Consumo de café na China deve subir 126% até 2025
Volume, contudo, não deve ser suficiente para absorver a produção global e influenciar preços.
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Volume, contudo, não deve ser suficiente para absorver a produção global e influenciar preços.
Os contratos de café arábica negociados em Nova York operam em alta pela primeira vez depois de oito pregões de baixa, com especulações de que os torrefadores podem adicionar mais grãos arábicas em suas misturas.
Uma contaminação incomum e agressiva do fungo roya (causador da ferrugem) de cafezais no estado de Chiapas, no México, está ameaçando reduzir a produção de café do país na safra 2012/13, informou nesta terça-feira (15/01) Rodolfo Trampe, presidente Associação Mexicana de Produção de Café - Amacafe.Segundo o executivo, a produção teria o potencial de crescer até 20% neste ciclo na comparação com 2011/12, mas o surto da doença ameaça essa estimativa.
O comportamento instável dos preços globais do café nos últimos meses, principalmente no que diz respeito à diferença entre as variedades arábica e robusta, tem dificultado a formação de expectativas para os futuros neste ano. Enquanto o arábica - o mais consumido mundialmente - tem apresentado um dos piores desempenhos entre as soft commodities, o robusta tem se fortalecido.
O mundo está consumindo seus grãos mais rápido do que os agricultores estão conseguindo produzir, drenando estoques e pressionando os preços para os mesmos níveis que alimentaram revoltas nos países pobres há três anos.
Os preços do café podem subir mais se o fenômeno climático La Niña pressionar ainda mais a já restrita oferta de café na América Central e na Colômbia, segundo analistas e organizações climáticas.
Tempo úmido pode prejudicar a secagem e a qualidade dos grãos. Os futuros do café robusta terminaram o dia com alta acentuada na Bolsa de Londres (Euronext Liffe).
Os futuros do café arábica na bolsa de Nova York subiram de forma expressiva no pregão de ontem puxados pelo risco de estoques mundiais apertados ao fim da temporada 2010/11. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram o dia a US$ 2,55 a libra-peso, valorização de 560 pontos. De acordo com analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a performance da commodity é a melhor entre as agrícolas até agora.
A diferença de preços entre o café arábica e o robusta deve continuar grande, o que deverá aumentar a demanda da indústria pela segunda variedade, mais barata, disseram executivos de tradings à agência Dow Jones.
À medida que o paladar dos americanos está se tornando mais sofisticado, eles estão consumindo menos café tradicional do que antes.
Após devastação causada pela ferrugem, produtores viram recuperação notável com extensivo programa de renovação durante os últimos cinco anos.
A crescente demanda de café da Índia está impulsionando as companhias internacionais, como a italiana Lavazza, a suíça Nestlé, e a americana, Starbucks, a abrir lojas na região que tradicionalmente é consumidora de chá, oferecendo crescimento quando os retornos estão mais difíceis de serem obtidos em mercados mais desenvolvidos.
No meio da incerteza econômica global, as commodities caíram bastante no segundo trimestre, pressionadas por temores sobre a fraqueza da demanda. O café foi um dos mais golpeados, com uma queda de 6,8% nos preços que abalou uma matéria-prima por muito tempo considerada à prova de recessão.
A oferta mundial de café deve ultrapassar a demanda na temporada que começa em outubro em muitos países, revertendo a atual escassez, de acordo com o Rabobank International. A produção do grão deverá ser de 5,3 milhões de sacas a mais que o consumo na safra 2012/13, ante um déficit de 2,7 milhões de sacas no período 2011/12, segundo o banco.
A diferença entre os preços internacionais dos cafés arábica e robusta caiu ontem, dia 14, para um nível 47,6% inferior ao registrado há um ano, segundo cálculos do Valor Data. Tradicionalmente, o arábica, que normalmente tem qualidade superior, vale muito mais que o robusta, o que provoca um grande diferencial entre as duas variedades. A diferença de preços é acompanhada de perto pelos torrefadores, que muitas vezes substituem alguns grãos arábicas em suas bebidas pelo robusta.
O café robusta pode atingir uma média de US$ 1.700 a tonelada no segundo trimestre, o que representa uma queda de 10% do nível atual, diante da maior oferta do Vietnã e da Indonésia. A informação é do Rabobank Internacional, que divulgou relatório.
As exportações de café do Vietnã, segundo maior exportador mundial de café, na safra 2011/12 deverão cair 13% ante ao ano anterior, totalizando 1 milhão de toneladas, enquanto os produtores locais seguram os grãos colhidos na expectativa de preços domésticos mais altos, afirmaram corretores e participantes da indústria.
Se o clima não prejudicar a colheita, a Colômbia, o México, o Peru e todos os países da América Central, exceto El Salvador, estão esperando safras maiores, segundo uma pesquisa com as organizações de café nacionais. Combinada, a produção desses países é estimada em 26,35 milhões de sacas de 60 quilos, uma alta de pelo menos 2% na safra que começa em 1 de outubro.