Boletim Carvalhaes: jogada ousada da Nestlé surpreende mercado mundial
Empresa pagará à Starbucks 7,15 bilhões de dólares pelos direitos perpétuos de comercialização dos produtos da marca americana
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Empresa pagará à Starbucks 7,15 bilhões de dólares pelos direitos perpétuos de comercialização dos produtos da marca americana
Consumidores estão gastando mais dinheiro com café do que nunca, mas porções individuais estão transformando hábitos da nação, maior consumidora de café do mundo.
A empresa Peet´s Coffee & Tea Inc disse nesta segunda-feira que firmou um acordo para ser adquirida pela Joh. A. Benckiser por cerca de 1 bilhão de dólares, uma jogada que vai dar um impulso financeiro para a Peet´s, que concorre com grandes empresas de chá e café, e que deve ampliar o alcance da família Reimann, da Alemanha, nos negócios do café.
Ao invés de autorizar o drawback não seria mais interessante estimular o aumento da produtividade de nossas lavouras de conilon e arábica do que importar café do Vietnã? Esta é simplesmente uma jogada, já que o café do Vietnã e de outras áreas são produzidos a um custo baixo devido à mão-de-obra escrava e com isso ficaria mais barato a formação dos blends, mas nunca o preço do café na gôndola.
Espaço Aberto: André Nassar faz uma jogada em seu artigo apresentando dois mundos: o primário e o imaginário (paralelo). No primário, o Brasil tem orgulho do agro. No paralelo, tem vergonha. A reforma do Código Florestal, no universo primário, seria vista como necessária. No mundo alternativo, as pessoas clamam pelo veto da presidente.
Marcelo Fraga analisa as oscilações dos preços do café arábica e canéfora e a expectativa da próxima safra
Objetivo é focar na produção de café solúvel com o robusta
Possível conflito comercial entre China e Estados Unidos pode desestabilizar cadeias de valor em todo o planeta
Um bom resultado depende diretamente da forma como se trabalha no campo, com dedicação e amor pelo o que é feito
Por Bruno Varella Miranda, mestre em Administração pela USP e doutorando em Economia Agrícola pela Universidade de Missouri - Columbia.
Por que nossas próprias cafeterias não apoiam a agricultura familiar? Por Ulisses Ferreira, especialista em cafeicultura sustentável e consultor de associações e certificações agrícolas.
A agricultura familiar não consegue atender as exigências sanitárias para comercialização de produtos em escala nacional. Só 2% dos produtores estão cadastrados no sistema do governo que concede autorização para que os produtos cheguem aos consumidores de todo o País, o Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). A informação foi divulgada pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário em audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, nesta quarta-feira (17).
Os grandes compradores de café não estão com pressa de comprar, segundo relata mídia norte-americana. Estoques globais de café arábica estariam em seu nível mais alto em mais de 2 anos. Juntam-se a isto os argumentos de que a demanda de café estaria abrandando devido à crise na Europa. Com este cenário, cafeicultores brasileiros estão segurando parte da colheita a fim de valorizar suas produções
O terroir chegou ao café. Termo característico da viticultura, o atributo da origem, única e delimitada, anima a cafeicultura nacional. Exigentes consumidores da bebida, especialmente do expresso, agradecem. Qualidade certificada não tem preço. No centro desse virtuoso processo no campo se encontra a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, com sede em Monte Carmelo (MG). Ali, ao nordeste do Triângulo Mineiro, se desenvolve um modo de produção peculiar, diferente dos tradicionais cafezais. Os agricultores contam com a vantagem da boa altitude das terras, essencial para a qualidade do café. Mas, além disso, eles cultivam "café com atitude". Não se trata de mero jogo de palavras.
A partir de abril do próximo ano, as operações de crédito destinadas a custeio e colheita de café com recursos do Funcafé serão unificadas. A decisão foi tomada hoje (28) pelos componentes do Conselho Monetário Nacional (CMN). Além disso, o CMN elevou de 80% para 100% o valor de crédito correspondente ao produto ofertado em garantia nas operações de estocagem e de Financiamentos para Aquisição de Café (FACs) do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), entre outras medidas.
O debate sobre o Código Florestal tem estereótipos muito bem definidos. A discussão se polariza e se transforma numa batalha entre os que querem destruir o meio ambiente, os ruralistas, e os que lutam para defendê-lo, os ambientalistas. Olhando para o problema dessa forma simplória, o julgamento é imediato. Entretanto, a despeito da improbabilidade de alguém, em pleno século 21, continuar empenhado em destruir o meio ambiente, é esclarecedor nos fazermos a seguinte pergunta: a agropecuária brasileira quer mesmo desmatar mais? Qual é a razão do descontentamento com a lei florestal? O que incomoda o setor rural no Código Florestal é que ele joga o custo da preservação ambiental apenas nos produtores.
O café-jacu, ou jacu bird coffee, chegou a Londrina. O produto, que vem do Espírito Santo e está ganhando o mundo, tem como principal característica o fato de passar pelo intestino do jacu antes de chegar ao terreiro. A ave come o fruto maduro e defeca os grãos inteiros, que depois são processados para chegar ao consumidor. Na cidade, o café é servido na forma de espresso: R$ 10 a xícara.
Uma política para alcançar suas metas precisa ser composta por três alicerces fundamentais: a) oportunidade; b) abrangência e c) desenho. Ao se debruçar sobre o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor de Café (PEPRO), não se observa sua adequação para qualquer dos atributos listados. No quesito oportunidade, por exemplo, a política falha ao não considerar a dimensão do problema a ser equacionado, ou seja, a safra de 32,6 milhões de sacas deve ser considerada de tamanho capaz de demandar um mecanismo de política agrícola que venha a interferir na estrutura do mercado e, conseqüentemente, na formação dos preços? Certamente não.
Primeiro exportador mundial de pimenta, segundo lugar em café (atrás do Brasil), arroz e castanhas, o país avança com vontade nas exportações de têxteis e calçados, já que os salários ainda são mais baixos que os da China costeira. Em 2005 as exportações de têxteis atingiram US$ 4,8 bilhões e as de calçados, US$ 3 bilhões, ambas já 50% superiores aos valores obtidos pelo Brasil. Os investimentos estrangeiros já superam US$ 7 bilhões ao ano.