Líderes quenianos revelam esforço para lançar marca de café nacional
A marca será usada pelos comerciantes de café verde que vendem grandes volumes aos compradores internacionais.
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A marca será usada pelos comerciantes de café verde que vendem grandes volumes aos compradores internacionais.
O Quênia colocará uma marca a seu café arábica de alta qualidade para dar uma identidade global distinta e distingui-lo dos grãos de outras origens, disse o <i>Coffee Board of Kenya</i>. Mais de 95% do café queniano é atualmente exportado como grãos verdes sem nenhuma identificação, mas a partir de agora, o produto terá um logotipo verde com a silhueta do Mount Kenya e as palavras <i>Coffee Kenya</i>.
A observação da Natureza sempre nos leva a uma série de reflexões sobre a condição humana. O clima, talvez mais alterado hoje por conta do impacto que o Homem tem imposto por suas atividades de exploração das riquezas naturais ou mesmo pelas suas criações, como as cidades e as indústrias. Como contraponto, a Natureza tenta promover seus ajustes, porém os resultados podem levar a uma nova condição. A escolha dos processos de produção é decorrência do domínio técnico, da disponibilidade dos recursos e do conhecimento das características locais. É por isso que é quase sempre necessária uma adaptação de uma tecnologia ou serviço qualquer quando aplicados em novo local.
O Quênia, segundo maior produtor de café do Leste Africano, disse que cortou sua previsão de produção de café esse ano para 48.000 toneladas com relação à estimativa anterior de 57.000 toneladas devido às fortes chuvas que têm afetado o país nas últimas semanas.
As exportações de café do Quênia de janeiro a maio desse ano foram de 33.612 toneladas, 46,7% a mais do que no mesmo período do ano anterior, quando foram exportadas 22.913 t de café, de acordo com o Banco Central do Quênia. As exportações continuaram aumentando apesar da deterioração das condições climáticas, devido aos melhores preços de exportação.
A União Européia (UE) deu ao Quênia 5 milhões de euros (US$ 6,34 milhões) para revitalizar o setor de café do país. O vice-diretor da Fundação de Pesquisa de Café (Coffee Research Foundation - CRF), Chrispine Omondi, disse que a doação será usada para melhorar pesquisa, comercialização e adição de valor do café produzido no Quênia.
Segundo diretor-geral da Autoridade de Café e Chá da Etiópia, África consome 9.800 toneladas de café anualmente, enquanto que Europa consome 55.625 toneladas
O objetivo é que o programa de revitalização tenha apoio na expansão da produção, novas variedades
A produção de café do Quênia poderá aumentar mais de 43% na safra de 2008/09 devido ao melhor clima e ao melhor manejo agrícola, informou o Coffee Board of Kenya. "Estamos fazendo uma previsão conservadora de 60 mil toneladas", disse o gerente de serviços técnicos da instituição, Bernard Gichovi.
Um bom "Blend" deve começar por um bom café de base, ou seja, aquele que será utilizado em maior escala e que, devido à sua estrutura sensorial, permite ressaltar características dos cafés de outras origens. A ele normalmente é combinado uma origem que servirá para se ajustar a acidez final da bebida e uma outra que dará, digamos, o toque final de aroma e sabor que distinguirá esse novo "blend" de outros. O café brasileiro, devido à sua característica geral neutra, principalmente no caso de qualidade mediana, com baixa acidez inclusive, é o café mais empregado como essa base. Lembre-se, grandes carros possuem excelentes chassis, e essa regra se repete na indústria do café. O café da Colômbia ou do Kenya são os mais empregados para o ajuste de acidez. Os cafés da América Central e africanos como os da Ethiopia são cafés para o toque de finalização.
O governo do Quênia disse que liberou 300 milhões de xelim (US$ 4,58 milhões) que devia aos produtores de café via Coffee Board of Kenya. O setor de café do Quênia, que teve sua maior produção em 1987/88, de 130 mil toneladas (2,16 milhões de sacas de 60kg), vem se recuperando nos últimos quatro anos após reformas para reverter quase 20 anos de decadência. Apesar de não ser um grande produtor, o Quênia é conhecido mundialmente pelo seu café arábica de alta qualidade e favorecido por torrefadores que misturam este café com grãos de outras origem.
Os cafeicultores do Quênia deverão plantar variedades de café que são resistentes a mudanças climáticas extremas e a doenças como a antracnose dos frutos do cafeeiro (Coffee Berry Disease - CBD) para evitar perdas de produção, informou o gerente de produção do Coffee Board Kenya, Bernard Gichovi. As mudanças nos padrões climáticos têm afetado a produção de café do Quênia neste ano e levará a uma queda de 20% na produção com relação ao ano anterior, quando o país produziu 49 mil toneladas, disse ele.
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Os produtores de café da África planejam aumentar a produção durante os próximos cinco anos para suprir o maior consumo global, disse Josefa Sacko, secretária geral da Organização Inter-África de Café, que representa 25 das maiores nações produtoras de café do continente. O deficit global de café poderá aumentar para 20 milhões de sacas de 60 quilos até 2020 se a produção não aumentar, disse ela em Kigali, capital da Ruanda, na semana passada.
A Utz Kapeh é um dos principais programas de certificação do café no mercado internacional. Ela foi fundada em 1997 por produtores de café guatemaltecos e uma torrefadora européia, a Ahold Coffee Company, com o objetivo de bonificar torrefadores e marcas para atender ao crescimento da demanda por cafés que garantissem a responsabilidade na produção.
O Quênia pretende aumentar sua produção de café para 100 mil toneladas por ano até 2012, impulsionando o financiamento de cafeicultores de pequena escada e expandindo as zonas de produção de café na maior economia do Leste Africano. O país produziu 42 mil toneladas na safra de 2007/08 (outubro-setembro) e o órgão regulador do setor espera que a produção aumente para 60 mil toneladas em 2008/09 devido ao clima favorável.
A indústria de café do Quênia está lutando para conseguir atingir seu potencial máximo de produção pois, especialmente os pequenos cafeicultores, não estão adotando práticas adequadas de cultivo. Os casos de antracnose estão aumentando, com as taxas de prevalência subindo para cerca de 36% contra 30% do ano anterior - uma tendência que os analistas atribuem aos padrões erráticos de clima que têm ocorrido durante a estação de produção.
Alguns detalhes sobre a operação da rede de cafeterias Starbucks no Brasil acabam de ser revelados. Há planos, a curto prazo, para abertura de mais lojas além das duas iniciais, foi criado um <i>blend</i> com cafés brasileiros e feitas adaptações no cardápio e nos preços.