC).
O café é o principal cultivo agrário exportável no Peru, país que está atrás do Brasil e da Colômbia como produtor do grão na América do Sul e é um dos 10 principais do mundo, destacando-se no setor de café orgânico como o maior produtor e exportador global.
Terceiro maior produtor de café da América do Sul, o Peru fechará o ano com um balanço negativo em sua colheita, causado por escassez de mão de obra, alterações climáticas, avanço de doenças no cafezal, esgotamento natural das plantações e baixo nível tecnológico.
A produção de café do Peru em 2011 deve ser menor do que a do ano passado se o clima e os problemas trabalhistas persistirem, afirmou hoje o presidente da comissão de café do país, Lorenzo Castillo. "Tem chovido e isso nos preocupa", declarou. A previsão para este ano é de que a safra totalize 4,22 milhões de sacas de 60 kg, elevação de 5% ante o ano passado.
As exportações de café durante 2011 poderão superar o recorde de US$ 880 milhões alcançados no ano passado e chegar próximo a US$ 1 bilhão, de acordo com o gerente da Junta Nacional de Café (JNC), Lorenzo Castillo.
A Junta Nacional de Café (JNC) do Peru informou que espera uma produção de café de cerca de 3,83 milhões de sacas de 60 quilos durante 2011, similar à do ano passado. O gerente da JNC, Lorenzo Castillo, disse que, devido à bianualidade na produtividade do café, a produção este ano deveria cair. No entanto, o volume deverá se manter próximo ao de 2010, porque os produtores, organizadores em cooperativas e associações investiram na fertilização e programas para rejuvenescer os cafezais.
Apesar de o consumo de café no Peru ser de aproximadamente 70 xícaras por pessoa/ano, volume menor que a média regional, que é de quase 400, sua produção está aumentando, pois o mercado está começando a apreciar esse produto.
Autoridades do Peru esperam uma safra recorde de café no país, de mais de 4,3 milhões de sacas de 60 kg neste ano, apesar da disputa por mão de obra com as lavouras de coca.
As exportações de café do Peru, um dos maiores exportadores mundiais, devem aumentar 25% em termos de valor neste ano, enquanto os preços devem permanecer estáveis. Contudo, tais previsões podem ser discutíveis se fortes chuvas e uma possível escassez de mão-de-obra nas lavouras impedirem a colheita da safra peruana.
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O Peru encabeça a lista de países que produzem e exportam café de comércio justo, sistema solidário que leva em consideração a qualidade do produto, que esse seja cultivado em harmonia com a natureza e que assuma boas práticas de responsabilidade social.
O Ministério de Agricultura (Minag) do Peru diz que "2012 foi um ano difícil, com redução de 15% nos volumes de exportação e quase 31% no valor", números similares à realidade brasileira. Principais metas para o próximo ano na cafeicultura do país andino é elevar a produtividade - em especial do orgânico, investir em renovação das plantações e implementar recursos humanos para inovação tecnológica.
A produção de café no Peru pode crescer 20% no próximo ano. Principais destinos são Alemanha, EUA, Bélgica e Colômbia, mas Ásia é foco estratégico para próximos anos.