Maré vermelha nos terminais
As baixas foram fortes e chegaram a surpreender alguns operadores, aponta o consultor Marcus Magalhães.
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As baixas foram fortes e chegaram a surpreender alguns operadores, aponta o consultor Marcus Magalhães.
Vontade de falar, vontade de se manifestar, necessidade de posicionar seu pensamento, necessidade de defender seus interesses, sejam coletivos ou individuais. Não seria interessante olharmos para outras cadeias e nos espelharmos em como eles vem realizando e organizando o supracitado? O tal do benchmark. É fato que, pensando e refletindo juntos podemos chegar a várias conclusões, podemos promover um melhor dialogo entre o setor, podemos desmistificar várias questões, entre outros.
O governo dos Estados Unidos e as maiores associações industriais do país acusam o chanceler Celso Amorim de estar "condenando a Rodada Doha ao fracasso" e diz que Brasil, China e Índia precisam fazer as mesmas concessões que os países ricos fizeram nos anos 90 nas negociações comerciais. Para o Itamaraty, porém, é o governo americano que está em uma situação de isolamento cada vez maior na Rodada Doha.
O CDPC, criado e presidido pelo governo, composto por grupos econômicos heterogêneos e interligados na obtenção do produto, mas totalmente distintos em interesses e objetivos, é irracional e ilógico. Não possui aspecto algum de eficácia ou desenvolvimento e, ao contrário, gera confusão na área produtiva, pois atividades distintas com interesses opostos se acham no direito de ditar as regras.
Bruno Varella faz um panorama sobre a eleição de Jair Bolsonaro e como isso afeta o agronegócio
A reviravolta do estado resultou da introdução de tecnologias desenvolvidas no Espírito Santo - variedades, cultivo e poda - tanto com novos plantios como com a reabilitação de áreas existentes, algumas com variedades de robustas diferentes do conilon. Por Carlos Henrique Jorge Brando.
Como acontece em outras áreas - tais como as de tecnologia, de padrões de consumo e até da moralidade pública -, as grandes inovações que marcaram os avanços da civilização demoram a chegar ao Brasil. Essa é uma característica geral de países periféricos que ainda têm um peso relativamente pequeno no cenário internacional.
Todo mundo reconhece que o Brasil tem as melhores credenciais do planeta para a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento da agropecuária. Só que, infelizmente, em vez de buscar a plena conciliação entre o desenvolvimento agrícola e a proteção ambiental, estamos contrapondo esses dois gigantes de forma absurda.
De acordo com Carlos Brando, consultor da P&A Marketing, a crise está trazendo oportunidades interessantes para a cafeicultura, mas por outro lado, uma pressão negativa. Explica: o poder de varejo continua crescendo, absorvendo uma parte maior do mercado, o que força todo mundo a baixar o preço do café. Por outro lado, o consumo de café está aumentando: "Quem irá suprir a nova demanda? Arábica ou conilon?"
Estando a oferta/demanda equilibrada, quais as justificativas técnicas de que a retirada de apenas 10 milhões de sacas do mercado brasileiro refletirá positivamente na recuperação dos preços? O mercado internacional apenas se recuperará sob a extinção quase total dos estoques mundiais, ou seja, próximo a 30 milhões de sacas.
De acordo com Gilson Ximenes, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), a cota de contribuição na exportação de café deve ser retomada para enfrentar a crise financeira internacional que tem depreciado os preços das commodities. "Temos de pensar em medidas protecionistas, em particular para os produtos agrícolas nacionais", diz ele.