Brasil: mercado interno do café arábica segue com negócios lentos
Produtores estão descontentes com os atuais patamares de preço.
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Produtores estão descontentes com os atuais patamares de preço.
Na ponta produtora, segunda-feira foi marcada o por um calor fora do normal e clima agitado nas bolsas, comenta consultor.
A qualidade dos grãos têm chamado a atenção negativamente do mercado, diz Cepea.
Com o clima mais seco desde o final de julho, cafeicultores têm aproveitado para intensificar a colheita da safra 2012/13 do café arábica - chuvas entre junho e o início de julho atrasaram os trabalhos de campo. Nesse cenário, segundo informações do Cepea, o volume de café disponível no mercado tem aumentado e pressionado as cotações externas e internas da variedade.
Alerta de mercado do Cepea/Esalq também aponta recordes nas exportações do grão.
As cotações do café arábica começaram a semana registrando pequenas valorizações nesta segunda-feira (27). Na bolsa de Nova York o vencimento julho/11 teve valorização de 115 pontos, fechando a 250,15 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 503,40, com valorização de R$ 1,43 segundo o indicador Cepea/Esalq. Negócios seguem lentos no mercado interno com produtores a espera de novas altas.
Em maio, mês que se inicia a colheita de café no Brasil, a saca do café arábica teve tendência baixista. Com oscilações de grande amplitude, o valor médio da saca no período analisado (de 02 de maio a 02 de junho) foi de R$ 530,32, segundo indicador Cepea/Esalq. Com a forte valorização do café arábica nos últimos meses, a demanda por café robusta cresce, devido ao aumento de uso desse tipo para composição de blends.
Apesar do cenário, levantamento mostra que a margem líquida ficou positiva aos produtores.
Com um aumento na inovação de produtos, mercado asiático cresceu 19,6% nos últimos cinco anos.
Conforme colaboradores do Cepea, as negociações da variedade continuam limitadas.
"Já o conilon a situação é complexa e os preços da qualidade, de forma perigosa, não param de subir", pontua consultor.
Redução das compras de conilon por parte de torrefadoras nacionais e exportadores tem pressionado com força as cotações no mercado interno.
"O setor produtivo não vem ao mercado ofertando suas colheitas nas mínimas oferecidas", comenta analista.
A quarta-feira nos mercados globais foi mais tranquila e marcada por operações de ajustes, avalia Marcus Magalhães.
De acordo com Marcus Magalhães, safra brasileira tem problemas estruturais de volume, qualidade e peneiras.
Cepea analisa cotações internas do café arábica, que recuaram fortemente, pressionadas pelas quedas externas.
Fechamentos para entregas futuras também estão lentos, uma vez que a maior parte dos cafeicultores está cautelosa devido ao clima no Brasil e à oferta do grão
Cepea destaca que os trabalhos ainda estão lentos na maior parte das regiões, mas devem se intensificar nas próximas semanas
Com cerca de 90% da safra de 2007 vendida, os cafeicultores do sul de Minas Gerais fizeram poucos negócios em março. Inclusive de comercialização adiantada. "Os preços caíram bastante e as vendas foram reduzidas. Em março a comercialização esteve quase parada", afirmou uma fonte da área de comercialização de uma cooperativa do sul-mineiro.
Em março, a necessidade de alguns produtores de "fazer caixa" e o início da colheita do robusta da temporada 2013/14 pressionaram as cotações da variedade. Os negócios seguem lentos, com colheita podendo ser intensificada na segunda quinzena de abril. Já os preços do café arábica caíram novamente no correr de março. Os valores registraram fortes oscilações no mercado externo com baixa liquidez no mercado interno.
Os negócios estão muito lentos na região de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Caratinga (Coopercafé), na Zona da Mata de Minas Gerais e, segundo a Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Marília (Coopemar), atuante no centro-oeste de São Paulo, a comercialização de café registra lentidão também na região de Marília e Garça.
Diante do cenário atual de negociação nota-se que os negócios no mercado físico estão lentos e que os produtores estão segurando a comercialização, opine sobre o melhor momento
Depois de o preço do café tipo arábica cair aos menores níveis em seis meses e meio na semana passada, o grão encontrou compradores ontem na Bolsa de Nova York. Especuladores e empresas comerciais aproveitaram a baixa para voltar à carga no mercado. O contrato dezembro subiu 2,28%, para fechar em 249,50 centavos de dólar por libra-peso.
A oferta restrita e problemas com a safra de café da Colômbia não foram suficientes para sustentar as cotações em alta. Realizações de lucro por parte de investidores fizeram com que o mercado encerrasse o dia em baixa. No mercado interno a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 527,65, com valorização de R$ 9,20 segundo o indicador Cepea/Esalq.