Boletim Carvalhaes: Chuvas sobre os cafezais do sudeste continuam irregulares e insuficientes
Novembro começa com temperaturas acima dos trinta graus em diversas regiões produtoras
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Novembro começa com temperaturas acima dos trinta graus em diversas regiões produtoras
Mercado reflete disputa entre produtores e compradores para ver quem fica com os prejuízos da quebra da safra brasileira, aponta o Escritório Carvalhaes.
As chuvas registradas nos últimos dias em várias regiões produtoras de café em São Paulo, Minas Gerais e Paraná foram pontuais e com volumes baixos, segundo Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Somar Meteorologia.
Altas nas cotações refletem padrão climático imprevisível, com secas, chuvas insuficientes e frentes frias que resultam em geadas e granizo nas regiões produtoras brasileiras
Segundo a instituição, a formação de geadas nesse momento é benéfica para as culturas de inverno.
Segundo o Departamento, a produção de café na Índia pode chegar a 5,45 milhões de sacas.
Já no Paraná, as precipitações mais fortes dificultam os cuidados com as lavouras. Enquanto no Espírito Santo, as lavouras sentem a falta de chuva.
Segundo o Escritório Carvalhaes, produtores estão preocupados com a incerteza climática e os fortes aumentos nos custos dos insumos e mão de obra.
Chuvas e dólar fortalecido derrubam empurraram para baixo as cotações, no entanto Brasil entra no último mês do verão 2014/2015 ainda com um déficit de chuva muito grande, especialmente nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
O desenvolvimento da cafeicultura no primeiro mês de 2015, por Natália Fernandes, assessora técnica da CNA.
Para Carlos Melles, o produtor precisa sair mobilizado de suas bases em direção a Brasília. "Não tem sido suficiente a defesa só por intermédio dos parlamentares e das lideranças dos segmentos rurais, é fundamental a mobilização de todos os produtores, dos vereadores, dos prefeitos, das lideranças da sociedade. Eu entendo que o caminho é a pressão organizada em Brasília", avalia o parlamentar.
Com a quebra da safra 2014, chuvas insuficientes e a certeza de que em 2015 nossa produção de café também ficará abaixo das necessidades brasileiras para exportação e consumo interno, os cafeicultores agem com cautela.
A liberação de R$ 5 bilhões para o financiamento da agricultura, antecipada na segunda-feira (01) pelo Governo para evitar reflexos negativos da crise financeira internacional sobre a economia brasileira, será insuficiente se o produtor continuar com dificuldades de acesso aos recursos oficiais.
Segundo dados da Conab, o Brasil deve produzir entre 41,3 e 44,2 milhões de sacas de 60 quilos nesta safra (média de 42,75 milhões), quase 3 milhões a menos que a demanda estimada, que chega a 45,6 milhões de sacas. O problema é a falta de estoques. Segundo Luiz Hafers, diretor do Departamento de Café da Sociedade Rural Brasileira, pela primeira vez, o mercado vai trabalhar sem produto administrado pelo governo. No segundo semestre não haverá leilões governamentais para as indústrias obterem matéria-prima. Gilson Ximenes diz que certas referências "precisam ser quebradas". Enquanto outras commodities batem recordes, os preços do café seguem num ritmo bem comportado. "O valor da saca sempre correspondeu ao salário mínimo (hoje em R$ 380)", afirma.
A geração atual de agrônomos diz que não enfrentou fenômeno climático semelhante, afirma Escritório Carvalhaes.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 4285/12, do Senado, que garante o direito ao seguro-desemprego por até três meses ao trabalhador rural que tenha sido contratado por safra, por pequeno prazo ou por prazo determinado. Pelo texto, o valor do benefício será de um salário mínimo mensal e será concedido a cada dois anos. O projeto altera a Lei do Seguro-Desemprego.
O Brasil deve registrar neste ano a melhor safra de café de todos os tempos, na avaliação do secretário de produção e agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone. Os resultados poderiam ser ainda mais satisfatórios se as condições de desenvolvimento da safra tivessem sido melhores.
Valores são considerados insuficientes para cobrir custos e garantir renda para que cafeicultores sigam na atividade
As principais regiões produtoras de café do Sudeste (sul e cerrado de Minas Gerais e São Paulo) estão recebendo chuvas insuficientes neste mês de setembro para a abertura das floradas, que vão resultar na safra 2012. Entretanto, outubro será de bons volumes de precipitação, com chuvas iguais ou superiores a média no cinturão cafeeiro. A avaliação é da Meteorologista da Somar Meteorologia, Olívia Nunes.
As chuvas de primavera previstas para os próximos dias nas principais regiões de café do Brasil chegarão em baixos e insuficientes volumes para estimular floradas, agrônomos consideram que a estiagem após um ano de frio intenso reduz o potencial produtivo das lavouras para a safra 12/13.
Ainda há previsão de frentes frias e chuvas em João Neiva até o fim do mês de setembro (chuvas em 17 e 23 de setembro). O problema é que elas ainda serão insuficientes para reverter a estiagem da região.
Conselho Nacional do Café considera insuficientes as medidas apresentadas. Governo Federal deve criar um Grupo de Trabalho para estudar medidas complementares.
Uma série de fatores pode estar contribuindo para a reação dos preços. Em princípio, existe a perspectiva de que a oferta global este ano deve ser apertada em relação à demanda. No mercado interno, os produtores vendem apenas o necessário, pois as atuais cotações seriam insuficientes para cobrir os custos de produção.
A quebra na safra de café 2011 na região de atuação da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé), com o rendimento abaixo da expectativa, pode chegar em média a 8% em relação à expectativa. A avaliação da Cooxupé aponta que o veranico de janeiro e fevereiro prejudicou a safra na fase de enchimento de grão, e isso está resultando em rendimento abaixo do esperado no beneficiamento dos grãos.